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Fiscais federais identificam fraude em pescados à venda em supermercados do país

Operação Semana Santa

Das 149 amostras coletadas, 22 duas eram de espécies diferentes das declaradas no rótulo

Entre os peixes mais fraudados, está o bacalhau do Porto, que estava sendo substituído pelo do Pacífico ou pela polaca do Alasca – espécies que valem menos do que o produto legítimo.

Outro exemplo são as pescadas branca e amarela, substituídas por outros tipos mais baratos.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) também identificou que estavam sendo comercializados os peixes abrótea e Maria Luíza, em vez de pescadinha.

O fiscal agropecuário Rodrigo Mabilia cita o caso do filé de linguado, que custa cerca de R$ 30 o quilo, um peixe caro que pode ser substituído pelo panga, vendido pela metade do preço.

O resultado da Operação Semana Santa foi divulgado nesta quarta-feira (23) pela Divisão de Inspeção de Pescado e Derivados do Mapa.

Em relação à fiscalização do ano passado, houve uma queda no percentual de peixes fraudados.

Enquanto este ano o índice foi de 15%, em 2015 chegou a 23%. “Isso é o resultado da fiscalização”, avalia o fiscal agropecuário Paulo Humberto Araújo, coordenador do trabalho.

Setenta e seis por cento das 149 amostras eram de produtos nacionais, e 24%, importados.

Elas foram analisadas na unidade do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) em Goiânia, pertencente ao Ministério da Agricultura. Lá, os técnicos fizeram a identificação das espécies pelo DNA.

As 149 amostras de peixes foram coletadas, no dia 16 do mês passado, por fiscais federais agropecuários e agentes de inspeção em supermercados do Rio de Janeiro, Paraná, de São Paulo, do Ceará, Pará, Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Distrito Federal.

O alvo eram produtos congelados ou salgados, importados, com SIF (Selo de Inspeção Federal) ou selo estadual vinculado ao Sisbi (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal ou Vegetal).

Foram coletados produtos de corte (filés, postas, pedaços), os mais utilizados nesse tipo de fraude.

Três empresas da China e 13 nacionais (quatro com sede no Pará, duas em Pernambuco, três em Santa Catarina, uma em São Paulo, uma no Paraná e uma no Rio de Janeiro) tinham pelo menos uma amostra de peixe diferente da declarada no rótulo.

Segundo Paulo Humberto Araújo, as empresas chinesas vão entrar em um regime de alerta de importação.

Os próximos dez carregamentos que chegarem ao Brasil ficarão retidos aguardando análise laboratorial antes de serem liberados para distribuição em território brasileiro.

Já as empresas brasileiras serão atuadas e vão sofrer uma medida cautelar, que consiste em condicionar a expedição de produtos para o comércio mediante comprovação de que elas atendem aos requisitos legais.

As câmaras de expedição das empresas serão lacradas pela fiscalização, de modo que os produtos em estoque e produzidos após a instalação da medida cautelar só possam ser expedidos depois uma avaliação oficial de cada lote, comparando-se com os documentos de rastreabilidade desde a matéria-prima até o produto final.

As empresas envolvidas na fraude somente poderão retornar ao sistema regular de inspeção depois de comprovar que implantaram todas as medidas corretivas para garantir a rastreabilidade do produto na cadeia produtiva.

Elas poderão receber multa de até R$ 15 mil.

Segundo Paulo Humberto, a multa não é a punição mais rigorosa.

“O mais importante são as medidas de controle que o ministério impõe às empresas fraudadoras, porque elas sofrem uma espécie de intervenção e podem ter a imagem comprometida”, destaca o fiscal.

Os supermercados não sofrem punições, porque as responsáveis pela produção, garantia de qualidade e informação nos rótulos sobre a espécie são as indústrias de pescados.

Fonte: MAPA
Assessoria de comunicação social – Ministério da Agricultura

 

MAPA vai avaliar 151 amostras de pescados suspeitos de fraude

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Após fiscais e agentes federais coletarem peixes que costumam ser vendidos como se fossem de espécies mais caras (como bacalhau do Porto, linguado, pescada e badejo) as amostras foram enviadas para a unidade de Goiânia do Laboratório nacional de Agropecuária (Lanagro), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasília/DF).

Cento e cinquenta e uma amostras vão passar por um teste de DNA em um equipamento especial.

O resultado deve sair alguns dias antes da sexta-feira da Paixão.

Os agentes visitaram supermercados no Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo, Pará, Ceará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal.

Os alvos foram produtos embalados, importados e nacionais que têm o Selo de Inspeção Federal (SIF) ou estaduais que tenham o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal ou Vegetal (Sisbi).

Fonte: MAPA, adaptado pela equipe feed&food.

em: http://www.feedfood.com.br/mapa-vai-avaliar-151-amostras-de-pescados-suspeitos-de-fraude/

 

Testes de DNA são capazes de apontar a composição dos alimentos

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Belo Horizonte — Do laboratório para o mercado.

Testes desenvolvidos na Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que ajudam na identificação de fraudes em alimentos por meio do sequenciamento de DNA, ultrapassam os muros da instituição e são disponibilizados para o público interessado, que vai desde órgãos de defesa do consumidor e de fiscalização sanitária ao consumidor comum.

