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Frutas, verduras e legumes vendidos a granel ou embalados serão rotulados no Paraná

Assinatura-Rotulagem de frutas e hortaliças

O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, assinou nesta segunda-feira (15) resolução que regulamenta a rotulagem de frutas, verduras e legumes vendidos in natura e a granel ou embalados, que vai garantir a segurança alimentar desses produtos em todo o estado do Paraná. Com essa medida, o estado é pioneiro em garantir a rastreabilidade e a qualidade dos alimentos a granel comercializados no comércio varejista.

O ato de assinatura contou com a participação do secretário da Agricultura Norberto Ortigara, o diretor-presidente da Ceasa, Luis Dâmaso Gusi; e do coordenador do Centro de Apoio às Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor do Ministério Público do Paraná, Ciro Expedito Scheraiber; e do promotor de justiça Maximiliano Deliberador.

A medida tem o aval da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e das Centrais Atacadistas do Paraná (Ceasa) na orientação e informação aos produtores e distribuidores até entrar efetivamente em vigor, o que vai acontecer em 1º de julho de 2015.

Conforme a resolução assinada nesta segunda, em 180 dias produtos como tomate, banana, laranja, maçã, cebola, repolho, cenoura, couve-flor, uva e morango vendidos embalados ou a granel deverão apresentar rotulagem que indica o produtor, endereço, e-mail, telefone, identificação e CNPJ dos atacadistas.

Em um ano após a entrada em vigor da resolução, em janeiro de 2016 será iniciada a segunda fase, e produtos como batata, melancia, mamão, abacaxi, pepino, chuchu, abobrinha, alface, pimentão e aipim-mandioca deverão apresentar a mesma rotulagem.

Um terceiro grupo, composto por todos os demais produtos comercializados no comércio varejista deverão apresentar a rotulagem no prazo de 540 dias após a entrada em vigor da resolução.

De acordo com o secretário Michele Caputo Neto, são informações que vão facilitar a rastreabilidade dos alimentos, ação indispensável para a ação da Vigilância Sanitária. Segundo Caputo, entre 26% a 27% dos produtos hortifrutigranjeiros vendidos ao consumidor apresentam níveis elevados de resíduos de agrotóxicos que preocupam as autoridades da Saúde. “E a Vigilância Sanitária tem dificuldade de chegar à origem dessa produção por falta de identificação”, explicou.

O secretário garantiu que inicialmente o poder público vai se empenhar em informar e orientar produtores e atacadistas para se adequarem à legislação. Mas avisou que a partir de junho a fiscalização da Vigilância Sanitária estará atenta aos produtos, mesmo aqueles vendidos a granel, sem o acompanhamento do rótulo de identificação de origem. “Precisamos garantir mais qualidade e segurança alimentar ao consumidor”, afirmou.

O chefe da Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde, Paulo Costa Santana, listou outras informações importantes que devem conter na rotulagem dos alimentos como lotes, data de colheita dos produtos que vão proporcionar opções de escolha ao consumidor entre aqueles com mais qualidade.

Para o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, a medida vai aperfeiçoar o comércio de produtos hortifrutigranjeiros por meio da transparência e segurança alimentar. “O Paraná vem procurando incentivar as boas práticas de produção em todas as fases das cadeias produtivas e é importante oferecer boa informação ao consumidor,” afirmou.

Ortigara falou das ações da Secretaria da Agricultura para orientar o produtor a reduzir e a racionalizar a aplicação de agrotóxicos para que não fiquem resíduos nos alimentos que prejudicam a saúde do consumidor. “Vamos orientar e informar o produtor sobre o uso adequado de agrotóxicos, devendo aplicá-los somente quando for necessário e, mesmo assim, seguindo orientações seguras para evitar resíduos e contaminações”, explicou.

ROTULAGEM – A consolidação da rotulagem dos alimentos, na forma de resolução que permite o acompanhamento do poder público, é resultado de uma ação do Ministério Publico, de 2012, quando foi assinado um termo de cooperação com as secretarias da Saúde, da Agricultura e a Ceasa-PR para identificação e controle de uso indevido de agrotóxicos nos produtos como frutas, legumes e verduras.

