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Tyson Foods elimina uso de antibióticos em frangos de corte

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A produtora de alimentos Americana Tyson Foods anunciou que se esforçará para eliminar o uso de antibióticos humanos em sua produção americana de frangos de corte até o final de Setembro de 2017.

A empresa irá apresentar relatórios anuais sobre o progresso, começando com seu Relatório de Sustentabilidade do ano fiscal de 2015.

Tyson Foods já parou de usar todos os antibióticos em seus 35 centros de incubação de frangos de corte, exigindo prescrição de antibiótico usado para produção de frangos de corte e reduzindo o uso de antibióticos humanos para tratar frangos de corte em mais de 80% desde 2011.

Preocupação mundial da saúde
“Infecções resistentes aos antibióticos é uma preocupação global de saúde”, diz Donnie Smith, presidente e CEO da Tyson Foods.

“Estamos confiantes que nossas carnes e aves são produtos seguros, mas queremos fazer a nossa parte para reduzir de forma responsável os antibióticos humanos na produção, para que esses medicamentos sejam utilizados para tratar doenças quando necessários”.

“Dado o progresso que já tivemos reduzindo os antibióticos em nossos frangos de corte, nós acreditamos que é possível eliminar totalmente o uso até o final do nosso ano fiscal de 2017. Mas não vamos colocar em risco o bem-estar dos animais apenas para chegar lá. Vamos usar os melhores tratamentos disponíveis para manter nossos frangos saudáveis, sob supervisão veterinária”, disse Smith”.

Outras cadeias de fornecimento
Tyson Foods também está formando grupos de trabalho com os produtores independentes de carne bovina, suína e de peru correntes da empresa para discutir formas de reduzir o uso de antibióticos humanos na produção de gado, suíno e peru. Esses grupos começarão as reuniões neste verão.

O departamento de Negócios Internacionais da Tyson Foods está comprometido em tomar medidas similares em uso de antibióticos em suas produções de frango mundial, mas ainda não definiu um prazo. Tyson Foods planeja trabalhar com a indústria de alimentos, o governo, veterinária, saúde pública e comunidades acadêmicas, e fornecer financiamento, para acelerar a pesquisa sobre a prevenção da doença e alternativas aos antibióticos na produção. A empresa também está obtendo dados de seu Painel Consultivo de Bem Estar Animal, que é composto de conselheiros independentes.

Responsável Técnico dos animais
 “Um dos nossos principais valores é trabalhar como técnicos responsáveis pelos animais – nós não vamos deixar os animais doentes sofrerem “, disse Smith.” Acreditamos que é nossa responsabilidade ajudar a conduzir soluções sustentáveis para este desafio, trabalhando com nosso frango, peru, carne bovina e suína e todas as cadeias de fornecimento.”

Smith disse que a decisão não irá afetar o desempenho financeiro da empresa.

Fonte:  World Poultry

 

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Pilgrim’s Pride, uma das maiores processadoras de frangos dos EUA, vai limitar uso de antibióticos

Pilgrim’s Pride, uma das maiores processadoras de frangos dos EUA, vai limitar uso de antibióticos

A Pilgrim’s Pride Corp. PPC +0.68% , segunda maior processadora de aves nos Estados Unidos, pretende eliminar todos os antibióticos de 25% de sua produção de frangos até 2019, em comparação aos atuais cerca de 5%, segundo seu executivo-chefe.

A Pilgrim’s também trabalha para eliminar, em sua unidade de frangos, os antibióticos usados para combater doenças humanas, em resposta às preocupações cada vez maiores entre grupos de consumidores dos EUA e autoridades de saúde pública de que o uso excessivo dos produtos contribui para disseminar germes resistentes a drogas.

O plano da Pilgrim’s delineia um dos cronogramas mais agressivos entre as empresas americanas de frangos para reduzir o uso de antibióticos, evidenciando as pressões dos consumidores pela restrição dessas drogas, usadas amplamente em aves e gado desde os anos 50.

“Temos um plano, um plano bem definitivo, no qual até o fim de 2018, cerca de 25% de toda nossa produção vai estar livre de antibióticos”, disse Bill Lovette, o executivo-chefe da Pilgrim’s, em entrevista.

Lovette disse que a projeção é baseada nos compromissos com os atuais clientes e poderia ser elevada, caso mais restaurantes e empresas de alimentos venham a solicitar o fornecimento de frangos criados sem antibióticos à Pilgrim’s, cuja sede fica em Greeley, no Estado do Colorado.

