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Pesquisa em virologia é essencial para a economia do País

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Os cuidados para manter saudáveis animais como bovinos, suínos ou aves podem significar o diferencial para a economia de uma nação. Essa questão cresce em importância no caso do Brasil, o maior exportador de carne do planeta, que, somente levando em conta o rebanho bovino, conta com mais de 200 milhões de cabeças. Um dos que têm a nítida noção dessa relevância é o professor de virologia do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Básicas da Saúde (ICBS) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Paulo Michel Roehe, que há décadas lida com o assunto.

O professor argumenta que a contaminação dos animais pode representar a instalação de uma barreira sanitária e impedir o processo de exportação de um determinado país. Roehe é graduado em medicina veterinária pela Ufrgs, mestre em Ciências em Microbiologia pela University of London e PhD em Virologia pela University of Surrey. É também pesquisador da Fepagro Saúde Animal – Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF) desde 1978 e professor do ICBS/Ufrgs desde 1991. Nas duas instituições, coordena um grupo de pesquisa em virologia com ramificações nacionais e internacionais. Entre as suas principais linhas de trabalho estão: diagnóstico e pesquisa de vírus causadores de prejuízos significativos às cadeias produtivas, desenvolvimento de vacinas e testes diagnósticos e avaliação de adjuvantes (substâncias adicionadas às formulas de medicamentos) vacinais e da atividade antiviral de extratos de plantas.

Foi no final da década de 1970 que Roehe iniciou o aprofundamento nos estudos sobre vírus e infecções que afetam os animais, como é o caso da Doença de Aujeszky. O professor lembra que esse era um assunto muito importante naquela época, pois esse mal começou a ser registrado em Santa Catarina e não havia vacina para combatê-lo. O pesquisador comenta que encontrou em um freezer do Instituto de Ciências Básicas da Saúde uma amostra desse vírus, que incide sobre suínos, e participou do desenvolvimento da vacina que foi utilizada por muito tempo pelo estado vizinho. Roehe detalha que uma empresa catarinense tinha importado reprodutores da Holanda e com isso introduziu o vírus no Brasil. A doença implica problemas respiratórios nos animais, podendo levar à morte, especialmente, de leitões.

O professor do ICBS/Ufrgs admite que um dos maiores obstáculos na sua área de atuação hoje é fazer com que as pesquisas desenvolvidas nos meios acadêmicos alcancem sua utilidade prática, ou seja, cheguem ao mercado. “É muito complicado, porque o empresário brasileiro, via de regra, infelizmente, busca o lucro mais imediatamente”, lamenta Roehe.

O pesquisador acrescenta que, normalmente, esse investidor não está interessado em produzir vacinas dentro do território nacional. É mais barato comprar o produto no exterior, já testado. No entanto, ele adverte que, ao se proceder dessa forma, é esquecido um detalhe fundamental. “Parafraseando uma famosa frase, que as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá, os vírus que aqui estão, não são os mesmos que estão lá”, alerta. O estudioso salienta que as vacinas elaboradas em outros países são feitas a partir de amostras locais, agentes distintos dos que se apresentam no Brasil.

Variedade e adaptação são desafios
Se, por um lado, o obstáculo no desenvolvimento das pesquisas na área de virologia passa pela necessidade de investimentos, outra dificuldade a ser superada é o objeto de estudo da própria ciência: o vírus. O professor de virologia do Departamento de Microbiologia do ICBS/Ufrgs, Paulo Michel Roehe, explica que, quando se trata de virologia, há uma série de variantes a serem examinadas.

Esse é outro problema que se coloca para os desenvolvedores de vacinas. Devido à evolução natural, os vírus tentam adaptar-se às vacinas criadas. No entanto, o pesquisador enfatiza que a biologia molecular é uma ciência que evoluiu muito, facilitando a identificação de novos vírus. Apesar desse avanço, Roehe admite que ainda hoje o conhecimento, em muitas ocasiões, é atingido por acaso. “A gente direciona (a pesquisa), porém, às vezes, mira-se em uma coisa e se acerta em outra.” Uma das pesquisas que derivou em um dos trabalhos bem-sucedidos dos quais Roehe envolveu-se resultou na patente de uma vacina contra o herpesvírus bovino tipo 5. Ela foi criada com duplo propósito: combater a encefalite e a raiva.