De acordo com o promotor Ciro Scheraiber, agora esse trabalho será estendido a todo o estado do Paraná para proteção do produtor, que terá vantagens em reduzir a aplicação de agrotóxicos, e para o consumidor, que terá à disposição um produto de mais qualidade, resumiu.

A norma deverá ser cumprida pelos supermercados, hipermercados, feiras livres, armazéns e também no comércio atacadista e será fiscalizada pelas equipes de vigilância sanitária, a partir dos prazos estabelecidos.

fonte: Agência de Notícias do Paraná

em: http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=82494&tit=Frutas-verduras-e-legumes-vendidos-a-granel-ou-embalados-serao-rotulados

Anvisa interdita lotes de alimentos com pelo de roedor e fragmentos de vidro

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou hoje (19) a interdição cautelar, por 90 dias, do lote L6 do extrato de tomate da marca Knorr–Elefante, fabricado pela empresa Cargill Agrícola S.A., com sede em Goiânia (GO).

O lote tem validade até 21 de maio de 2015 e obteve resultados insatisfatórios de rotulagem e de matéria estranha macroscópica e microscópica. Nas análises, técnicos da Anvisa descobriram fragmentos de pelo de roedor acima do limite de tolerância estabelecida, de um fragmento em 100 gramas.

Também por 90 dias, foi interditado o lote L04501, do alimento Suspiro Duplo, marca Doces Arapongas Prodasa, fabricado por Produtos Alimentícios Arapongas S.A – Prodasa, em Arapongas (PR). Com validade até 28 de novembro de 2014, os resultados foram igualmente insatisfatórios nas análises de rotulagem e de matéria estranha macroscópica e microscópica. Nele, confirmaram a presença de fragmentos de vidro no produto.

Nos dois casos, a Anvisa considerou os laudos de análise fiscal emitidos pelo Instituto Octávio Magalhães da Fundação Ezequiel Dias e as notificações feitas pela Vigilância Sanitária de Minas Gerais.

As determinações foram publicadas na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União.

A Cargill informou que está tomando todas as medidas cabíveis para avaliar o caso na Anvisa e na Vigilância Sanitária de Minas Gerais para comprovar a adequação do produto tendo, inclusive, já apresentado recurso contra o resultado do laudo de análise. “A empresa informa que os demais lotes do extrato de tomate, da marca Knorr-Elefante, com conteúdo nominal de 850g, cuja data de validade não seja de 21 de maio de 2015, mesmo que produzido pela linha L06, não foram afetados pela referida interdição e estão aptos a livre comercialização. Também não foram afetados as demais formas de apresentação do produto Extrato de Tomate, da marca Elefante. Reiteramos o compromisso da Cargill com o cumprimento integral da legislação brasileira, assim como com o cumprimento de todas as normas de segurança alimentar e padrões de higiene e qualidade”, disse a empresa em nota.

Procurada pela Agência Brasil, a Prodasa informou que o lote de suspiros, distribuído apenas em Minas Gerais, foi retirado do mercado e as análises da empresa não apontaram nenhum fragmento de vidro no produto. Uma possível explicação, segundo a assessoria da Prodasa, é que, como o suspiro é feito basicamente de açúcar e gelatina, em contato com a água, esses ingredientes podem ter se cristalizado.

A assessoria da Prodasa informou ainda que a fábrica foi vistoriada pela Vigilância Sanitária de Arapongas e não apresentou nenhuma irregularidade.

 

fonte: Agencia Brasil

em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-09/anvisa-interdita-lotes-de-alimentos-com-pelo-de-roedor-e-com-fragmentos-de

EUA propõem novos rótulos que ‘aceitam’ gordura e ‘demonizam’ açúcar

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A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, apresentou nesta semana uma proposta da agência americana de alimentação com novas regras para os rótulos de alimentos vendidos no país.

As novas recomendações têm de diferente o fato de não destacar tanto os males causados pela gordura, e sim de dar mais destaque a um outro ingrediente polêmico: o açúcar.

Isto reflete uma tendência crescente no debate sobre alimentação.

