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Nova York é primeira cidade dos EUA a alertar sobre alimentos muito salgados

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Nova York reforçou nesta quarta-feira a luta contra o excesso de sal nas comidas ao aprovar uma legislação que obriga as redes de restaurantes a informar em seus cardápios quais alimentos são particularmente salgados, prejudiciais à saúde.

É a primeira cidade norte-americana a tomar uma medida do tipo, votada de forma unânime pelos responsáveis municipais da área de saúde.

Os pratos que tiverem mais de 2,3 gramas de sódio – superior à quantidade diária recomendada – deverão aparecer assinalados nos cardápios com um saleiro preto e branco.

O sal é a principal fonte de sódio e seu consumo em excesso está associado à hipertensão e a um risco mais elevado de doenças cardiovasculares e acidentes vasculares no cérebro, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo o organismo, a maioria das pessoas consume sal em excesso, de 9 a 12 gramas por dia em média – duas vezes mais do que o aporte diário recomendado (5 gramas de sal, 2 gramas de sódio).

Os alimentos processados são particularmente ricos em sal.

Esta nova regulamentação “deveria ajudar a melhorar ainda mais a saúde global dos nova-iorquinos”, declarou a prefeitura da cidade.

“Com um simples gráfico no cardápio e uma informação para alertar os clientes sobre os pratos com muito sódio, os nova-iorquinos terão finalmente acesso a uma informação que fode afetar sua saúde”, agregou.

Indústria terá que reduzir sal de 839 produtos para prevenir doenças

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Pelo menos 839 produtos terão que reduzir em até 10% seu teor de sódio, com o intuito de diminuir o consumo de sal pela população brasileira e prevenir doenças como a hipertensão.

A pressão alta atinge 25% da população adulta do país, índice considerado estável de acordo com a pesquisa Vigitel de 2014.

A meta foi divulgada nesta terça-feira (12) pelo Ministério da Saúde em um acordo com a Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação), dentro da 2ª fase do Plano Nacional de Redução de Sódio em Alimentos Processados.

Foram analisados bolos, snacks (batata palha e salgadinhos de milho), maioneses e biscoitos.

Os produtos somam 69 indústrias e sofreram uma redução de 5.793 toneladas de sódio em suas fórmulas desde 2013.

Na primeira etapa, em 2011, que envolveu macarrão instantâneo, pão de forma e bisnaguinha, 1.859 toneladas de sódio saíram do mercado.

A meta é que até 2020 as indústrias alimentícias promovam a retirada voluntária de 28.562 toneladas de sal do mercado brasileiro.

“O objetivo é reduzir 56% do sódio em alimentos até 2020, porém, é preciso reeducar nossa cultura e hábitos saudáveis.

Precisamos enfrentar fortemente o hábito de acrescentar sal na alimentação para chegarmos na meta de 12 gramas consumidas por dia para 5 gramas”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

 

Rocamboles e bolos tiveram maior redução

A maior redução, segundo o ministério, foi observada na categoria dos rocamboles, com queda de 21,11% no teor de sódio, seguida pela mistura para bolo aerado (16,6%) e pela maionese (16,23%).

As demais categorias, de acordo com os dados, também registraram queda: bolos prontos sem recheio (15,8%), bolos prontos com recheio (15%), batata frita e batata palha (13,71%), biscoito doce (11,41%), salgadinho de milho (9,4%), biscoito recheado (6,48%), mistura para bolo cremoso (5,9%) e biscoito salgado (5,8%).

Os números mostram ainda que, em 2013, das 69 indústrias analisadas, 95% dos produtos conseguiram reduzir o teor máximo de sódio da composição. Grande parte dos participantes também conseguiu antecipar as metas estabelecidas para 2014: 83% dos bolos prontos com recheio, 96,2% das misturas para bolo aerado, 89,7% dos salgadinhos de milho, 68% da batata palha e batata frita e 77,8% dos biscoitos doces recheados.

As indústrias que não alcançaram o resultado esperado de redução foram notificadas pelo ministério e devem apresentar à pasta uma justificativa, além de uma nova estratégia para diminuir a quantidade de sal nos alimentos.

Segundo dados divulgados pelo ministério, a diminuição do sódio nos alimentos processados reduz 15% das mortes por infarto; aumenta a expectativa de vida em quatro anos e evita que 1,5 milhão de pessoas precisem dos remédios para hipertensão.

Brasileiro come o dobro de sal

Os hipertensos crescem com o avanço da idade e também com a diminuição da escolaridade.

“Mais da metade da população idosa dizem ter pressão alta, por isso a redução do sódio é tão benéfica”, afirmou a médica Déborah Malta, especialista em Saúde Pública que apresentou os dados.

Isso acontece porque a população brasileira ainda apresenta uma percepção pequena sobre o consumo de sal em excesso.

Segundo Malta, 47,9% dos brasileiros consideram seu consumo de sal adequado. Apenas 2,3% admitem ter um consumo muito alto e 13,2% um consumo alto.

De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2008, o consumo de sódio no Brasil chegava a 12 gramas por dia, consumo mais de duas vezes maior do que o limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde, de 5 gramas por dia.

Agência Brasil

Acordo retira mais de 7 mil toneladas de sódio de alimentos

De 2011 a 2014, 7.652 toneladas de sódio foram retiradas de produtos alimentícios no Brasil por meio de compromisso firmado pelo Ministério da Saúde e Associação das Indústrias da Alimentação (Abia). Os dados foram divulgados hoje (12) pela pasta. A meta do governo é que, até 2020, o setor promova a retirada voluntária de 28.562 toneladas de sal do mercado brasileiro. As informações são da Agência Brasil.