Fonte:  Agrolink

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Empresa é fechada após mais de 250 casos de intoxicação alimentar no RS

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Medida cautelar imposta pela Vigilância Sanitária vale por 90 dias.
Alimentos que causaram intoxicação serão analisados em laboratório.

 

Após centenas de casos de intoxicação alimentar, uma fábrica foi interditada e notificada nesta quarta-feira (27) pela Vigilância Sanitária da 12ª Coordenadoria Regional de Saúde em Santo Ângelo, na Região das Missões, no Rio Grande do Sul. A empresa teria sido responsável pela distribuição dos lanches que deixaram 255 pessoas doentes no município desde a semana passada. Segundo Loi Roque Biacchi, coordenador regional, a medida é cautelar e vale por 90 dias ou até que o estabelecimento se adapte às normas sanitárias. O nome da empresa não foi divulgado.

Em entrevista ao G1, Biacchi explicou que a ação serve como uma resposta à sociedade. “É uma medida cautelar de prevenção para dar uma resposta a todos que foram intoxicados e familiares. A indústria não estava de acordo com as normas sanitárias e não restou alternativa além da interdição do local até que a empresa regularize sua situação”, afirma.
Cachorros-quentes, pastéis, sanduíches e hambúrgeres estão entre os lanches relatados como causadores da intoxicação. “As pessoas chegavam com muita dor ao hospital. Eu ajudei a atender diversos pacientes. Os sintomas eram dores abdominais, diarreia, febre e vômito. Algumas pessoas foram medicadas, liberadas, mas acabaram voltando ao hospital para novo atendimento. Não foi uma intoxicação simples”, salienta Biacchi.
A empresa fornecia lanches prontos para vários estabelecimentos do município. Durante todo o dia, os funcionários levavam os alimentos até lancherias e restaurantes para abastecê-los. De acordo com Biacchi, cerca de 2 mil pastéis eram feitos por dia no local.

Das 255 pessoas que receberam atendimento, dez continuam internadas no hospital de Santo Ângelo. Destas, oito são crianças e dois são adultos. “Dois casos foram mais graves e uma pessoa chegou a ser internada na UTI. Ainda não sabemos o que realmente causou a intoxicação desses alimentos, mas os exames irão apontar isso em breve”, relata Biacchi.

Os alimentos recolhidos em uma lancheria no centro da cidade serão analisados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-RS). A Polícia Civil vai investigar o caso.

fonte: G1

em: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2013/02/empresa-e-fechada-apos-mais-de-250-casos-de-intoxicacao-alimentar-no-rs.html

 

Mesa do Mc Donald’s tem mais bactérias do que o banheiro, afirma especialista

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Para saborear um Big Mac com poucas bactérias é melhor comer no banheiro do McDonalds do que sentar em uma mesa. É o que afirma uma rede de televisão norueguesa.

O canal TV2 visitou cinco estabelecimentos da cadeia de fast food em Oslo e chegou à conclusão de que as mesas tinham quantidades de micro-organismos muito superiores ao nível recomendado e maiores do que o medido nos banheiros.

A presença de bactérias ocorre devido a procedimentos de limpeza inadequados, segundo Lena Furuberg, especialista em questões de higiene do Instituto Norueguês de Tecnologia, que participou no programa de defesa do consumidor “TV2 graus helper” (TV2 ajuda), transmitido na quinta-feira (7).

“Parece que eles usam um único pano e o que fazem de fato é espalhar as bactérias de uma mesa para outra”, explicou Furuberg à AFP.

Os testes, realizados por bioluminescência, no entanto, não revelam nada sobre a natureza das bactérias ou a sua periculosidade potencial. Além disso, só foram analisados restaurantes da rede Mc Donald’s, sem comparação com outros restaurantes.

“Os microrganismos estão em toda parte, mas, neste caso, as quantidades encontradas são muito superiores do que o aceitável em um lugar como este”, acrescentou Furuberg.