A proposta apresentada por Michelle Obama será colocada para debate público ao longo de 90 dias. Qualquer modificação às regras atuais só será feita depois de muitos meses. Mesmo assim, as empresas de alimentação terão dois anos para se adaptar à qualquer alteração acordada.

Vilão escondido

Cada vez mais pesquisas mostram que a gordura pode, na verdade, fazer bem para a saúde. Já o açúcar é considerado cada vez mais um vilão, e ainda por cima ele vem “escondido” na maioria dos alimentos.

Gorduras, carboidratos e proteínas são macronutrientes – a base de todos os alimentos. Carboidratos e proteínas têm quatro calorias por grama; a gordura tem nove calorias por grama.

No final do século 20, profissionais de saúde combatiam as taxas de obesidade na população, que não paravam de crescer.

“A ideia, no final da década de 1980, é que, ao cortar a godura, você estaria cortando as calorias”, disse Marian Nestle, professora de nutrição e saúde pública na Universidade de Nova York.

A partir daí, as companhias de alimento passaram a promover produtos com pouca ou sem nenhuma gordura. Os consumidores, por sua vez, tentavam cortar a gordura de suas dietas.

Carboidratos

A gordura foi colocada em segundo plano na virada do século, quando os carboidratos se transformaram nos vilões de muitas dietas.

Mas, David Grotto, autor do livro Best Things You Can Eat (“As Melhores Coisas que Você Pode Comer”, em tradução livre), afirma que o senso comum dos dias de hoje está deixando para trás a noção de que toda uma classe de macronutrientes é a única responsável pelo sucesso de uma dieta.

“Precisamos de carboidratos, precisamos de proteína e precisamos de gordura. Gordura, como categoria, não é ruim”, disse ele, mesmo que alguns tipos de gordura, como as trans, possam ser prejudiciais.

Na verdade, as pesquisas mostram que a gordura tem um propósito importante: muitas vitaminas são solúveis em gordura, então verduras e outros alimentos ricos em nutrientes podem ser melhor aproveitados se consumidos com um pouco de gordura, para ajudar o corpo a absorver melhor os nutrientes.

“A maioria dos especialistas em nutrição agora concorda que a gordura não é o vilão, são as calorias”, disse Grotto.

E um dos maiores culpados no aumento das calorias nos alimentos, segundo estes especialistas, é o açúcar.

Calorias e problemas

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O consumo do açúcar também pode levar a outros problemas.

“Sabemos que o alto consumo de açúcares está associado a uma série de riscos relativos à doença cardíaca”, disse Rachel Johnson, professora de nutrição da Universidade de Vermont.

Consumir calorias do açúcar significa que não consumir outros nutrientes essenciais que poderiam ser obtidos em um petisco menos açucarado.

Também há mais risco de que os níveis de gordura no sangue aumentem. Isso provocaria inflamações e, segundo uma pesquisa recente, mortes relacionadas a doenças cardíacas.

A mesma pesquisa mostrou que o consumo de açúcar é alto nos Estados Unidos. Na verdade, mais de 70% dos americanos consomem mais açúcar do que o recomendado. O índice ideal é: apenas um décimo das calorias consumidas por dia devem vir do açúcar.

E isto ocorre pelo fato de que, enquanto todos estavam cortando as gorduras nas décadas de 1980 e 1990, o açúcar dominava lentamente a dieta americana.

As caixas de pedaços de bolo com baixo teor de gordura são um exemplo. Marian Nestle afirma que, para substituir os benefícios da gordura no sabor dos alimentos, os fabricantes aumentaram a quantidade de açúcar e as calorias.

Os novos rótulos de nutrientes anunciados por Michelle Obama visam mudar o foco de atenção, colocando em destaque a quantidade de açúcar, especialmente os açúcares adicionados aos alimentos, que representam uma das maiores ameaças.

“O açúcar que ocorre naturalmente vem junto com vitaminas, minerais e fibras”, afirma Marian. “Ninguém está preocupado com a quantidade de açúcar nas frutas ou no leite. São os açúcares adicionados que diluem as vitaminas, minerais e a fibra na comida”, acrescentou.

