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Indústria terá que reduzir sal de 839 produtos para prevenir doenças

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Pelo menos 839 produtos terão que reduzir em até 10% seu teor de sódio, com o intuito de diminuir o consumo de sal pela população brasileira e prevenir doenças como a hipertensão.

A pressão alta atinge 25% da população adulta do país, índice considerado estável de acordo com a pesquisa Vigitel de 2014.

A meta foi divulgada nesta terça-feira (12) pelo Ministério da Saúde em um acordo com a Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação), dentro da 2ª fase do Plano Nacional de Redução de Sódio em Alimentos Processados.

Foram analisados bolos, snacks (batata palha e salgadinhos de milho), maioneses e biscoitos.

Os produtos somam 69 indústrias e sofreram uma redução de 5.793 toneladas de sódio em suas fórmulas desde 2013.

Na primeira etapa, em 2011, que envolveu macarrão instantâneo, pão de forma e bisnaguinha, 1.859 toneladas de sódio saíram do mercado.

A meta é que até 2020 as indústrias alimentícias promovam a retirada voluntária de 28.562 toneladas de sal do mercado brasileiro.

“O objetivo é reduzir 56% do sódio em alimentos até 2020, porém, é preciso reeducar nossa cultura e hábitos saudáveis.

Precisamos enfrentar fortemente o hábito de acrescentar sal na alimentação para chegarmos na meta de 12 gramas consumidas por dia para 5 gramas”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

 

Rocamboles e bolos tiveram maior redução

A maior redução, segundo o ministério, foi observada na categoria dos rocamboles, com queda de 21,11% no teor de sódio, seguida pela mistura para bolo aerado (16,6%) e pela maionese (16,23%).

As demais categorias, de acordo com os dados, também registraram queda: bolos prontos sem recheio (15,8%), bolos prontos com recheio (15%), batata frita e batata palha (13,71%), biscoito doce (11,41%), salgadinho de milho (9,4%), biscoito recheado (6,48%), mistura para bolo cremoso (5,9%) e biscoito salgado (5,8%).

Os números mostram ainda que, em 2013, das 69 indústrias analisadas, 95% dos produtos conseguiram reduzir o teor máximo de sódio da composição. Grande parte dos participantes também conseguiu antecipar as metas estabelecidas para 2014: 83% dos bolos prontos com recheio, 96,2% das misturas para bolo aerado, 89,7% dos salgadinhos de milho, 68% da batata palha e batata frita e 77,8% dos biscoitos doces recheados.

As indústrias que não alcançaram o resultado esperado de redução foram notificadas pelo ministério e devem apresentar à pasta uma justificativa, além de uma nova estratégia para diminuir a quantidade de sal nos alimentos.

Segundo dados divulgados pelo ministério, a diminuição do sódio nos alimentos processados reduz 15% das mortes por infarto; aumenta a expectativa de vida em quatro anos e evita que 1,5 milhão de pessoas precisem dos remédios para hipertensão.

Brasileiro come o dobro de sal

Os hipertensos crescem com o avanço da idade e também com a diminuição da escolaridade.

“Mais da metade da população idosa dizem ter pressão alta, por isso a redução do sódio é tão benéfica”, afirmou a médica Déborah Malta, especialista em Saúde Pública que apresentou os dados.

Isso acontece porque a população brasileira ainda apresenta uma percepção pequena sobre o consumo de sal em excesso.

Segundo Malta, 47,9% dos brasileiros consideram seu consumo de sal adequado. Apenas 2,3% admitem ter um consumo muito alto e 13,2% um consumo alto.

De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2008, o consumo de sódio no Brasil chegava a 12 gramas por dia, consumo mais de duas vezes maior do que o limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde, de 5 gramas por dia.

Agência Brasil

Teste mostra que sopas instantâneas são ricas em sódio e pouco nutritivas

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Ainda que pareça uma opção prática principalmente para os dias mais frios, as sopas instantâneas fazem parte do grupo de alimentos industrializados que podem apresentar riscos à saúde. A Associação Brasileira de Defesa ao Consumidor (Proteste) listou os ingredientes de seis marcas de sopas industrializadas nacionais e constatou que, além de não nutritivas, elas são ricas em aditivos químicos — substâncias utilizadas para conservar o produto por mais tempo e melhorar aspectos de aparência, por exemplo

O glutamato monossódico, responsável por realçar o sabor do alimento, foi um dos compostos mais encontrado na composição das sopas. Ainda que considerado perigoso por muitos pesquisadores, ainda não há estudos que possam confirmar os riscos dessa substância para a saúde. A legislação brasileira permite que empresas adicionem o aditivo aos seus produtos e não impõe limites na sua utilização.

A pesquisa avaliou sopas de frango, batata e tomate, entre outros sabores, e apontou que a lista de ingredientes que compõem cada uma delas vai muito além desses itens. Duas marcas apresentaram mais de 30 ingredientes em sua composição.

