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Equipe médica analisa todos os alimentos ingeridos pelo Presidente turco

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Uma equipa médica e científica submete a análises minuciosas todos os alimentos e todas as bebidas consumidas pelo Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, de forma a prevenir eventuais tentativas de envenenamento, divulgou esta terça-feira o diário turco Hurriyet.

“Os atentados não são mais cometidos com armas, mas através da comida”, assegurou ao jornal turco Cevdet Erdol, médico pessoal de Erdogan e igualmente deputado do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, partido no poder).

“Os alimentos e bebidas são analisados segundo critérios internacionais, procurando vestígios de radiação, matérias químicas, metais pesados e bactérias”, especificou.

A equipa composta por cinco pessoas trabalha todos os dias, durante 24 horas, no palácio presidencial e as amostras são analisadas em vários laboratórios em Ancara e Istambul.

“Um laboratório também será instalado no palácio”, disse Cevdet Erdol, sublinhando a necessidade de prevenir qualquer ataque tóxico, químico, radioativo ou biológico que possa visar o chefe de Estado turco, de 61 anos.

Até à data, segundo o médico, não foi encontrada qualquer substância suspeita nas amostras recolhidas. “Todos os líderes mundiais tomam medidas de segurança e de proteção contra assassinatos.

Mas acredito que estamos mais avançados nesta área do que os outros países”, concluiu Cevdet Erdol.

Erdogan (islâmico conservador), que foi chefe do Governo entre 2003 e 2014 antes de ser eleito para o mais alto cargo do país, é criticado pelas suas posições radicais e autoritárias, mas também pela sua megalomania.

O oitavo Presidente turco, Turgut Ozal, morreu no seu escritório em 1993 na sequência de um ataque de coração.

A família do governante e uma grande parte da sociedade turca sempre alegaram um possível envenenamento.

Uma autópsia realizada em 2012 após a exumação do cadáver do antigo líder confirmou a presença de tóxicos, mas não esclareceu se as substâncias tinham sido a causa da morte.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/mundo/detalhe/equipa_medica_analisa_todos_os_alimentos_ingeridos_pelo_presidente_turco.html

 

Análise da PUC-Rio revela excesso de mercúrio em peixe

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RIO – Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditar um lote de cação da marca Frescatto no início do mês, por presença de mercúrio acima do permitido, o que pode trazer riscos à saúde, O GLOBO levou à Central Analítica do Departamento de Química da PUC-Rio dez tipos de peixes congelados e três marcas de atum enlatado para teste.

Na medição, o mesmo tipo de peixe, mas de outra marca, o Cação Azul posta congelada, da Qualitá, apresentou 20% de mercúrio acima do limite de segurança estabelecido pela Anvisa e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 1 mg/kg para espécies predadoras como essa.

Todos os demais peixes avaliados (atum, bacalhau, dourado, linguado, merluza, polaca, salmão, tilápia, truta e o crustáceo camarão) apresentaram quantidade de mercúrio dentro da faixa considerada segura, que vai até 0,5 mg/kg.

De acordo com o diretor do departamento de química da universidade e coordenador do teste, o químico José Marcus Godoy, o resultado ficou dentro do esperado, tendo em vista que o mercúrio está presente em maior quantidade nos peixes do topo da cadeia alimentar, como o cação, que é carnívoro e um dos maiores predadores do mar.

— Os peixes acumulam o mercúrio presente em todos os outros dos quais se alimentam, assim como o das algas.

Por isso, a presença em maior índice no cação do que nos demais tipos testados, que estão em posição inferior na cadeia alimentar— diz.

Os limites de concentração de mercúrio em peixes sugeridos pela Anvisa e pela OMS só fazem sentido se associados à taxa de consumo. O índice de 0,5mg/kg , por exemplo, é calculado para a ingestão de até 400 gramas de peixe por semana por um adulto que pese cerca de 60kg.

Os resultados identificados pela avaliação da PUC-Rio, diz Godoy, são bastante próximos ao do monitoramento de mercúrio em peixes vendidos no mercado americano, que é feito há duas décadas pela Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador dos EUA equivalente à Anvisa.

Para realizar a medição do mercúrio, foram retirados três pedaços de 0,5g de cada peixe. Essas pequenas partes foram cozidas em banho-maria em uma mistura ácida por meia hora. Dissolvido, o peixe em solução foi submetido a uma técnica chamada vapor frio, na qual um gás de arraste leva o mercúrio a uma área de medição.

