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Calorias terão de ser informadas em todos os alimentos nos EUA

Nova regra entra em vigor em dezembro de 2015 com o objetivo de melhorar a saúde pública e combater a alta incidência de doenças crônicas, especialmente a obesidade

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WASHINGTON – Os rótulos com informações verdadeiras estão chegando a um mercado ou máquina de alimentos perto de você. A agência de vigilância sanitária dos Estados Unidos, FDA, determinou que  as grandes redes de restaurantes, parques de diversões, cinemas – e até os supermercados e lojas de conveniência que servem pratos preparados – precisam apresentar informações calóricas a respeito dos itens no seu cardápio de comidas e bebidas a partir do início do ano que vem.

Os novos requisitos, que serão válidos para as redes com mais de 20 endereços, vão afetar estabelecimentos de todo o tipo: padarias, refeitórios, cafés e lanchonetes ligadas a estabelecimentos de entretenimento como boliches. Sorveterias, lojas de cookies, docerias, restaurantes com serviço e estabelecimentos dedicados às entregas, como pizzarias, também terão que atender às novas regras.

As novas regras para embalagens nos pontos de venda também exigem que essas redes exibam nos seus cardápios uma afirmação dizendo que informações adicionais sobre nutrientes – como a quantidade de sódio, açúcar, gordura e colesterol contida nos alimentos – está disponível mediante solicitação. As bebidas alcoólicas que constarem nos cardápios também terão de mostrar seu conteúdo calórico de acordo com as regras da FDA.

Os novos parâmetros para a comercialização de alimentos e bebidas passam a ser exigidos pela Ata do Atendimento Acessível. Entrarão em vigor no dia 1º de dezembro de 2015.

As operadoras de máquinas que oferecem alimentos e bebidas também terão de cumprir regras semelhantes às aprovadas pela FDA para as calorias a partir de 1.o de dezembro de 2016. Elas exigem que um demonstrativo do conteúdo calórico seja instalado de maneira “clara e evidente, em local visível” numa placa ao lado da máquina.
As duas novas regras, compreendendo 525 páginas, foram publicadas na terça feira no diário oficial. Os parâmetros foram pensados para dar aos consumidores informações adicionais para ajudá-los a tomar decisões mais informadas e saudáveis para a própria nutrição.

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Obesidade. Os alimentos preparados fora de casa correspondem a quase metade do gasto dos americanos com a dieta e representa um terço das calorias consumidas, de acordo com a FDA. Mas, com o sobrepeso ou a obesidade atingindo dois terços dos adultos e um terço das crianças nos EUA, muitos consumidores simplesmente desconhecem ou subestimam a quantidade de calorias que esses alimentos oferecem.

“Essas regras são um feito para a saúde pública, e um passo positivo para combater a alta incidência de doenças crônicas que afeta nosso país”, disse Georges Benjamin, diretor executivo da Associação Americana de Saúde Pública. “Com a exibição das informações nutricionais exigidas, os consumidores poderão contar com os dados necessários para tomar decisões mais saudáveis em relação à própria alimentação quando comerem fora de casa.”

Em pronunciamento, a presidente e diretora executiva da Associação Nacional dos Restaurantes, Dawn Sweeney, disse que as novas regras vão tornar disponíveis informações nutricionais em 200 mil estabelecimentos americanos. “Acreditamos que, com as regras propostas, a FDA resolveu de maneira positiva as áreas que causavam maior preocupação, oferecendo à indústria a oportunidade de implementar a lei de uma maneira benéfica à maioria dos consumidores”, escreveu Dawn. “Estamos ansiosos para trabalhar com a agência no início do período de implementação, ajudando a indústria a se ajustar às novas regras.”

Em 1990, a Lei Federal de Educação e Rótulos para a Nutrição exigiu que informações nutricionais fossem apresentadas para a maioria dos alimentos, mas os restaurantes e outros tipos de alimentos preparados foram isentos da lei. Nos anos transcorridos desde então, os governos locais e estaduais preencheram o vácuo ao criar seus próprios requisitos para os rótulos. As novas regras da FDA “ajudarão a evitar situações nas quais uma determinada rede de restaurantes sujeita à legislação federal teria que atender a diferentes regulamentações em diferentes estados”, escreveu a FDA em pronunciamento.