Muitas grandes redes de restaurantes revelaram planos para restringir o uso de drogas nos produtos de seus fornecedores. Em 4 de março, o McDonald’s Corp. MCD +3.13% anunciou plano para, em dois anos, deixar de usar gradualmente nos EUA frangos criados com antibióticos que tenham importância médica.

Em 2014, a rede de lanchonetes Chick-fil-A Inc. – que tem a Pilgrim’s entre seus fornecedores de frango – comunicou que vai parar de vender frango criado com qualquer antibiótico ao longo de cinco anos.

Chipotle Mexican Grill Inc., CMG -7.41% Panera Bread Co. PNRA -1.23% e muitas outras redes menores adotaram medidas similares.

Frigoríficos de carne, pressionados a preencher a lacuna, instruíram suas fazendas fornecedoras a limitar a uso de antibióticos na ração e água do gado.

A Perdue Farms Inc., que processa cerca de 12,4 milhões de frangos por semana, eliminou todos os antibióticos de cerca da metade da produção que vende e estima que 95% de seus frangos nunca receberam nenhum antibiótico usado em humanos.

A Tyson Foods Inc., TSN +0.18% maior empresa de carnes dos EUA, anunciou ter reduzido o uso de antibiótico em mais de 84% desde 2011 e que no quarto trimestre de 2014 parou de usá-los em suas chocadeiras.

A pressão dos consumidores provocou mudanças mais rápidas no setor do que as autoridades reguladoras. Em 2013, a Agência de Remédios e Alimentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) pediu às empresas de carnes e remédios para acabar com a prática das fazendas de dar antibióticos aos animais para acelerar o crescimento, mas as diretrizes lhes permitem continuar usando as drogas para evitar doenças e tratar animais doentes.

“Estamos vendo um crescimento bastante forte nos produtos livres de antibióticos”, disse Wesley Batista, executivo-chefe do frigorífico brasileiro JBS SA, JBSAY +2.76% controladora da Pilgrim’s, em entrevista. “À medida que os consumidores e a população buscam mais disso, o setor precisa acompanhar.”

Lovette, da Pilgrim’s, disse que a empresa investiu em probióticos – substâncias com bactérias benéficas aos sistemas digestivos – e medidas de biossegurança para ajudar a reduzir a dependência em relação aos antibióticos na prevenção a doenças. A Pilgrim’s espera superar o ritmo do setor de frangos como um todo na passagem para uma produção livre de antibióticos ao longo dos próximos três anos, segundo o executivo-chefe.

Fonte:  The Wall Street Journal

em: http://br.wsj.com/articles/SB10363523302272474292804580597343249793562

KFC enfrenta pressão após McDonald’s proibir uso de antibióticos em frangos

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O KFC, maior rede de restaurantes de frango frito do mundo, pode enfrentar pressão de grupos de defesa do meio ambiente e de consumidores para alterar o modo como suas aves são criadas após o McDonald’s dizer que passará a usar frangos criados sem a utilização de antibióticos de uso humano.

A notícia foi comunicada por Reuters Brasil.

O McDonald’s vai gradualmente deixar de usar frangos criados com antibióticos que são importantes para a saúde humana dentro de dois anos para aliviar preocupações de que o uso de medicamentos na produção de carne exacerbou o surgimento de organismos com resistência antibiótica, como noticiado pela Reuters na semana passada.

Poucos dias depois, a varejista Costco Wholesale disse à Reuters que pretende eliminar a venda de frangos e carnes produzidos com antibióticos de uso humano.

O KFC é controlado pela Yum Brands, que não tem uma política de conhecimento público sobre o uso de antibióticos na produção da carne que compra.

A Chick-fil-A, outra cadeia de restaurantes que compete com o KFC, disse que quase 20% dos frangos que serve são criados sem qualquer antibiótico, e que toda sua cadeia de fornecimento será convertida até 2019.

Yum, que também controla as redes Taco Bell e Pizza Hut, não quis discutir seus padrões para uso de antibióticos na produção de carne.

“Os frangos servidos em nossos restaurantes nos EUA são de alta qualidade, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), e livres de antibióticos”, disse a companhia em reposta por email a questionamentos da Reuters.

A afirmação sobre ser livre de antibióticos se refere à ausência de resíduos na carne servida em seus restaurantes e não à prática de administrar antibióticos a frangos antes que sejam abatidos, disse o diretor do programa de segurança alimentar do Food Animal Concerns Trust em Chicago, Steven Roach.

