Arquivos do Blog

Consumidores encontram alimentos com insetos, lesmas, pulgões e vidro

bombom

A crescente quantidade de denúncias de consumidores acompanha a proliferação de bichos e outros corpos estranhos encontrados em alimentos fabricados no país.

A número médio de denúncias sobre problemas com produtos, feitas por meio do número 1746, da Prefeitura do Rio, varia entre 500 a 600 queixas por mês.

De acordo com a Subsecretaria de Vigilância e Fiscalização Sanitária (Subvisa), somente este ano, foi necessário realizar testes em 53 amostras.

Pelo menos 23 delas (cerca de 40%) foram consideradas insatisfatórias pelo Laboratório de Controle de Produtos.

A maioria dos produtos é descartada sem a necessidade de uma avaliação técnica, por conterem matérias estranhas vista a olho nu. Por conta dessas irregularidades, o EXTRA traz o ranking de produtos com as maiores ocorrências de reprovação (veja ao lado).

teste-alimentos-resultados

Os itens apresentavam fragmentos e excrementos de insetos, micropedaços de vidro, ácaros, larvas mortas, lesmas vivas, pulgões e até terra.

— Um terço das denúncias tem a ver com a qualidade dos alimentos. Outras são sobre higienização dos estabelecimentos comerciais e problemas de armazenamento sob temperaturas inadequadas. E a grande maioria é procedente —contou Luiz Carlos Coutinho, coordenador técnico de alimentos da Subvisa.

tolerancia-alimentos

 

Susto no trabalho

O desenvolvedor de software João Paulo Santos Silva, de 29 anos, teve uma surpresa desagradável ao abrir a embalagem de uma barrinha de cereais para aplacar a fome no fim do expediente. Mas se deparou com uma larva viva.

— Ao dar a primeira mordida, percebi que não estava crocante. Foi muito nojento. Se a consistência da barra estive boa, eu teria comido tudo sem perceber — disse João Paulo.

Procurada, a fabricante culpou o armazenamento inadequado do ponto de venda e enviou uma caixa com novas barrinhas, mas o cliente decidiu não comer o produto.

— Nem todas as empresas se preocupam com as normas sanitárias. Mas, às vezes, a fabricante do alimento adota as medidas, mas a responsável pela embalagem é negligente, o que compromete o resultado — disse o proprietário do Pro Lab biotecnologia, Ruy Bravo.

 

Protocolos internacional são utilizados no Brasil

Apesar da repugnância dos consumidores ao saber que a presença de insetos é tolerada em alimentos, os parâmetros e as normas de segurança alimentar adotados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estão apoiadas em protocolos internacional.

— Não é uma invenção da Anvisa. Na Alemanha, é a mesma coisa. A questão é saber se a empresa está obedecendo as regras. Na água, por exemplo, há um índice permitido de coliformes fecais, que não é prejudicial à saúde. Isso muda com a utilização de produtos. A água destinada a pacientes que fazem hemodiálise deve ser puríssima — disse Ruy Bravo, proprietário do laboratório ProLab Biotecnologia.

Apesar do argumento de que dependendo da concentração e da utilização dos produtos certos materiais não são considerados prejudiciais à saúde humana, técnicos criticam a tolerância no Brasil.

— As empresas alegam que quando colhem o tomate não há como separar o pelo de rato, o fragmento de inseto. Eu sou de opinião de que deveria haver tolerância zero. Mas o órgão regulador é a Anvisa, e temos que acatar. Assim mesmo, muitos produtos têm irregularidades acima do limite permitido — afirmou Luiz Carlos Coutinho, coordenador técnico de alimentos da Subvisa

Tolerância pode gerar riscos

Segundo a Anvisa, as matérias estranhas são de três tipos: “indicativas de risco à saúde humana”, que não são permitidas nos alimentos; “inevitáveis”, aquelas em que qualquer ação além das boas práticas para tentar excluí-las levaria a prejuízos ao alimento e ao consumidor; e “indicativas de falha nas boas práticas”, que não têm o potencial de causarem doenças e, por isso, “podem apresentar limites de tolerância”.

A justificativa, entretanto, não encontra concordância entre médicos.