Mas alguns observadores consideraram as novas medidas mais rigorosas do que o esperado. O presidente e diretor executivo da Associação Nacional dos Mercados, Peter J. Larkin, disse que as novas e abrangentes regras jamais deveriam incluir os mercados e lojas de conveniência. “Mercados não são redes de restaurantes, e foi por isso que, no início, o congresso os deixou de fora da nova lei”, escreveu Larkin num pronunciamento.

“Ficamos desapontados ao ver que a versão final das regras da FDA vai incluir os mercados, impondo aos nossos membros um caro e pesado fardo regulatório. A NGA continuará a trabalhar no congresso pela aprovação de legislação bipartidária que corrija esse excesso”, escreveu ele.

A FDA calcula que a implementação dos parâmetros para as máquinas de alimentos e bebidas vai custar aos operadores “US$ 37,9 milhões (no decorrer de 20 anos, com 7% de desconto)”.

A presidente e diretora executiva da Associação Nacional de Vendas Automatizadas, Carla Balakgie, disse que as regras pareciam palatáveis para as 1.500 empresas que integram o grupo. “Durante o processo, a NAMA trabalhou com a FDA e o congresso para aumentar seu entendimento dos desafios relevantes enfrentados pelos donos de pequenos estabelecimentos, que correspondem à maior parte da indústria dos serviços de venda automática de alimentos e bebidas”, disse ela. “Agradecemos à FDA por estipular um prazo mais longo para o cumprimento das regras no caso da indústria das vendas automáticas.”

 

fonte: Estado de São Paulo

em: http://economia.estadao.com.br/blogs/radar-economico/calorias-obesidade/

Médicos britânicos querem indicação de calorias em bebidas alcoólicas

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Médicos britânicos afirmam que bebidas alcoólicas vendidas no país deveriam ter uma indicação das calorias que contêm para reduzir a obesidade na Grã-Bretanha.

Os membros da Sociedade Real para Saúde Pública alertam que um copo grande de vinho pode conter cerca de 200 calorias, o mesmo de uma rosquinha doce recheada.

A secretária britânica de Saúde Pública, Jane Ellison, afirmou que já foram alcançados “grandes avanços” na colocação das calorias em rótulos de alimentos e o governo também vai analisar a questão das bebidas alcoólicas.

“É muito positivo ver que as pessoas querem mais informações que as ajudem a levar uma vida mais saudável. Fizemos grandes avanços nos rótulos de alimentos e os clientes agora podem ver as calorias que estão consumindo em muitos produtos.”

“Já é possível para os produtores e revendedores de bebida alcoólica mostrarem o conteúdo calórico em seus rótulos, mas nós vamos continuar a analisar o que mais pode ser feito para ajudar as pessoas a fazerem escolhas mais saudáveis”, acrescentou.

A indústria de bebidas alcoólicas afirmou que está aberta à ideia de indicar as calorias nos rótulos, mas acrescentou que acredita ser mais importante indicar o teor alcoólico.

A Grã-Bretanha é apontada como um dos países com maior número de obesos do mundo. Cerca de um quarto da população adulta britânica está classificada como obesa.

Leis europeias

De acordo com as leis da União Europeia, as bebidas alcoólicas não precisam ter em seus rótulos o número de calorias.

Mas a Comissão Europeia já está pensando em colocar esta informação nos rótulos de bebidas também.

Na Grã-Bretanha, a pesquisa da Sociedade Real para Saúde Pública sugere que a medida seria aprovada pelo público, que, em sua maioria, desconhece estes dados.

“É surpreendente, cerca de 80% dos adultos não sabem qual o número de calorias que está bebendo, e se eles acham que sabem, eles totalmente subestimam (as calorias ingeridas)”, disse à BBC Shirley Cramer, presidente da organização.

Para Cramer a indicação das caloriaspode ajudar a reduzir a obesidade e o consumo de bebidas alcoólicas.