Naturais são opção mais saudável

O alto teor de sódio é outro fator preocupante encontrado nas sopas. A pesquisa da Proteste registrou produtos com até 732mg de sódio, o que representa mais de um terço da quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2g por dia. De acordo com a nutricionista Cláudia Winter, pessoas hipertensas não devem consumir as sopas prontas, e quem não sofre com a pressão alta também precisa ficar atento:

— A alta ingestão de sódio pode levar ao agravamento da hipertensão arterial, retenção de líquidos, dificuldade de funcionamento de órgãos como coração e rins, fundamentais para a circulação sanguínea, e diabetes.

O baixo valor calórico das sopas instantâneas — um pacote médio pode conter de 30 a 80 calorias — atrai muitas pessoas que buscam perder peso. Segundo a nutricionista Ana Carolina Bragança, entretanto, esse tipo de alimento tem poucos nutrientes e não fornece energia suficiente para o organismo.

— As sopas industrializadas não devem ser consumidas com frequência e nunca devem substituir uma refeição. Recomendo que a pessoa prepare a sopa em casa, o que também pode ser pouco calórico. Se a questão é a praticidade, uma boa opção é fazer a sopa para congelá-la. A alimentação, quanto mais natural, melhor — esclarece.

fonte: Zero Hora

 

Acordo retira mais de 7 mil toneladas de sódio de alimentos

De 2011 a 2014, 7.652 toneladas de sódio foram retiradas de produtos alimentícios no Brasil por meio de compromisso firmado pelo Ministério da Saúde e Associação das Indústrias da Alimentação (Abia). Os dados foram divulgados hoje (12) pela pasta. A meta do governo é que, até 2020, o setor promova a retirada voluntária de 28.562 toneladas de sal do mercado brasileiro. As informações são da Agência Brasil.

Na segunda etapa do Plano Nacional de Redução de Sódio em Alimentos Processados, foram analisados bolos, snacks (batata palha e salgadinhos de milho), maioneses e biscoitos. Os produtos somam 69 indústrias e sofreram uma redução de 5.793 toneladas de sódio em suas fórmulas desde 2013. Na primeira etapa, em 2011, que envolveu macarrão instantâneo, pão de forma e bisnaguinha, 1.859 toneladas de sódio saíram do mercado.

A maior redução, segundo o ministério, foi observada na categoria dos rocamboles, com queda de 21,11% no teor de sódio, seguida pela mistura para bolo aerado (16,6%) e pela maionese (16,23%). As demais categorias, de acordo com os dados, também registraram queda: bolos prontos sem recheio (15,8%), bolos prontos com recheio (15%), batata frita e batata palha (13,71%), biscoito doce (11,41%), salgadinho de milho (9,4%), biscoito recheado (6,48%), mistura para bolo cremoso (5,9%) e biscoito salgado (5,8%).

Os números mostram ainda que, em 2013, das 69 indústrias analisadas, 95% dos produtos conseguiram reduzir o teor máximo de sódio da composição. Grande parte dos participantes também conseguiu antecipar as metas estabelecidas para 2014: 83% dos bolos prontos com recheio, 96,2% das misturas para bolo aerado, 89,7% dos salgadinhos de milho, 68% da batata palha e batata frita e 77,8% dos biscoitos doces recheados.

As indústrias que não alcançaram o resultado esperado de redução foram notificadas pelo ministério e devem apresentar à pasta uma justificativa, além de uma nova estratégia para diminuir a quantidade de sal nos alimentos.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, avaliou os resultados da segunda etapa de monitoramento como extremamente positivos e impactantes. “Mas não adianta comemorarmos essa retirada de mais de 5 mil toneladas de sódio se não tivermos capacidade de trabalhar na alimentação, na merenda escolar, nos hábitos alimentares e na retirada do saleiro da mesa.”

O presidente da Abia, Edmundo Klotz, garantiu que a indústria também está engajada na estratégia de criar alternativas para o consumo doméstico do sal. “A primeira fase é a retirada do sódio e a segunda, a substituição. Buscamos produtos que substituam o sal ou alternativas de sal com redução de sódio”, explicou.

O acordo entre o governo e o setor de indústrias da alimentação conta ainda com outras duas etapas, a serem divulgadas até 2016 e que devem incluir alimentos como margarina, hambúrguer, empanados e salsichas. O cumprimento das metas, que envolvem os produtos mais consumidos pela população, vai contribuir para a redução no consumo de sódio diário no país para menos de 2 miligramas (mg) por pessoa (cerca de 5 quilos de sal).

fonte: Gazeta do Povo

 

Veterinário fala sobre a questão do sódio em produtos processados

Veterinário formado pela PUC/RS, com relevantes serviços prestados junto ao Mapa, Nelmon Oliveira da Costa fala sobre a questão do sódio em produtos processados e outros temas.