— Não dá para garantir que o produto contaminado não acarretará problemas. Isso depende da imunidade da pessoa. Em alguém saudável, não haveria problemas. Mas não sabemos se quem vai consumir é criança ou alguém com alguma doença imunológica — disse Anna Caryna Cabral, médica infectologista e professora adjunta do Hospital Universitário Pedro Ernesto, exemplificando consequências: — Falhas na produção podem levar fungos, parasitas, bactérias e urinas de animais que causam doenças, como leptospirose.

fonte: Extra

 

 

Anúncios

Entenda o teste do laboratório catarinense que reprovou cinco marcas de extrato de tomate

20431826

 

A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária de proibir a distribuição e venda de lotes de molho e extrato de tomate de cinco marcas diferentes que apresentaram pelo de roedor é embasada por testes do Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen).

O órgão, vinculado à Diretoria de Vigilância Sanitária do Estado (Divs-SC), mantém o Programa de Monitoramento da Qualidade Sanitária de Alimentos há nove anos.

As análises já haviam sido publicadas no Diário Oficial do Estado de Santa Catarina em 5 de julho.

Os laudos do Lacen são feitos por meio de quatro análises:  microscopiaexame físico-químicoexame microbiológico e rotulagem.

Conforme a diretora da Divs-SC Raquel Bittencourt, as amostras de molho e extrato de tomate são colhidas três vezes para o resultado final e o método permite a contra-prova.

— Se o fabricante discorda, a análise é realizada novamente com a presença de um perito indicado por ele próprio. Esses produtos [molho e extrato de tomate] já passaram por contra-prova e a irregularidade foi confirmada — explica.

A proibição da venda dos cinco lotes dos produtos é imediata. A publicação no Diário Oficial da União só aconteceu nesta quinta-feira, 28, por questões burocráticas do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, que é notificado pelos órgãos catarinenses sempre que há irregularidade em alimentos que já estão nas prateleiras dos supermercados. A RDC nº 14, de 2014, é que sustenta a decisão.

— Quando a norma foi escrita, a presença de pelo de roedores foi considerada risco à saúde. Eles [fabricantes] alegam que não é pelo de rato, mas de roedor do campo, e que mesmo assim passa por pasteurização e, portanto, está biologicamente inativo. Mas de qualquer forma é uma inadequação sanitária.

A circulação nacional é o principal critério de escolha dos alimentos a serem analisados pelo laboratório. Conforme a Divs-SC, essa não é a primeira vez que os estudos do Lacen orientam decisões em âmbito nacional.

Os reprovados

Produto: EXTRATO DE TOMATE. Marca: PREDILECTA. Validade: 03/17. Lote: 213 23IE
Motivo determinante: Produto em desacordo com a legislação sanitária, conforme Laudo de Análise Fiscal n. 195.CP.0/2016/LACEN/SC.O produto apresentou 01 (um) pelo inteiro de roedor, indicativo de risco sanitário.

Produto: EXTRATO DE TOMATE. Marca: ARO. Validade: 05/17. Lote: 002 M2P
Motivo determinante: Produto em desacordo com a legislação sanitária, conforme Laudo de Análise Fiscal n. 197.CP.0/2016/LACEN/SC. O produto apresentou 02 (dois) pelos inteiros de roedor, indicativo de risco sanitário.

Produto: EXTRATO DE TOMATE. Marca: AMORITA. Validade:01/04/17. Lote: L P
Motivo determinante: Produto em desacordo com a legislação sanitária, conforme Laud ode Análise Fiscal n. 236.CP.0/2016/LACEN/SC. O produto apresentou 01 (um) fragmento de pelo semelhante ao pelo humano, indicativo de falha de boas práticas; e 01 (um) pelo inteiro de roedor, indicativo de risco sanitário.

Produto: MOLHO DE TOMATE TRADICIONAL. Marca: POMAROLA. Validade: 31/08/17 Lote: 03090313:34 
Motivo determinante: Produto em desacordo com a legislação sanitária, conforme Laudo de Análise Fiscal n. 233.CP.0/2016/LACEN/SC.O produto apresentou 02(dois) fragmentos de pelo de roedor em 100g, indicativo de risco sanitário.