Assim, é possível confirmar se um alimento é, de fato, o que foi comprado.

Por enquanto, são vendidos testes para a confirmação do leite de búfala e seus derivados e de algumas espécies de peixes vendidas em supermercados, restaurantes e outros estabelecimentos.

Outros dois testes, para identificação de vermes em bovinos e de confirmação do tipo de carne de origem animal, aguardam conclusão de resultados e processo de patenteamento para também serem oferecidos.

O trabalho com os pescados começou durante a graduação em biologia de Danilo Alves Pimenta Neto, hoje doutorando em zootecnia e analista no Laboratório de Genética da Escola de Veterinária.

Em 2010, ele iniciou uma pesquisa em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF) para reconhecer os peixes existentes no Rio São Francisco por meio do rastreamento do DNA. O objetivo era identificar as espécies com o intuito de preservação.

Em seguida, no entanto, surgiu um trabalho para detectar fraudes na venda de surubim em Belo Horizonte e na região metropolitana.

“Foi o primeiro trabalho de detecção de fraude em pescado feito aqui”, lembra a professora Denise Aparecida Andrade de Oliveira, coordenadora do Laboratório de Genética.

Depois de ingressar no mestrado, concluído em 2013, Danilo decidiu estudar outros peixes.

Foram escolhidos oito tipos mais comercializados no Sudeste: atum, cação, sardinha, tilápia, bacalhau, merluza, panga e salmão.

As amostras estudadas eram compradas em supermercados, restaurantes e lanchonetes, sempre que possível. “Eu comia um bolinho de bacalhau e pegava uma parte para usar como amostra”, lembra Danilo.

“A extração do DNA não precisa ser feita somente no peixe cru, pode ser nele processado também”, ressalta.
O resultado foi a constatação de um índice alto de fraude em determinados tipos. No caso da merluza, havia fraude em 70% das amostras coletadas.

Em segundo, vinha o bacalhau, com 63% de fraude; depois o panga, com 43%; e o salmão, 4%.

“É muito comum a venda de outro tipo de peixe salgado como bacalhau, mas que não é o bacalhau de verdade.

A descrição deveria ser ‘peixe salgado tipo bacalhau’, mas vendem como bacalhau”, alerta Denise Oliveira.

Não foi encontrada fraude nas amostras de atum, cação, sardinha e tilápia.

Foi obtida a patente e, desde então, todos os teste do tipo são feitos tanto pelo laboratório da UFMG ou por uma empresa que surgiu na incubadora da universidade, a Myleus.

Fonte: CB

em: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2015/05/19/interna_ciencia_saude,483638/testes-de-dna-sao-capazes-de-apontar-a-composicao-dos-alimentos.shtml

Testes de DNA garantem a origem e a qualidade de diversos alimentos

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O Natal está chegando e muita gente que já planejou a ceia do dia vinte e quatro, não abre mão de ter bacalhau na mesa. Mas, quando se trata desse peixe, é bom ficar esperto. Você pode estar levando para casa outro peixe.

Em Minas gerais, um laboratório vai passar alguns alimentos, como carnes, peixes e queijos, pelo teste de DNA. Isso mesmo. É para evitar fraudes contra o consumidor.

A receita é de despertar o apetite, mas não deixa esquecer a fama do bacalhau.. Dona Isabel Durigon Magro comepra sempre no mesmo lugar. Tem cara de bacalhau, tem cheiro de bacalhau, tem preço de bacalhau, mas como ter certeza que o produto não é assim, uma falsificação? Só tem um jeito: levar o peixo para o laboratório e examinar o DNA.

No laboratório, eles separam uma amostra do peixe e conseguem fazer, por exemplo, o sequenciamento do DNA do produto, que é comparado com um banco de dados mundial. Assim, o laboratório identificou fraude em 26% de mais de 200 amostras de pescado analisadas.

“Lesa bastante o consumidor final, principalmente por uma questão econômica porque ele está levando o que a gente chama de gato por lebre. Dependendo da espécie que é colocada no lugar ou que é adicionada em determinado produto, ela pode causar dano, risco à saúde do consumidor final”, diz Marcela Drummont, presidente da Myleus Biotecnologia.

O teste de DNA já é feito em mussarela de búfala, que ganhou um selo: 100% búfalo. Agora a ideia é usar em escala maior no mercado, certificando peixes, carnes e ervas. Para isso, um laboratório de biotecnologia e um instituto de certificação lançaram um novo selo com o nome “Está no DNA”.

Há mais de duas décadas a indústria do café trabalha com um selo para certificar a pureza do produto. Nesse caso a análise é em microscópio. O resultado foi a diminuição da fraude e a venda de um produto melhor para o consumidor.

“A tendência é que com mais industrias usando este selo, as fraudes automaticamente diminuam. Vai ficar claro também a razão daqueles que não tem o selo. Talvez não estejam seguindo a procedência das espécies”, afirma Fernando Lopes, diretor-presidente do Instituto Totum.

fonte: Jornal Hoje

em: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2015/12/testes-de-dna-garantem-origem-e-qualidade-de-diversos-alimentos.html