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Anvisa proíbe venda de geleia com larvas e pelo de roedor

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Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada nesta segunda-feira (22) no “Diário Oficial da União” proíbe a distribuição e a comercialização, em todo o território nacional, do lote nº 02 (val.:19/11/2016) do produto geleia de morango, marca Piá, fabricado por Cooperativa Agropecuária Petrópolis Ltda.

De acordo com o texto, laudo emitido pelo Laboratório de Saúde Pública de Santa Catarina detectou micélio de fungo (fungo filamentoso), presença de duas larvas mortas (matéria estranha indicativa de falhas das boas práticas) e pelo de roedor inteiro (matéria indicativa de risco acima do limite máximo de tolerância pela legislação vigente).

A Anvisa determinou ainda que a empresa promova o recolhimento de todo o estoque existente no mercado relativo ao lote da geleia.

Por meio de nota, a Cooperativa Agropecuária Petrópolis Ltda., detentora da marca Piá, informou que o problema já havia sido detectado antes mesmo da decisão da Anvisa e que o lote foi totalmente recolhido do mercado no dia 25 de maio.

Ainda segundo o comunicado, a origem do problema é a própria matéria prima utilizada na produção da geleia. “Os animais entram em contato com o fruto nas lavouras, no momento da colheita, antes de sua transformação na indústria. Durante o processamento na indústria, que atinge temperaturas altas, são eliminados os microrganismos, mas as matérias estranhas que estão na matéria-prima podem permanecer”.

“A Cooperativa Agropecuária Petrópolis vai intensificar o treinamento e o monitoramento de boas práticas dos produtores de morangos para as próximas safras”, concluiu a nota.

fonte:

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Anvisa aprova normas para recall de alimentos

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RIO — A Anvisa aprovou a norma que trata sobre o recolhimento de alimentos em situações que possam envolver riscos para a saúde da população, também conhecido como recall.

A nova resolução define a forma com que as empresas responsavéis pelos produtos deverão fazer a comunicação ao consumidor e à Anvisa.

Uma das inovações da norma para recall é que todas as empresas deverão ter um plano de recolhimento de produtos disponível aos seus funcionários e à autoridade sanitária.

A norma determina ainda que elas façam o rastreamento de seus alimentos para garantir a retirada imediata de um alimento do mercado quando necessário.

Para isso, as empresas da cadeia produtiva de alimentos deverão manter registros que identifiquem as origens dos produtos recebidos e o destino daqueles que foram distribuídos.

Uma distribuidora de alimentos, por exemplo, terá que manter registros das empresas fornecedoras e também das empresas para as quais vendeu, informou a Anvisa.

A resolução da agência reguladora também prevê que a empresa comunique imediatamente após a identificação de qualquer problema que represente risco ou agravo à saúde do consumidor e a necessidade de realização de recall.

A agência também poderá determinar o recolhimento caso não seja realizado voluntariamente pela empresa interessada.

De acordo com dados do Boletim Saúde e Segurança do Consumidor 2015, do Ministério da Saúde, no último ano houve 120 campanhas de recolhimento de produtos no Brasil, sendo seis referentes a alimentos.

No mesmo período, os Estados Unidos registraram 396 processos de recolhimento, sendo 278 somente de alimentos.

A norma da Anvisa entrará em vigor 180 dias após sua publicação no Diário Oficial da União, que ocorrerá nos próximos dias.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/anvisa-aprova-normas-para-recall-de-alimentos-16341862#ixzz3cPuz1u9a

Indústria terá que reduzir sal de 839 produtos para prevenir doenças

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Pelo menos 839 produtos terão que reduzir em até 10% seu teor de sódio, com o intuito de diminuir o consumo de sal pela população brasileira e prevenir doenças como a hipertensão.

A pressão alta atinge 25% da população adulta do país, índice considerado estável de acordo com a pesquisa Vigitel de 2014.

A meta foi divulgada nesta terça-feira (12) pelo Ministério da Saúde em um acordo com a Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação), dentro da 2ª fase do Plano Nacional de Redução de Sódio em Alimentos Processados.

Foram analisados bolos, snacks (batata palha e salgadinhos de milho), maioneses e biscoitos.

Os produtos somam 69 indústrias e sofreram uma redução de 5.793 toneladas de sódio em suas fórmulas desde 2013.

Na primeira etapa, em 2011, que envolveu macarrão instantâneo, pão de forma e bisnaguinha, 1.859 toneladas de sódio saíram do mercado.

A meta é que até 2020 as indústrias alimentícias promovam a retirada voluntária de 28.562 toneladas de sal do mercado brasileiro.

“O objetivo é reduzir 56% do sódio em alimentos até 2020, porém, é preciso reeducar nossa cultura e hábitos saudáveis.

