Falta de cuidado com o preparo dos alimentos pode matar até 2 milhões de pessoas por ano

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Detalhes que, muitas vezes, passam despercebidos na nossa própria cozinha podem ser foco de contaminação. “Um fio de cabelo em uma refeição tem infinitos micro-organismos”, alerta Tarsila Carvalho Gomide, coordenadora de segurança alimentar do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Minas Gerais (Senac-MG).

A correta manipulação dos alimentos e alguns hábitos de higiene reduzem consideravelmente o risco de contaminação e, segundo a especialista no assunto, seriam suficientes para reduzir o número de doenças de origem alimentar.

A OMS enumerou cinco regras para ajudar nessa tarefa: lavar bem os alimentos; conservá-los em temperaturas seguras, manter alimentos crus e cozidos separados, cozinhá-los bem e usar água potável e matérias-primas seguras.

Para lavar frutas, legumes e hortaliças, Tarsila ensina que não devemos usar detergente sob o risco de contaminar quimicamente o alimento. “A forma correta é lavar com água corrente, deixar de molho na água sanitária (na proporção de 1 colher para 1 litro) por cerca de 15 minutos e enxaguar. É importante verificar na embalagem da água sanitária se o produto pode ser utilizado para esse tipo de higienização”, alerta.

Sobre conservação, Tarsila destaca que os alimentos não devem ficar fora da geladeira por mais de 1h30 para evitar a multiplicação de bactérias. Eles devem ser colocados na geladeira semiabertos antes de esfriarem completamente.

Alimentos crus podem contaminar alimentos cozidos. “É preciso ter cuidado com o que chamamos de contaminação cruzada. Em um churrasco, por exemplo, tábuas e facas que manipulam alimentos crus devem ser separados ou lavados com água e sabão antes de serem usados nos cozidos”, afirma Tarsila.

A bucha de cozinha também é um ninho de proliferação de micro-organismos. O que muita gente não sabe é que ela deve ser trocada com muita frequência. “O ideal é fazer a troca uma vez por semana e guardá-la sempre seca”, disse.

VILÕES. Os dados divulgados pela OMS revelam que os agentes responsáveis pela maioria das mortes por contaminação alimentar são a bactéria salmonela (52 mil mortes), a bactéria E. coli (37 mil mortes) e o norovírus (35 mil mortes).

Além do cuidado com a manipulação dos alimentos, também é fundamental para a saúde escolher bem o que comer. Uma dieta balanceada é recomendada para uma vida saudável e livre de doenças.

O Guia Alimentar do Ministério da Saúde enumera algumas orientações práticas para a população. A primeira delas é fazer pelo menos três refeições diárias e dois lanches, reduzindo o consumo frequente de grande quantidade de sal, gordura, açúcar, doce, refrigerante, salgadinho, biscoito recheado e outros alimentos industrializados.

Outra recomendação é comer diariamente feijão com arroz, três porções de legumes, verduras e frutas, bem como três porções de leite e derivados. Carnes de aves, peixes e ovos devem ser consumidos em apenas uma porção, e as gorduras aparentes devem ser retiradas.

Muita gente não se lembra de beber água, mas tomar pelo menos dois litros por dia deve se tornar um hábito. A água desempenha papel-chave no funcionamento do organismo humano, facilitando o metabolismo celular, protegendo o cérebro e lubrificando as articulações do corpo.

O Ministério da Saúde também recomenda a prática de 30 minutos de exercícios físicos por dia.

fonte: O Tempo
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Publicado em 12 de abril de 2015, em Microbiologia e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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