Na segunda etapa do Plano Nacional de Redução de Sódio em Alimentos Processados, foram analisados bolos, snacks (batata palha e salgadinhos de milho), maioneses e biscoitos. Os produtos somam 69 indústrias e sofreram uma redução de 5.793 toneladas de sódio em suas fórmulas desde 2013. Na primeira etapa, em 2011, que envolveu macarrão instantâneo, pão de forma e bisnaguinha, 1.859 toneladas de sódio saíram do mercado.

A maior redução, segundo o ministério, foi observada na categoria dos rocamboles, com queda de 21,11% no teor de sódio, seguida pela mistura para bolo aerado (16,6%) e pela maionese (16,23%). As demais categorias, de acordo com os dados, também registraram queda: bolos prontos sem recheio (15,8%), bolos prontos com recheio (15%), batata frita e batata palha (13,71%), biscoito doce (11,41%), salgadinho de milho (9,4%), biscoito recheado (6,48%), mistura para bolo cremoso (5,9%) e biscoito salgado (5,8%).

Os números mostram ainda que, em 2013, das 69 indústrias analisadas, 95% dos produtos conseguiram reduzir o teor máximo de sódio da composição. Grande parte dos participantes também conseguiu antecipar as metas estabelecidas para 2014: 83% dos bolos prontos com recheio, 96,2% das misturas para bolo aerado, 89,7% dos salgadinhos de milho, 68% da batata palha e batata frita e 77,8% dos biscoitos doces recheados.

As indústrias que não alcançaram o resultado esperado de redução foram notificadas pelo ministério e devem apresentar à pasta uma justificativa, além de uma nova estratégia para diminuir a quantidade de sal nos alimentos.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, avaliou os resultados da segunda etapa de monitoramento como extremamente positivos e impactantes. “Mas não adianta comemorarmos essa retirada de mais de 5 mil toneladas de sódio se não tivermos capacidade de trabalhar na alimentação, na merenda escolar, nos hábitos alimentares e na retirada do saleiro da mesa.”

O presidente da Abia, Edmundo Klotz, garantiu que a indústria também está engajada na estratégia de criar alternativas para o consumo doméstico do sal. “A primeira fase é a retirada do sódio e a segunda, a substituição. Buscamos produtos que substituam o sal ou alternativas de sal com redução de sódio”, explicou.

O acordo entre o governo e o setor de indústrias da alimentação conta ainda com outras duas etapas, a serem divulgadas até 2016 e que devem incluir alimentos como margarina, hambúrguer, empanados e salsichas. O cumprimento das metas, que envolvem os produtos mais consumidos pela população, vai contribuir para a redução no consumo de sódio diário no país para menos de 2 miligramas (mg) por pessoa (cerca de 5 quilos de sal).

fonte: Gazeta do Povo

 

Deputados querem mudar rótulos de alimentos com muito sal

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A Câmara dos Deputados analisa diversas propostas que obrigam os fabricantes a informarem nos rótulos dos alimentos industrializados a quantidade de sal que eles contém. Isso porque o consumo excessivo de sódio pode causar hipertensão arterial, infarto e até acidente vascular cerebral.

O excesso de sal causa tantos problemas para o organismo que o Ministério da Saúde fez um acordo voluntário com a indústria para diminuir o sódio nos alimentos.

Entre 2011 e 2012, foi reduzida quase 1,3 tonelada de sódio em três tipos de alimentos analisados até agora: pão de forma, bisnaguinhas e macarrão instantâneo. O volume está dentro da meta para o período, mas o Ministério da Saúde quer mais. Até 2020, 28 mil toneladas de sódio devem deixar de ser acrescentadas a outras 16 categorias de produtos industrializados, entre eles: requeijão cremoso, sopa instantânea, presunto, hambúrguer e queijo muçarela.

A diretora de Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Drª. Deborah Malta, explica que, hoje, o alimento que mais preocupa é o pão francês porque ele é muito presente na alimentação do brasileiro e tem uma grande quantidade de sódio. O pão francês é um dos itens que deverá ter quantidade de sal reduzido nos próximos meses.

A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos afirma que os produtos que eventualmente estiverem fora da redução prevista no acordo, serão corrigidos, ou ficarão fora do mercado.

O ministério espera que a redução de sódio nos alimentos industrializados diminua em 15% as mortes por acidente vascular cerebral e, em 10% as causadas por infarto.

Propostas
O deputado Fabio Reis (PMDB-SE) é autor de um projeto que obriga fabricantes de alimentos industrializados a informarem nos rótulos sobre a presença ou não de sal na composição (PL6985/13). O texto, que foi apensado a outro que trata de alerta nos rótulos sobre a quantidade de gordura “trans”, aguarda votação no Plenário da Câmara.

Muitos doces também têm um valor elevado de sódio, que é usado para conservação. “Por isso a preocupação com os rótulos é muito importante”, afirma a médica Deborah Malta. Ela esclarece ainda que os doces estão na lista dos alimentos que terão a quantidade de sal reduzida nos próximos meses.

No ano passado, a Comissão de Defesa do Consumidor aprovou uma proposta do deputado Jorginho Mello (PR-SC) que obriga bares, lanchonetes e restaurantes a colocarem nos saleiros mensagem alertando o público para o risco do consumo excessivo de sal.

A regra valerá também nos casos de alimentos industrializados e para o próprio sal comercializado para consumo humano. As embalagens desses produtos deverão trazer mensagem de alerta, indicando também o teor de sódio presente – se alto, médio ou baixo. Esse projeto aguarda votação na Comissão de Seguridade Social e Família.

Íntegra da proposta:

 

fonte: Câmara dos Deputados

em: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/SAUDE/473470-DEPUTADOS-QUEREM-MUDAR-ROTULOS-DE-ALIMENTOS-COM-MUITO-SAL.html