Precisamos enfrentar fortemente o hábito de acrescentar sal na alimentação para chegarmos na meta de 12 gramas consumidas por dia para 5 gramas”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

 

Rocamboles e bolos tiveram maior redução

A maior redução, segundo o ministério, foi observada na categoria dos rocamboles, com queda de 21,11% no teor de sódio, seguida pela mistura para bolo aerado (16,6%) e pela maionese (16,23%).

As demais categorias, de acordo com os dados, também registraram queda: bolos prontos sem recheio (15,8%), bolos prontos com recheio (15%), batata frita e batata palha (13,71%), biscoito doce (11,41%), salgadinho de milho (9,4%), biscoito recheado (6,48%), mistura para bolo cremoso (5,9%) e biscoito salgado (5,8%).

Os números mostram ainda que, em 2013, das 69 indústrias analisadas, 95% dos produtos conseguiram reduzir o teor máximo de sódio da composição. Grande parte dos participantes também conseguiu antecipar as metas estabelecidas para 2014: 83% dos bolos prontos com recheio, 96,2% das misturas para bolo aerado, 89,7% dos salgadinhos de milho, 68% da batata palha e batata frita e 77,8% dos biscoitos doces recheados.

As indústrias que não alcançaram o resultado esperado de redução foram notificadas pelo ministério e devem apresentar à pasta uma justificativa, além de uma nova estratégia para diminuir a quantidade de sal nos alimentos.

Segundo dados divulgados pelo ministério, a diminuição do sódio nos alimentos processados reduz 15% das mortes por infarto; aumenta a expectativa de vida em quatro anos e evita que 1,5 milhão de pessoas precisem dos remédios para hipertensão.

Brasileiro come o dobro de sal

Os hipertensos crescem com o avanço da idade e também com a diminuição da escolaridade.

“Mais da metade da população idosa dizem ter pressão alta, por isso a redução do sódio é tão benéfica”, afirmou a médica Déborah Malta, especialista em Saúde Pública que apresentou os dados.

Isso acontece porque a população brasileira ainda apresenta uma percepção pequena sobre o consumo de sal em excesso.

Segundo Malta, 47,9% dos brasileiros consideram seu consumo de sal adequado. Apenas 2,3% admitem ter um consumo muito alto e 13,2% um consumo alto.

De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2008, o consumo de sódio no Brasil chegava a 12 gramas por dia, consumo mais de duas vezes maior do que o limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde, de 5 gramas por dia.

Agência Brasil

O “alarmante” uso de agrotóxicos no Brasil atinge 70% dos alimentos

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Imagine tomar um galão de cinco litros de veneno a cada ano. É o que os brasileiros consomem de agrotóxico anualmente, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

“Os dados sobre o consumo dessas substâncias no Brasil são alarmantes”, disse Karen Friedrich, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Desde 2008, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos.

Enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial desse setor cresceu 93%, no Brasil, esse crescimento foi de 190%, de acordo com dados divulgados pela Anvisa.

Segundo o Dossiê Abrasco – um alerta sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde, publicado nesta terça-feira no Rio de Janeiro, 70% dos alimentos in natura consumidos no país estão contaminados por agrotóxicos.

Desses, segundo a Anvisa, 28% contêm substâncias não autorizadas.

“Isso sem contar os alimentos processados, que são feitos a partir de grãos geneticamente modificados e cheios dessas substâncias químicas”, diz Friederich.

De acordo com ela, mais da metade dos agrotóxicos usados no Brasil hoje são banidos em países da União Europeia e nos Estados Unidos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre os países em desenvolvimento, os agrotóxicos causam, anualmente, 70.000 intoxicações agudas e crônicas.

O uso dessas substâncias está altamente associado à incidência de doenças como o câncer e outras genéticas.

Por causa da gravidade do problema, na semana passada, o Ministério Público Federal enviou um documento à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendando que seja concluída com urgência a reavaliação toxicológica de uma substância chamada glifosato e que a agência determine o banimento desse herbicida no mercado nacional.

Essa mesma substância acaba de ser associada ao surgimento de câncer, segundo um estudo publicado em março deste ano pela Organização Mundial da Saúde (OMS) juntamente com o Inca e a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC). Ao mesmo tempo, o glifosato foi o ingrediente mais vendido em 2013 segundo os dados mais recentes do Ibama.

Em resposta ao pedido do Ministério Público, a Anvisa diz que em 2008 já havia determinado a reavaliação do uso do glifosato e outras substâncias, impulsionada pelas pesquisas que as associam à incidência de doenças na população.

Em nota, a Agência diz que naquele ano firmou um contrato com a Fiocruz para elaborar as notas técnicas para cada um dos ingredientes – 14, no total.

A partir dessas notas, foi estabelecida uma ordem de análise dos ingredientes “de acordo com os indícios de toxicidade apontados pela Fiocruz e conforme a capacidade técnica da Agência”.

Enquanto isso, essas substâncias são vendidas e usadas livremente no Brasil.