Produto: EXTRATO DE TOMATE. Marca: ELEFANTE. Validade:18/08/17. Lote: L: 03250205:04
Motivo determinante: Produto em desacordo com a legislação sanitária, conforme Laudo de Análise Fiscal n. 234.CP.0/2016/LACEN/SC. O produto apresentou 01 (um) pelo inteiro de roedor, indicativo de risco sanitário e elemento histológico não identificado, não típico de tomate.

Resposta das empresas

Cargill (responde pelas marcas Pomarola e Elefante) – Diz que trabalha na adoção das medidas necessárias: “A empresa reitera o compromisso com o cumprimento de todas as normas de segurança dos alimentos e padrões de higiene. Assegura ainda que os produtos dos referidos lotes não oferecem qualquer risco à saúde de seus consumidores. A Cargill permanece à disposição para os esclarecimentos que se façam necessários.”

Predilecta Alimentos (responde pelas marcos Aro, Predilecta e Amorita) – informou que “o caso se trata de notificação realizada pela Diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina, acerca de lotes encontrado somente nessa região. A empresa mesmo não reconhece o defeito apontado, recolheu todos os produtos dos referidos lotes e tomou as providências que a legislação determina. O processo publicado no Diário da União está em fase de julgamento de recurso apresentado”.

Stella DOro Ltda Fabricante da marca Amorita — a reportagem entrou em contato com a empresa, mas não obteve resposta .

Outros alimentos
Na mesma publicação da Divs-SC, consta a inadequação de outros produtos. Dentre eles, chama a atenção o desacordo em relação à legislação sanitária do suplemento proteico para atletas 100% Pure Whey.

“O produto apresentou 29,45% acima do valor declarado no rótulo no ensaio de determinação de açúcares totais e 44,24% acima do declarado para Carboidratos totais por diferença.”

Fonte: DC

 

Anvisa proíbe venda de lote de extrato de tomate Bonare com pelo de rato

extrato-de-tomate-6386

 

 

RIO – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a distribuição e a venda do lote 29 H1, com validade até maio de 2016, do produto extrato de tomate Bonare, fabricado por Goiás Verde Alimentos, por conter pelo de roedor. Laudo da Fundação Ezequiel Dias apresentou resultado insatisfatório na análise de matéria estranha no produto, devido à presença de fragmentos de pelo de roedor, indicando riscos à saúde de quem consumidor o produto.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/anvisa-proibe-venda-de-lote-de-extrato-de-tomate-bonare-com-pelo-de-rato-16344606#ixzz3cPtZWf7I

Anvisa interdita lote de canela moída Pachá com pelo de roedor

pachA

RIO – Resolução publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Diário Oficial da União desta quarta-feira interditou o lote 3/2014, validade até 3/2016, do produto canela moída Pachá, devido à presença de pelo de roedor além do limite de tolerância estabelecido pela legislação, que é 1/100g, o que é “indicativo de risco à saúde humana”.

O teste que identificou o problema foi realizado pelo Instituto Octávio Magalhães da Fundação Ezequiel Dias (IOM/FUNED), localizado em Minas Gerais, mesmo estado da sede da fabricante da especiaria, a Arcos.

A interdição é cautelar e tem duração de 90 dias. Nesse período, as unidades contidas no lote não podem ser vendidas e nem devem ser consumidas. Este prazo serve para a empresa apresentar à reguladora provas de que o produto é próprio para o consumo. Só assim, será liberado para venda.

Procurada pelo GLOBO, a Pachá informou, por meio de nota, que opera como “fracionadora e empacotadora do produto”, que “é adquirido já moído e pronto para ser envasado”. Ainda de acordo com a empresa, “o fornecedor do produto já foi informado sobre o caso”.

A empresa também disse ter tomado “todas as providências cabíveis para o imediato recolhimento de todas as unidades do lote” interditado e que “todos os clientes que adquiriram unidades do referido lote já foram devidamente informados sobre a necessidade de recolhimento” do produto.

De acordo com o texto, algumas unidades estão na empresa e serão analisadas para verificar se a irregularidade está em todo o lote “ou se, na verdade, trata-se de uma questão pontual referente apenas às unidades específicas em posse da ANVISA”.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/anvisa-interdita-lote-de-canela-moida-pacha-com-pelo-de-roedor-14984606#ixzz3T60y9Q74