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Brasil é o quarto país que mais consome açúcar

O Brasil é o quarto país que mais consome açúcar no mundo. Às vezes, o ingrediente não aparece na receita, mas pode estar lá. Os nomes diferentes confundem o consumidor. Fique atento e mantenha a saúde em dia.

Fonte: Jornalismo SBT

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OMS recomendou a criação do imposto do açúcar sobre refrigerantes e outras bebidas industrializadas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a criação do imposto do açúcar sobre refrigerantes e outras bebidas industrializadas. A medida é uma forma de combater a cárie, o diabetes e, principalmente, a obesidade.

FONTE: TV Brasil

 

Clique Ciência: como funciona o prazo de validade dos alimentos?

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O que determina em quanto tempo o alimento deve ser consumido com segurança, ou seja, antes de causar problema de saúde ou ter seu gosto ou textura alterados, são os chamados “testes de vida de prateleira”.

Este estudo, que é feito em laboratório e a partir de pequenas amostras do produto, avalia sob que condições e em quanto tempo ele se deteriorará. Os testes são feitos em um ambiente com temperatura e umidade controladas, e as amostras são checadas regularmente.

Os pesquisadores não levam em conta apenas se a quantidade de microrganismos presentes ao longo do tempo está dentro do limite estabelecido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Aspecto, aroma, sabor e cor também são analisados.

Geralmente, os laboratórios já têm uma ideia da validade de determinado alimento utilizando como base produtos semelhantes, como o de um concorrente. O que eles precisam fazer é checar, através desses testes, se a “previsão” é realmente verdadeira.

“Mas nem sempre isso acontece, porque o uso da matéria-prima pode causar grande variação no resultado”, explica Roger Barbosa, coordenador do curso de Engenharia de Alimentos da Unesp.

Durante os testes, os produtos não-refrigerados são submetidos à temperatura mais alta que a registrada na cidade mais quente em que eles serão vendidos, por exemplo. Isso ajuda o fabricante a ter uma ideia de como o seu produto se comportará em condições extremas.

“No caso de produtos refrigerados, o prazo será calculado tendo como base a exposição em uma prateleira de supermercado com uma temperatura já pré-determinada”, diz Barbosa.

E pode comer algo vencido?

A verdade é que os prazos de validade são determinados com uma certa margem de segurança. Isso significa que, se o resultado da análise de um produto der que o prazo é de três meses e 10 dias, por exemplo, a data passada para o consumidor será de três meses.

Então, isso significa que podemos comer alimentos vencido? Bom, os especialistas dizem que não.

Depois do prazo, não é mais possível garantir a integridade do alimento, mesmo que seja apenas um dia depois da data. Assim, não recomendamos o consumo. Roger Barbosa

E quando falamos de integridade, não significa apenas que ele fará mal. Em alguns casos, ele ainda mantém-se dentro dos limites permitidos de microrganismos, mas sua textura já não é a mesma.

Resumindo, a data de validade aponta em quanto tempo “determinado produto vai chegar aos seus limites de excelência de qualidade”, como diz o Conselho Nacional de Defesa de Recursos dos EUA.

fonte: Uol

 

Depois do fumo, a vez dos refrigerantes

Aumento dos índices de obesidade e novos estudos fazem aumentar pressão contra o consumo de bebidas açucaradas

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O sal não reina mais sozinho entre os inimigos servidos à mesa.

O refrigerante reforça seu nome na lista e há suspeitas de que seja mais nocivo do que parece.

Alguns pesquisadores chegam a comparar a batalha para reduzir o consumo de refrigerante às campanhas contra o cigarro.

O paralelo procede: foram anos desde os primeiros estudos que indicavam os danos à saúde causados pelo fumo até se admitir que o cigarro realmente causava doenças.

Movimento semelhante se dá contra as bebidas carregadas em açúcar e com zero nutrientes.

Não são poucas as pesquisas que indicam que refrigerantes são um mal ao alcance de todos.

Além de estar fortemente relacionado à obesidade, o consumo da bebida causa outros problemas fora os apontados pela balança.

Estudo realizado pela Friedman School of Nutrition, de Boston (EUA), mostra que quem bebe pelo menos uma lata de refrigerante por dia tem 56% mais chances de desenvolver doença hepática gordurosa do que quem não consome esse tipo de produto.

O resultado vale igualmente para pessoas magras.

Outra preocupação é em relação ao acúmulo de gordura visceral.

Pesquisa da Friedman School of Nutrition, de 2014, mostrou que pessoas que bebem pelo menos uma lata de refrigerante por dia têm 10% de gordura visceral a mais no corpo se comparadas às que não consomem o produto. Tal tipo de gordura é considerado pelos médicos mais perigoso que a subcutânea.

Estaria relacionada à chamada síndrome metabólica, que aumenta a necessidade do organismo produzir insulina e às chances de desenvolver doenças cardíacas e diabete.

Essa seria uma amostra de como o refrigerante prejudica a saúde.

Mesmo assim, a bebida açucarada permanece presente nas refeições de 23% da população, pelo menos cinco vezes na semana.

Nem mesmo as crianças menores de 2 anos escapam.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) , realizada no ano passado pelo IBGE, cerca de 30% dos menores de 2 anos tomam refrigerantes ou sucos artificiais.

“Acho um certo exagero comparar o consumo de refrigerantes ao do cigarro, quando se pensa nas doenças e mortes provocadas pelo tabagismo.

Entretanto, vejo alguma semelhança no hábito, um quase vício, que se observa tanto com o cigarro quanto com o refrigerantes. O sabor doce promove uma sensação de bem -estar para a grande maioria e as bebidas açucaradas são sinônimo dessa reação”, comenta a nutricionista Mônica Inez Jorge, da Universidade de São Paulo (USP).

Além dos problemas causados pelo excesso de açúcar, o refrigerante preocupa também porque induz a substituir alimentos menos calóricos ou nutricionalmente mais ricos.

“Por serem bebidas com alto teor de açúcar e sem nenhum outro nutriente importante, usa-se a expressão ‘calorias vazias’. Ou seja, oferece calorias sem fornecer outros nutrientes. É diferente de suco de fruta natural e sem adição de açúcar, que tem calorias, mas é rico em vitamina C”, ilustra Mônica.

fonte: Gazeta do Povo