O 24D, por exemplo, é um dos ingredientes do chamado ‘agente laranja’, que foi pulverizado pelos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã, e que deixou sequelas em uma geração de crianças que, ainda hoje, nascem deformadas, sem braços e pernas.

Essa substância tem seu uso permitido no Brasil e está sendo reavaliada pela Anvisa desde 2006. Ou seja, faz quase dez anos que ela está em análise inconclusa.

O que a Justiça pede é que os ingredientes que estejam sendo revistos tenham o seu uso e comércio suspensos até que os estudos sejam concluídos. Mas, embora comprovadamente perigosos, existe uma barreira forte que protege a suspensão do uso dessas substâncias no Brasil. “O apelo econômico no Brasil é muito grande“, diz Friedrich.

“Há uma pressão muito forte da bancada ruralista e da indústria do agrotóxico também”.

Fontes no Ministério Público disseram ao EL PAÍS que, ainda que a Justiça determine a suspensão desses ingredientes, eles só saem de circulação depois que os fabricantes esgotam os estoques.

O consumo de alimentos orgânicos, que não levam nenhum tipo de agrotóxico em seu cultivo, é uma alternativa para se proteger dos agrotóxicos.

Porém, ela ainda é pouco acessível à maioria da população.

Em média 30% mais caros, esses alimentos não estão disponíveis em todos os lugares.

O produtor Rodrigo Valdetaro Bittencourt explica que o maior obstáculo para o cultivo desses alimentos livres de agrotóxicos é encontrar mão de obra. “Não é preciso nenhum maquinário ou acessórios caros, mas é preciso ter gente para mexer na terra”, diz.

Ele cultiva verduras e legumes em seu sítio em Juquitiba, na Grande São Paulo, com o irmão e a mãe. Segundo ele, vale a pena gastar um pouco mais para comprar esses alimentos, principalmente pelos ganhos em saúde.

“O que você gasta a mais com os orgânicos, você vai economizar na farmácia em remédios”, diz. Para ele, porém, a popularização desses alimentos e a acessibilidade ainda levarão uns 20 anos de briga para se equiparar aos produtos produzidos hoje com agrotóxico.

Bittencourt vende seus alimentos ao lado de outras três barracas no Largo da Batata, zona oeste da cidade, às quartas-feiras.

Para participar desse tipo de feira, é preciso se inscrever junto à Prefeitura e apresentar todas as documentações necessárias que comprovem a origem do produto.

Segundo Bittencourt, há uma fiscalização, que esporadicamente aparece nas feiras para se certificar que os produtos de fato são orgânicos.

No mês passado, o prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) sancionou uma lei que obriga o uso de produtos orgânicos ou de base agroecológica nas merendas das escolas municipais.

A nova norma, porém, não tem prazo para ser implementada e nem determina o percentual que esses alimentos devem obedecer.

Segundo um levantamento da Anvisa, o pimentão é a hortaliça mais contaminada por agrotóxicos (segundo a Agência, 92% pimentões estudados estavam contaminados), seguido do morango (63%), pepino (57%), alface (54%), cenoura (49%), abacaxi (32%), beterraba (32%) e mamão (30%). Há diversos estudos que apontam que alguma substâncias estão presentes, inclusive, no leite materno.

No ano passado, a pesquisadora norte-americana Stephanie Seneff, do MIT, apresentou um estudo anunciando mais um dado alarmante: “Até 2025, uma a cada duas crianças nascerá autista”, disse ela, que fez uma correlação entre o Roundup, o herbicida da Monsanto feito a base do glifosato, e o estímulo do surgimento de casos de autismo.

O glifosato, além de ser usado como herbicida no Brasil, também é uma das substâncias oficialmente usadas pelo governo norte-americano no Plano Colômbia, que há 15 anos destina-se a combater as plantações de coca e maconha na Colômbia.

Em nota, a Anvisa afirmou que aguarda a publicação oficial do estudo realizado pela OMS, Inca e IARC para “determinar a ordem prioritária de análise dos agrotóxicos que demandarem a reavaliação”.

 

Os alimentos mais contaminados pelos agrotóxicos

Em 2010, o mercado brasileiro de agrotóxicos movimentou 7,3 bilhões de dólares e representou 19% do mercado global. Soja, milho, algodão e cana-de-açúcar representam 80% do total de vendas nesse setor.

Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), essa é a lista da agricultura que mais consome agrotóxicos:
Soja (40%)
Milho (15%)
Cana-de-açúcar e algodão (10% cada)
Cítricos (7%)
Café, trigo e arroz (3 cada%)
Feijão (2%)
Batata (1%)
Tomate (1%)
Maçã (0,5%)
Banana (0,2%)

As demais culturas consumiram 3,3% do total de 852,8 milhões de litros de agrotóxicos pulverizados nas lavouras brasileiras em 2011.

 

fonte: El Pais