Fonte:  CarneTec

em: http://www.aviculturaindustrial.com.br/noticia/kfc-enfrenta-pressao-apos-mcdonalds-proibir-uso-de-antibioticos-em-frangos/20150313093039_F_169

McDonald’s dos EUA eliminará carne do frango que recebeu antibiótico humano

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Restaurantes norte-americanos da rede McDonald’s vão gradualmente parar de comprar carne de frango que recebeu antibióticos para combater infecções humanas, o passo mais agressivo por parte de uma grande empresa de alimentos para forçar avicultores a mudarem as práticas na luta contra superbactérias perigosas.

A maior cadeia de restaurantes do mundo anunciou nesta quarta-feira que dentro de dois anos o McDonald’s dos EUA só vai comprar frango criado sem antibióticos.

A política do McDonald’s começará no centro de incubação, onde às vezes os pintinhos recebem antibióticos ainda no ovo.

“Estamos ouvindo nossos clientes”, disse a vice-presidente sênior da cadeia de abastecimento norte-americana do McDonald’s, Marion Gross, à Reuters.

Ela disse que a empresa está trabalhando com seus fornecedores nacionais de frango, incluindo Tyson Foods TSN.N, para fazer a transição.

O uso veterinário de antibióticos é legal. No entanto, como a taxa de infecções humanas por bactérias resistentes aos antibióticos aumenta, os defensores dos consumidores e especialistas em saúde pública tornaram-se mais críticos da prática de dar rotineiramente antibióticos para frangos, bovinos e suínos.

Cientistas e especialistas em saúde pública dizem que, sempre que um antibiótico é administrado, ele mata as bactérias mais fracas e pode permitir que as mais fortes sobrevivam e se multipliquem. O risco, eles dizem, é que as superbactérias possam desenvolver resistência cruzada a importantes antibióticos.

O uso frequente de antibióticos em baixa dosagem, uma prática utilizada por alguns produtores de carne, pode intensificar o efeito.

Bactérias resistentes estão ligadas a um número estimado de 23 mil mortes humanas e 2 milhões de doenças a cada ano nos Estados Unidos, resultando em gastos de até 20 bilhões de dólares na saúde pública, de acordo com os centros para controle e prevenção de doenças norte-americanos.

Este pode ser um “ponto de inflexão para o uso de antibióticos na indústria avícola”, disse Jonathan Kaplan, diretor do programa de alimentação e agricultura do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais.

“McDonald’s tem muito poder de compra e reconhecimento da marca, eu acho que nós estamos vendo um novo padrão industrial aqui”, disse Kaplan.

“Para a saúde pública, isso é realmente uma virada de jogo”, disse Gail Hansen, uma autoridade para um projeto de resistência aos antibióticos.

Há exceções para a nova política do McDonald’s. A empresa vai comprar frango de agricultores que “usarem de forma responsável” ionóforos, um antibiótico animal não utilizado no tratamento médico humano, disse Gross.

A política de redução do uso de antibióticos se aplica apenas a cerca de 14 mil restaurantes norte-americanos do McDonald. Atualmente, não afeta aproximadamente 22.000 restaurantes internacionais da empresa.

A ação do McDonald’s, que tem lutado para reconquistar os clientes e reforçar vendas nos Estados Unidos, está em sintonia com a demanda dos consumidores por alimentos feitos com ingredientes “limpos” e mais “naturais”.

Mas fica aquém de políticas semelhantes em cadeias menores, como Chipotle Mexican Grill CMG.N e Panera Bread PNRA.O, que proíbem a utilização de ionóforos.

A Tyson, maior processadora de carne dos EUA, disse à Reuters em comunicado que apoiou a decisão do McDonald’s e que as suas operações de frango têm reduzido o uso de antibióticos que são eficazes em seres humanos em mais de 84 por cento desde 2011. A empresa espera continuar reduções.

Uma investigação da Reuters no ano passado revelou que alguns dos maiores produtores de aves do país rotineiramente alimentam galinhas com um conjunto de antibióticos, e não apenas quando ocorre uma doença, como uma prática padrão na maior parte da vida das aves.

A Reuters também descobriu que doses baixas de antibióticos faziam parte da dieta padrão para alguns dos plantéis de Tyson, incluindo dois documentos internos da empresa que mostraram o uso de bacitracina. Apesar de a droga não ser classificada como clinicamente importantes pelo Food and Drug Administration, a bacitracina é comumente usada para prevenir infecções de pele humana.

A Tyson disse que não concordou com as conclusões da reportagem da Reuters, mas, desde então, tomou novas medidas para reduzir ou interromper o uso de antibióticos, incluindo em seus incubatórios de frango.

Fonte:  Reuters

em: http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN0M01XP20150304