A sociedade realizou uma pequena experiência em um bar e observou que as pessoas que eram alertadas sobre o número de calorias nas bebidas consumiram 400 calorias a menos durante o tempo em que ficaram no bar.

Estimativas sugerem que 10% das calorias ingeridas por adultos têm sua origem em bebidas alcoólicas.

O Portman Group, que representa os fabricantes de bebidas alcoólicas na Grã-Bretanha, afirmou que pensa “seriamente” nas consequências da bebida para a saúde e já fornece informações de calorias em um website, o Drinkaware.

“Produtores de bebidas podem ter um papel importante na informação e educação dos consumidores e estão abertos a mais discussões sobre informações de calorias. Mas, é essencial que o teor alcoólico, e não as calorias, devam primeiramente informar o consumidor em sua decisão”, afirmou o grupo em uma declaração.

“É preciso fazer muito mais para conscientizar a respeito dos conteúdos e dos danos que podem ser causados pelas bebidas alcoólicas”, disse Jackie Ballard, diretora da organização de caridade britânica Alcohol Concern.

“Você entra em qualquer loja e as calorias, quantidade de gordura, açúcar e muito mais estão atrás dos pacotes de alimentos e não vemos porque deveria ser diferente com as bebidas”, acrescentou.

fonte: BBC

em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/11/141102_calorias_bebidas_gb_fn.shtml

Estudo sugere informar exercícios e não calorias para estimular dieta

Um estudo americano sugere que as pessoas tendem a optar por refeições menos calóricas quando frequentam restaurantes que trazem em seus cardápios a  quantidade de exercício necessário para queimar as calorias dos alimentos.

Segundo os cientistas responsáveis pela pesquisa, para estimular pessoas a controlarem melhor seu peso, seria mais eficiente informar a elas como podem  queimar as calorias de um cheeseburguer, por exemplo, do que simplesmente informá-las quantas calorias o sanduíche contém.

A pesquisa, conduzida por uma equipe da Universidade Cristã do Texas, dividiu 300 voluntários com idade entre 18 e 30 anos em três grupos aleatórios.

Um recebeu um menu sem as informações calóricas; o segundo recebeu cardápios que continham o número de calorias de cada alimento, e o terceiro foi informado tanto sobre as calorias do alimento quanto sobre a quantidade de exercício necessário (em tempo de caminhada rápida) para queimar suas calorias.

No final, as pessoas do grupo que recebeu os menus com as informações sobre exercícios físicos pediram refeições menores e comeram menos, consumindo em média cem calorias a menos do que as outras.

Benefícios

As pesquisadoras Meena Shah e Ashlei James explicam que todos os menus continham a mesma seleção de alimentos e bebidas, que incluía hambúrgueres, sanduíches, salada, batata frita, refrigerantes e água. Nenhum dos voluntários estava ciente dos objetivos da pesquisa.

“Este é o primeiro estudo que reflete sobre os efeitos de mostrar quantos minutos de caminhada rápida são necessários para queimar as calorias contidas nos alimentos consumidos. A pesquisa sugere que há benefícios”, diz Meena Shah.

Os cientistas destacam o fato de que a caminhada rápida é um tipo de exercício que tem um grande apelo, já que é de fácil execução.

Shah, porém, ressalta que não é possível extrapolar as conclusões para a população com mais de 30 anos. Por isso, mais pesquisas, envolvendo pessoas mais velhas, ainda são necessárias.

Contagem de calorias

Victoria Taylor, nutricionista da Fundação Britânica do Coração, uma organização não-governamental que realiza campanhas de conscientização sobre os males cardíacos, diz que é muito claro que a inclusão das informações sobre opções mais saudáveis e conteúdo nutricional ajuda as pessoas a tomarem melhores decisões ao pedirem refeições em um restaurante.

Mas a especialista diz que as medidas são insuficientes.

“Enquanto mostrar a quantidade de exercício necessária para queimar calorias é uma ideia interessante, uma dieta saudável para o coração inclui mais do que apenas contar as calorias”, diz Taylor.