De acordo com Fernando Barbosa Junior, toxicologista da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, no geral, o resultado do teste feito no Rio não traz preocupações para a saúde dos consumidores.

— Apesar de o mercúrio estar presente nos peixes em sua forma mais tóxica, uma intoxicação só ocorre se a pessoa tiver dieta à base de cação contaminado, comendo o alimento de quatro a sete vezes por semana, em quantidade próxima a meio quilo por refeição ou se ingerir, numa única refeição, perto de 1kg do peixe contaminado — explica o toxicologista, que há dez anos realiza pesquisas na região amazônica sobre exposição da população a peixes contaminados com mercúrio.

RISCO MAIOR EM PEIXES CAPTURADOS NA COSTA

Populações ribeirinhas ou que vivem em áreas contaminadas, como as próximas a minas de extração de carvão, são mais suscetíveis aos efeitos nocivos do elemento químico.

O mercúrio afeta o sistema nervoso humano, causando problemas na visão e audição, na articulação das palavras, tremores e cansaço, explica Barbosa Junior.

Nos EUA, as autoridades de saúde recomendam que grávidas evitem comer cação, pois haveria transferência do metal para o feto, com possíveis danos irreversíveis à formação do sistema nervoso central do bebê.

— Peixes capturados perto da costa tendem a apresentar maior índice de mercúrio, pois as atividades industriais se concentram nas baías. Decerto, se pegássemos peixes na Baía da Guanabara para testar, os índices de mercúrio seriam maiores do que nos capturados em outros locais — diz Godoy.

O Grupo Pão de Açúcar, responsável pela posta de cação Qualitá, contestou o resultado.

Segundo a empresa, análise feita no peixe, em 1° de agosto, “demonstrou teor de mercúrio de 0,426 mg/kg, em conformidade com a legislação”.

A empresa informou que faz análises periódicas de monitoramento em laboratórios certificados por órgãos federais.

Segundo o Ministério da Pesca, a média de consumo de peixe mais do que dobrou em uma década, para 14,5 kg por habitante em 2013. A OMS recomenda a ingestão de, ao menos, 12 kg por habitante/ano.

Não há dados sobre consumo específico de cação e, além dele, a pescada branca e o tucunaré, típicos da Bacia Amazônica, são os peixes com maior risco de chegarem contaminados à mesa. Segundo o especialista da PUC-Rio, não há processo industrial capaz de eliminar o metal:

— O ideal seria a indústria pesqueira realizar testes nos peixes antes de colocá-los no mercado e eliminar os que contenham excesso de mercúrio.

O Ministério da Pesca informou ainda, sem revelar números, que cerca da metade do peixe consumido no Brasil é produzido em cativeiro, o que reduziria as chances de contaminação.

— O mercúrio é volátil, então vai para a atmosfera e se dispersa, sendo depositado em todo mundo. E como o mar representa dois terços da área da terra, é um grande depositário. A maior quantidade de mercúrio que é despejada no meio ambiente vem da queima de carvão — complementa Godoy, diretor do Departamento de Química da PUC-Rio.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que a indústria pesqueira está inserida no Programa de Controle de Resíduos e Contaminantes, que consiste na coleta de amostras de alimentos para análise de diversos elementos em laboratórios oficiais, entre eles o de mercúrio.

Segundo o Mapa, a responsabilidade sobre o controle do pescado capturado ou adquirido de terceiros é de cada indústria.

A fiscalização do ministério é feita com base no risco de cada empresa ou produto fabricado por ela. O Mapa disse ter controle das autuações feitas, mas não divulgou os dados.

A Anvisa, responsável pelo monitoramento do limite de contaminantes em alimentos, não detalhou como é feito o processo. Armando José Romaguera Burle, presidente do Conselho Nacional de Pesca e Aquicultura, órgão representativo das entidades do setor, não quis comentar o assunto.

Sobre o lote J14-0107 de posta de cação 500g, importado de Taiwan, identificado com excesso de mercúrio pela Anvisa, no início deste mês, a Frescatto afirma que novas análises, feitas nos dias 5 e 7 deste mês, “apresentaram quantidades de mercúrio de 0,10mg/kg a 0,63mg/kg, ou seja, inferiores ao limite do Codex Alimentarius de 1mg/kg, estabelecido pela Organização das Nações Unidas”.

Segundo a empresa, nesta análise — feita pelo Food Intelligence, laboratório especializado na análise de alimentos e certificado pelo Mapa — o lote J14-0107, apresentou 0,18mg/kg de mercúrio.

