Lacen rebate crítica sobre laudo em comida de jogadores do CRB

crb

 

O vice-presidente de Futebol do Clube de Regatas Brasil (CRB), Ednilton Lins, definiu como falho o laudo das amostras de comida que teriam sido servidas aos jogadores e integrantes da comissão técnica do time, que sofreram um surto de diarreia às vésperas de uma partida de futebol. O laudo realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas (Lacen), foi divulgado na quinta-feira (6) pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde.

“O exame foi realizado com restos de comida e não sabemos se foi a mesma comida servida ao time, ou se foi alguma do dia anterior. Além disso não foi feito exame em nenhum dos atletas que sofreu o surto. Há uma série de falhas no processo”, opina.

Ednilton Lins informou ainda que os representantes do time já entraram com uma queixa formal na Polícia Civil (PC) pedindo a apuração do caso.

“Pedimos a instalação de um inquérito policial para que as causas do surto sejam investigadas. Estamos esperando as informações da polícia para saber se vale a pena levar o caso adiante”, afirmou o vice-presidente.

HOTEL

A gerência do Radisson Hotel Maceió não quis se pronunciar sobre o resultado do exame feito pelo Lacen, que identificou a presença de coliformes fecais em dois dos alimentos entregues para avaliação depois de um surto de diarreia em alguns integrantes do CRB.

Por telefone, a gerência informou que não gostaria de falar sobre o assunto, já que o caso está em “outra instância” e sob investigação.

O técnico-fiscal da Vigilância Sanitária de Maceió, Alessandro Braga, disse em entrevista ao Jornal Tribuna Independente que não recebeu nenhuma informação sobre a suspeita de sabotagem apontada pela direção do CRB.

“O pessoal do CRB não nos procurou. Nós realizamos o trabalho técnico, recolhemos alimentos no hotel, mas nenhum caso de diarreia ou vômitos chegou até a Vigilância. Então, não podemos responder se haverá prosseguimento nas investigações sobre a suposta sabotagem”.

Para Alessandro, a falta de informações do clube dificulta a conclusão do estudo.

“Não podemos afirmar que a presença de coliformes fecais foi o bastante para causar o surto de diarreia e nem que a ausência de Salmonela não teria causado o problema”, explicou.

O técnico-fiscal afirma que para se fazer um estudo mais completo, é preciso entrevistar os pacientes e colher todas as informações necessárias.

Time sofreu surto de diarreia em outubro

Às vésperas da partida que valia acesso para a Série B em 2015, alguns integrantes do Clube de Regatas Brasil (CRB), tiveram um surto de diarreia.

O fato não impediu que o Galo vencesse o Madureira, do Rio de Janeiro, por 2 a 0 no dia 25 de outubro passado.

No dia do surto, o médico do clube, Orlando Baía, informou que 18 dos 19 jogadores que estavam concentrados apresentaram um quadro de diarreia e precisaram ser reidratados.

Metade precisou tomar soro via oral e o restante na veia. Eles ficaram um pouco fracos, mas não foi nada grave.

Dos jogadores concentrados, apenas Geovane não apresentou o problema.

A direção do time regatiano acusou o adversário de ter sabotado a comida servida aos jogadores e integrantes da comissão técnica do time alagoano, no Radisson Hotel Maceió.

Amostras dos alimentos foram então levadas para o Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas (Lacen) e o resultado do exame divulgado em nota pela Diretoria de Vigilância em Saúde.

A nota diz que foi identificada a presença de coliformes fecais em dois dos alimentos entregues para avaliação.

No entanto, o laudo foi negativo para Salmonela, que é o principal agente causador de surtos de origem alimentar.

A Diretoria de Vigilância em Saúde também informou na nota que o resultado do exame microbiológico dos alimentos consumidos pelos jogadores e comissão técnica do CRB foi liberado pelo Lacen na quinta-feira (6).

Informações passadas para a Vigilância Sanitária davam conta de que os atletas teriam consumido também outros alimentos fora do hotel.

Por conta dessas informações e o fato do time não ter procurado o órgão para que exames mais precisos fossem realizados, não foi possível uma avaliação mais precisa.

Lacen rebate crítica sobre resultado de laudo em comida de jogadores do CRB

Sobre a matéria ‘Laudo do Lacen apresenta falhas’, publicada na terça-feira (11) pelo Tribuna Independente, a diretora do Laboratório, Telma Pinheiro, rebateu a crítica do vice-presidente de futebol do CRB, Ednilton Lins. “Não temos nenhuma interferência na amostra que chega para ser examinada e nem trabalhamos com restos de comida. Fizemos a análise nos alimentos colhidos pela Vigilância Sanitária, que foram amostras de controle. São amostras lacradas pelos restaurantes para que sejam analisadas em caso de problemas como os que aconteceram com os jogadores”.

 

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Publicado em 19 de novembro de 2014, em Microbiologia e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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