Ela acrescenta que os “restaurantes também podem implementar outras medidas para tornar as refeições mais saudáveis ao servirem tamanhos de porções mais apropriados e reduzirem a quantia de sal, gordura saturada e açúcar em seus pratos”.

“Tanto ao comer fora quanto em casa, uma dieta balanceada com muitas frutas e vegetais é a melhor maneira de proteger seu coração.”

fonte: BBC

em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/04/130424_menus_calorias_exercicio_jp.shtml

Como os cientistas contam calorias dos alimentos

bomba calorimetrica

Em um estudo publicado em 19 de julho no Journal of the American Medical Association, os pesquisadores do Centro de Pesquisa de Nutrição da Tufts´s University revelaram que quando compararam seus próprios testes de calorias das refeições de um restaurante com os valores que apareciam no menu, os números não batiam. Embora a equipe da Tufts tenha descoberto que os alimentos têm uma média de 10 calorias a mais do que os restaurantes sugeriram, quase 20% dos pratos testados continham pelo menos 100 calorias ou mais que o número encontrado. Com essa descoberta, surge uma importante questão científica: Como os pesquisadores coletam seus dados?

A equipe calcula as calorias dos pratos usando um método chamado de bomba calorimétrica, que envolve a queima da comida para descobrir quanto calor ela libera e informar aos cientistas a quantidade de energia que ela contém. Calorias são simplesmente unidades que medem energia. Especificamente, uma caloria em um menu é realmente uma quilocaloria, a quantidade de energia necessária para aquecer um quilograma de água em um grau Celsius.

Mas o processo de testes de calorias é mais rigoroso do que apenas um jogo de iluminação. Primeiro, os pesquisadores reuniram 269 diferentes itens alimentares de restaurantes, certificando-se de escolher os pratos para os quais a informação nutricional estava disponível. No laboratório, os alimentos passaram de palatáveis para pastilhas. Após a pesagem de cada prato, os pesquisadores os colocaram em um processador de alimentos com água para criar um purê liso, misturando todos os componentes da refeição. A fim de tornar esta mistura inflamável, eles liofilizaram uma amostra. Finalmente, os cientistas a transformaram em pó, que eles prensaram em uma pastilha.

Os pesquisadores colocaram cada pastilha em um copo pequeno de menos de cinco centímetros de largura, coberto por um fio condutor de corrente. Então, cercaram com tantas camadas como uma boneca russa.

A bomba calorimétrica mandou energia elétrica através do fio sobre a pastilha, criando uma faísca que deixou a pastilha em chamas. O calor que ela produziu aqueceu o ar no cilindro, que esquentou a água que a rodeava, uma mudança detectada por sondas na bomba. “A sonda de temperatura mede a variação de temperatura da água em que o cilindro está inserido”, explica Lorien Urban, um pesquisador de nutrição da equipe de Tufts. O calorímetro traduz a mudança de temperatura em calorias por grama de alimento.

Saber o peso do alimento antes de sua transformação em pastilha permitiu aos pesquisadores trabalhar para encontrar quantas calorias estavam na oferta original do restaurante. Mas o trabalho não parou por aí. “O número que sai da bomba vai ser a energia total dos alimentos, mas não podemos realmente absorver todas as calorias”, diz Urban. O corpo só absorve a energia metabolizável, e esta, não a energia bruta das medidas do calorímetro, é a correspondente ao número que os restaurantes mostram.

A energia metabolizável de um alimento depende de sua taxa de gordura, carboidratos e proteínas (que pode ser determinado através de análises química). Usando as informações nutricionais que os restaurantes divulgaram sobre suas refeições, a equipe de Tufts traduziu as calorias listadas nos menus – energia metabolizável em energia bruta, e comparou este número para a energia bruta que tinham medido com a bomba.
Há outras maneiras de calcular o conteúdo de um alimento calórico, mas a equipe de Tufts escolheu o método de bomba calorimétrica por ter testado anteriormente em misturas com valores calóricos conhecidos, e considerá-lo preciso. Fica a dúvida se a descoberta irá afetar as escolhas alimentares das pessoas.

fonte: Scientific American Brasil

em: http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/como_os_cientistas_contam_calorias.html