Segundo David Grotto, os consumidores devem escolher seus alimentos dando prioridade a dois critérios: o número total e a qualidade das calorias.

“É (uma atitude) míope olhar apenas para um ingrediente, mas parece que nós sempre adoramos demonizar algo. Açúcar se transformou na nova gordura”, acrescentou.

fonte: BBC

em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/03/140228_gordura_versus_acucar_hierarquia_fn.shtml

 

O açúcar é um tipo de carboidrato e tem apenas quatro calorias por grama. Muitos produtos usam açúcar demais na sua composição, com o objetivo de melhorar o sabor.

 

FDA propõe nova rotulagem de alimentos para refletir o tamanho real das porções nas embalagens

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WASHINGTON – A FDA, agência que regulamenta alimentos e medicamentos nos EUA  propôs, pela primeira vez em 20 anos, uma mudança nos rótulos nutricionais de  alimentos embalados, dando mais destaque às calorias e ajustando o tamanho das  porções à dose real vendida, segundo reportagem do jornal “New York Times”.

Este seria o primeiro redesenho significativo dos rótulos desde que o governo  instituiu a obrigatoriedade destas informações no início da década de 1990. Os  primeiros rótulos eram baseados nos hábitos alimentares e nutricionais dos anos  1970 e 1980, bem antes de o tamanho das porções terem aumentado bastante. As  autoridades de saúde argumentaram que as mudanças são necessárias para colocar  os rótulos em sintonia com a realidade da dieta moderna americana.

– É uma transformação surpreendente – disse a comissária da FDA, Margaret A.  Hamburg. – Coisas como o tamanho de um muffin mudaram muito, é importante que a  informação no rótulo reflita a realidade do mundo hoje.

A proposta de mudança inclui o que os especialistas chamam de item  particularmente controverso: uma linha separada para açúcares adicionados ao  alimento, substâncias que muitos experts em saúde pública dizem ter contribuído  substancialmente para a obesidade no país. A índústria de alimentos já se  manifestou contra isso em sugestões feitas no passado.

– As mudanças exibem claramente os açúcares – disse David A. Kessler, que foi  comissário durante a mudança original dos rótulos nos anos 1990. – Os EUA têm a  dieta mais doce do mundo e não se consegue chegar tão longe assim sem  adoçantes.

Milhões de americanos prestam atenção aos rótulos dos alimentos, e as  mudanças significam fazer com que estas informações fiquem mais fáceis de  entender – um passo crítico numa era em que mais de um terço dos adultos são  obesos, segundo especialistas em saúde pública. A epidemia tem causado índices  alarmantes de diabetes e aumento do risco de câncer, doenças cardíacas e  derrames.

A proposta será aberta para consulta pública em 90 dias e levará meses até  que alguma mudança seja feita. Em uma concessão especial à indústria, a FDA está  permitindo que as empresas levem dois anos para colocar mudanças como esta em  prática.

Ainda não está claro como a indústria irá reagir às mudanças propostas, o que  o vice-comissário para os alimentos da FDA, Michael R. Taylor, acredita que  custará cerca de US$ 2 bilhões.

No início do ano o Brasil segue novas regras na rotulagem de produtos  “light”, isentos de gordura trans e “fonte de” ou “rico em” ômega 3, 6 e 9 com o  objetivo dos novos critérios é evitar mensagens enganosas ao consumidor e  adequar as regras nacionais às dos países do Mercosul. O termo “light”, por  exemplo, passou a ser liberado apenas nos casos em que o alimento contenha no  mínimo 25% a menos de um determinado nutriente (açúcar, gordura total ou  saturada, sódio ou valor energético) que o produto convencional da mesma marca.  Atualmente a Anvisa discute também uma proposta de obrigatoriedade de informação  de alergênicos no Mercosul, uma discussão que precisa ser aprovada por consenso  entre os países envolvidos para acontecer.

fonte: O Globo

Leia mais sobre esse assunto em  http://oglobo.globo.com/saude/fda-propoe-nova-rotulagem-de-alimentos-para-refletir-tamanho-real-das-porcoes-nas-embalagens-11740156#ixzz2uujKmsGS