A porta-voz da cadeia de fast food na Noruega, Margaret Brusletto, expressou “surpresa” ao ser informada dos resultados da investigação. “Nós não estamos satisfeitos, isto absolutamente não é bom”, declarou à AFP.

Após essas revelações, o Mc Donald’s anunciou a aceleração da implementação de um programa de limpeza em seus estabelecimentos.

fonte: AFP

em: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/afp/2013/02/08/mesa-do-mc-donalds-tem-mais-bacterias-do-que-o-banheiro-afirma-especialista.htm

 

Formigas podem levar bactérias causadoras de doenças a hospitais, mostra estudo

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Formigas podem carregar bactérias causadoras de doenças. E o pior, levar esses micro-organismos para os hospitais. É o que mostra uma pesquisa feita na Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo).

Conduzido pela veterinária Ana Paula Couceiro, o estudo foi feito em um hospital público no interior de São Paulo. As análises apontaram a ocorrência de micobactérias ambientais relacionadas a infecções oportunistas que podem ocorrer na pele, por exemplo, e não respondem à terapia convencional com antibióticos.

O hospital, pertencente à Secretaria Estadual de Saúde, é especializado na assistência a pacientes com tuberculose. Justamente em centros como esse, os internos estão fragilizados imunologicamente devido à doença, e, por isso, a infestação com esses patógenos implica em mais riscos. As formigas foram coletadas num tubo estéril em diversos pontos das instalações do hospital.

Segundo a pesquisadora, as micobactérias ambientais estão amplamente distribuídas, inclusive em hospitais. O monitoramento desses micro-organismos não é habitual. No entanto, com o aumento de surtos relacionados às mesmas em estabelecimentos de saúde, a preocupação com estes agentes aumentou.

Desde 2003, enquanto fazia seu projeto de mestrado, a veterinária verificou que formigas contribuíam para contaminação de testes de diagnósticos e disseminação de partículas. No levantamento para seu doutorado, notou que algumas características inerentes às formigas facilitavam a sua dispersão, como o fato de andarem até 200 metros a partir do seu ninho em um único dia. Por ter uma dieta generalista, a formiga é um inseto de fácil adaptação, convivendo bem em diversos ambientes.

Pesquisas anteriores, segundo ela, descrevem a formiga em ambiente hospitalar como transportadora de microrganismos, porém seu trabalho é o primeiro que investiga a disseminação de micobactérias desta maneira. Os insetos podem contaminar roupas, alimentos e água utilizados pelas pessoas internadas.

Perto dos pacientes

As formigas coletadas para o estudo eram da espécie Tapinoma melanocephalum e dos gêneros Dorymyrmex sp, Camponotus sp, todas encontráveis em domicílios brasileiros. Os pontos nos quais a pesquisadora mas se atentou para suas amostragens foram os próximos aos pacientes, inclusive o solário, espécie de terraço no qual as pessoas em tratamento tomam sol.

Após a coleta, as formigas eram congeladas, e pelo menos 24 horas depois, eram maceradas com soro fisiológico e inoculadas em meio de cultura. Durante a incubação, a veterinária acompanhou o crescimento das colônias de microrganismos e, a partir disso, fez identificações específicas. Ainda, submeteu as amostras ao Centro de Referência Professor Hélio Fraga para sequenciamento do código genético das bactérias, de forma a caracterizar corretamente as colônias isoladas.

As micobactérias isoladas foram da espécie M. chelonae, M. parafortuitum e M. murale, além de micobactérias que não puderam ser identificadas talvez porque ainda não tenham sido descritas. A M. chelonae, encontrada nos vasos sanitários dos quartos dos pacientes, é considerada uma micobactéria ambiental patogênica e já descrita em surtos hospitalares no Brasil.

Na coleta das formigas, a veterinária percebeu que a estrutura dos locais favorecia a sua infestação, uma vez que havia a presença de aéreas verdes e também residências. Para ela, é importante alertar-se quanto aos riscos que estes artrópodes representam na disseminação de infecções hospitalares, e revisar a frequência e efetividade das desinsetizações.

(Com Agência USP)

fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/01/25/formigas-podem-levar-bacterias-causadoras-de-doencas-a-hospitais-mostra-estudo.htm