A Frescatto informou que todo o pescado comercializado é importado e tem certificado sanitário emitido pelo órgão regulador do país de origem, condicionada às normas do Codex Alimentarius da ONU.

A empresa diz ainda fazer periodicamente análises de metais pesados, auditadas pelo Ministério da Agricultura.
Fonte: O Globo
em http://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/analise-da-puc-rio-revela-excesso-de-mercurio-em-peixe-14636715#ixzz3Jtn15MpB

Anvisa interdita lote de peixe congelado Frescatto com mercúrio acima do permitido

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RIO – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou cautelarmente, por 90 dias, o lote J14-0107 do produto posta de peixe congelado – cação, 500g, marca Frescatto, de Duque de Caxias, e com validade até 15/12/2014. O lote com duas toneladas foi distribuído em Minas Gerais e não poderá ser vendido até a realização de novos testes.

De acordo com a reguladora, a interdição foi necessária em razão do resultado insatisfatório na análise de rotulagem e de contaminantes metálicos, onde foi constatado quantidade de mercúrio acima do limite máximo permitido, que é de 1,00 mg/kg, representando risco à saúde do consumidor.

A presença de mercúrio acima de certas concentrações no organismo humano causa sintomas neurológicos, como tremores, perda de memória, dificuldades motoras, de audição e visão, que se agravam conforme aumenta o acúmulo do elemento.

Os limites máximos de contaminantes inorgânicos em alimentos estão descritos na Resolução da Diretoria Colegiada 42/2013.

Procurada para comentar a questão, a Frescatto informou, por meio de nota, que está tomando “todos os procedimentos necessários para a retirada do lote do mercado”. Disse, ainda, que consumidores que têm o produto em casa podem entrar em contato com a empresa pelo 0800-333-3131 ou e-mail info@frescatto.com.

Esclareceu, também, que todo cação vendido pela empresa é importado de Taiwan e da espécie Prionace Glauca (Cação Azul) e só entra no Brasil mediante apresentação de certificado sanitário emitido pelo órgão regulador do país de origem, com emissão condicionada às normas do Codex Alimentarius – fórum internacional de normatização do comércio de alimentos estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

“Além disso, as análises de metais pesados são feitas periodicamente pelo programa de qualidade da empresa, e também pelo Ministério da Agricultura (Mapa). O resultado da análise feita em setembro de 2014 para a posta de cação Frescatto, pelo laboratório Food Intelligence, certificado pelo Mapa, foi de 0,59mg/Kg, dentro do permitido”.
fonte: O Globo
em : http://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/anvisa-interdita-lote-de-peixe-congelado-frescatto-com-mercurio-acima-do-permitido-14456312#ixzz3KVHwYOt2

Cacau aumenta índice de metais no chocolate, aponta pesquisa da Unicamp

Os autores do estudo já pesquisavam a presença dos metais em produtos achocolatados há algum tempo, mas, dessa vez, buscaram descobrir se abusar do cacau poderia ser perigoso para o consumidor

chocolate com recheio de cadmio

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) descobriram que o nível de chumbo e cádmio presente no chocolate pode estar relacionado à concentração e à qualidade do cacau na receita. As conclusões foram publicadas na revista especializada Journal of Agricultural and Food Chemistry. Felizmente, em todas as 30 marcas avaliadas, as substâncias estavam em limites considerados seguros para consumo de acordo com a legislação brasileira e com normas da União Europeia e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O chumbo e o cádmio são metais que ocorrem naturalmente e podem ser absorvidos pelos grãos de acordo com as condições do solo e de cultivo. Mas, se consumidos em excesso, eles podem prejudicar o funcionamento de diversos órgãos e causar anemia e dores abdominais e de cabeça. Em crianças, os elementos podem ser a causa de mudanças comportamentais e de atraso na fala, entre outros problemas.

Os autores do estudo já estudavam a presença dos metais em produtos achocolatados há algum tempo, mas, dessa vez, buscaram descobrir se abusar do cacau poderia ser perigoso para o consumidor. Para esse trabalho, foram testados 30 chocolates ao leite, meio-amargos e brancos. Como nem todas as marcas divulgam a concentração de cacau presente, a relação entre o ingrediente e a concentração de metal teve de ser medida em uma única marca.

fonte: Correio Braziliense

em: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2014/09/04/interna_ciencia_saude,445486/cacau-aumenta-indice-de-metais-no-chocolate-aponta-pesquisa-da-unicamp.shtml

 

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