Depois do fumo, a vez dos refrigerantes

Aumento dos índices de obesidade e novos estudos fazem aumentar pressão contra o consumo de bebidas açucaradas

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O sal não reina mais sozinho entre os inimigos servidos à mesa.

O refrigerante reforça seu nome na lista e há suspeitas de que seja mais nocivo do que parece.

Alguns pesquisadores chegam a comparar a batalha para reduzir o consumo de refrigerante às campanhas contra o cigarro.

O paralelo procede: foram anos desde os primeiros estudos que indicavam os danos à saúde causados pelo fumo até se admitir que o cigarro realmente causava doenças.

Movimento semelhante se dá contra as bebidas carregadas em açúcar e com zero nutrientes.

Não são poucas as pesquisas que indicam que refrigerantes são um mal ao alcance de todos.

Além de estar fortemente relacionado à obesidade, o consumo da bebida causa outros problemas fora os apontados pela balança.

Estudo realizado pela Friedman School of Nutrition, de Boston (EUA), mostra que quem bebe pelo menos uma lata de refrigerante por dia tem 56% mais chances de desenvolver doença hepática gordurosa do que quem não consome esse tipo de produto.

O resultado vale igualmente para pessoas magras.

Outra preocupação é em relação ao acúmulo de gordura visceral.

Pesquisa da Friedman School of Nutrition, de 2014, mostrou que pessoas que bebem pelo menos uma lata de refrigerante por dia têm 10% de gordura visceral a mais no corpo se comparadas às que não consomem o produto. Tal tipo de gordura é considerado pelos médicos mais perigoso que a subcutânea.

Estaria relacionada à chamada síndrome metabólica, que aumenta a necessidade do organismo produzir insulina e às chances de desenvolver doenças cardíacas e diabete.

Essa seria uma amostra de como o refrigerante prejudica a saúde.

Mesmo assim, a bebida açucarada permanece presente nas refeições de 23% da população, pelo menos cinco vezes na semana.

Nem mesmo as crianças menores de 2 anos escapam.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) , realizada no ano passado pelo IBGE, cerca de 30% dos menores de 2 anos tomam refrigerantes ou sucos artificiais.

“Acho um certo exagero comparar o consumo de refrigerantes ao do cigarro, quando se pensa nas doenças e mortes provocadas pelo tabagismo.

Entretanto, vejo alguma semelhança no hábito, um quase vício, que se observa tanto com o cigarro quanto com o refrigerantes. O sabor doce promove uma sensação de bem -estar para a grande maioria e as bebidas açucaradas são sinônimo dessa reação”, comenta a nutricionista Mônica Inez Jorge, da Universidade de São Paulo (USP).

Além dos problemas causados pelo excesso de açúcar, o refrigerante preocupa também porque induz a substituir alimentos menos calóricos ou nutricionalmente mais ricos.

“Por serem bebidas com alto teor de açúcar e sem nenhum outro nutriente importante, usa-se a expressão ‘calorias vazias’. Ou seja, oferece calorias sem fornecer outros nutrientes. É diferente de suco de fruta natural e sem adição de açúcar, que tem calorias, mas é rico em vitamina C”, ilustra Mônica.

fonte: Gazeta do Povo

 

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Publicado em 17 de setembro de 2016, em Nutrição. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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