Recall da Pomarola e Elefante envolve mais de 579 mil produtos

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O recall para recolher do mercado 3 lotes de extrato e molho de tomate das marcas Elefante e Pomarola abrange mais de meio milhão latas e sachês, segundo informou nesta sexta-feira (2) a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Cidadania (Senacon).

A Cargill Agrícola, dona das marcas, anunciou no final de agosto o início da campanha de chamamento, mas até então não tinha divulgado a quantidade de produtos envolvidos no recall devido a presença por lotes com pelo de roedor acima do limite máximo.

Segundo a Senacon, a documentação do recall protocolada no ministério abrange 334.704 produtos, produzidos em 18 de outubro de 2014 com numeração de lote 011810 e 244.464 produtos, fabricados entre 25 de fevereiro e 09 de março de 2016, com numeração de lote 030903 e 032502 – totalizando 579.168 produtos.

O recall dos lotes de extrato e molho de tomate acontece após 3 lotes terem tido a venda e distribuição proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) devido à existência de fragmentos de pelo de roedor acima do limite máximo de tolerância.

Os consumidores que tenham produtos desses lotes devem entrar em contato com a Cargill pelo telefone 0800 648 0808. “O Código de Defesa do Consumidor determina que o fornecedor repare ou troque o produto defeituoso a qualquer momento e de forma gratuita. Se houver dificuldade, a recomendação é procurar um dos órgãos de proteção e defesa do consumidor”, orienta a Senacon.

Confira os lotes atingidos pelo recall
O recall envolve os seguinte lotes:
– Lote L011810 do extrato de tomate, da marca Elefante, embalagem lata de 340 gramas, com validade 07/10/2016 (334.704 produtos)

– Lote L032502 do extrato de tomate, da marca Elefante, embalagem sachê de 190 gramas, com validade 18/08/2017, e lote 030903 do molho de tomate tradicional, da marca Pomarola, embalagem sachê de 340 gramas, com validade 31/08/2017 (244.464 produtos)

Riscos
Os limites para a presença de “matérias estranhas macroscópicas e microscópicas em alimentos e bebidas”, incluindo limites de tolerância para roedores e insetos, são definidos por resolução da Anvisa de 28 de março de 2014. Para fragmentos de pelos de roedor, o limite de tolerância estabelecido é de 1 em 100 g para produtos de tomate.

“Quanto aos riscos à saúde e à segurança dos consumidores, a Cargill informou ter detectado a possibilidade de ‘existência de fragmentos de pelo de roedor acima do limite máximo de tolerância’. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária informou que o fato é “indicativo de risco à saúde humana”, diz a Secacon.

Procurada pelo G1, a Cargill não informou a quantidade de produtos já recolhidos do mercado ou o número de consumidores que já entraram em contato com a empresa.

“A Cargill assegura que estes produtos não oferecem quaisquer riscos para a saúde dos consumidores e reitera o seu compromisso com o cumprimento de todas as normas de segurança dos alimentos e padrões de higiene”, reafirmou.

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Publicado em 10 de setembro de 2016, em Food Safety, Legislação e marcado como . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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