Especialista recomenda evitar gema mole e frango mal passado na rua

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O bufê do restaurante a quilo está lindo, parece delicioso. Aí você vai lá, enche o prato, passa mal e vai parar no pronto-socorro. Às vezes acontece. O brasileiro está comendo mais fora de casa, e uma das consequências disso é o aumento no número de casos de intoxicação alimentar. Você não quer ser vítima, não é? Então, atenção para os cuidados que você deve tomar.

Tem gente que topa qualquer parada quando a fome aperta. Pastel de feira, yakissoba, cachorro quente. O problema é quando vem aquela dor de barriga. Larissa aprendeu uma lição depois de almoçar em um carrinho de rua.

Larissa Martins Floriano, estudante: Ele colocava os ingredientes na chapa e fazia o yakissoba lá na hora e colocava no pratinho e a gente comia. No dia seguinte, eu vomitei tanto. Eu fui no médico depois e ele falou que foi intoxicação alimentar. Uma coisa horrível
Fantástico: Agora, então, você tem o hábito de preparar sua marmita?
Larissa Martins Floriano: Isso.
Fantástico: Nunca mais você comeu em barraquinha na rua?
Larissa Martins Floriano: Na rua, não.

Uma pesquisa do Hospital do Coração, em São Paulo, mostra que o número de casos de intoxicação alimentar em 2013 foi mais que o dobro que o de 2009. O alerta vem de um dos autores da pesquisa.

“Às vezes, são quadros muito graves de desidratação, que são necessários tratamentos mais eficientes, como hidratação”, diz Daniel Magnoni, cardiologista coordenador da pesquisa.

Isso acontece porque muita gente não cozinha mais em casa. “O almoço, janta e café da manhã fora de casa aumentou muito nos últimos anos no Brasil. Alguns dados mostram em torno de 300%, 400%”, explica o cardiologista.

“Eu comi alguma coxinha e estava meio, acho que azeda”, conta um homem.

“Uma vez eu comi uma feijoada em um lugar que me fez mal”, diz uma mulher.

Cada vez mais, está virando um hábito dos brasileiros comer fora. E a gente sabe que tem muito mito e muita verdade quando se fala nos riscos de fazer isso. Por isso, o Fantástico usou três pratos, um verde, um amarelo e um vermelho, para sinalizar o que, normalmente, você pode comer sem problemas, o que você precisa tomar cuidado e o que você não pode comer de jeito nenhum.

A microbiologista Maria Tereza Destro ajudou o Fantástico. A primeira parada é a comida japonesa.

Fantástico: Verde, amarelo ou vermelho?
Maria Tereza Destro, microbiologista: Amarelo, dependendo do lugar onde você está. Aqui, por exemplo, ele está sobre uma mesa refrigerada. Então, o risco é muito baixo.

Fantástico: Que tipo de comida o senhor não pega?
Homem: Maionese, nunca.

“Se a maionese, o molho, for feito no próprio restaurante ou feito em casa, com ovo cru, existe um risco de salmonela. A maionese industrializada não tem risco porque ela é feita com ovo pasteurizado”, destaca a microbiologista.

Fantástico: Por via das dúvidas, vamos manter no amarelo.

Agora, as saladas.

“A salada, as folhas, desde que bem lavadas, o risco de parasitas e bactérias é muito baixo”, diz Maria Tereza Destro.

Então, vamos com a salada no nosso prato verde.

Você reparou que as travessas dos restaurantes por quilo são bem rasinhas?

“Quanto menor essa vasilha, ele tem que renovar com uma frequência maior. E isso garante a segurança para gente”, conta a microbiologista.

Fantástico: As pessoas contaminam o buffet com o comportamento delas?
Fausto Mansoreitch, gerente: Ontem mesmo tivemos uma senhora, que ela tossia, mas direto, em cima do buffet. E a gente levou até ela um guardanapo para ela colocar na boca.

“Realmente, é muito nojento, mas o risco é muito baixo. Porque o tempo de permanência dessa contaminação no alimento é pequena”, diz Maria Tereza Destro.

Fausto Mansoreitch: Temos caso de um senhorzinho com pente de cabelo, penteando o cabelo em cima do buffet. E nós somos obrigados a trocar as bandejas.
Fantástico: Alguém pegou uma colher e provou alguma coisa, tem que trocar a bandeja toda?
Fausto Mansoreitch: Temos que trocar.

O Fantástico pediu ao Ed Carlos para fazer um frango que ele não faz normalmente.

Maria Tereza Destro: Frango, nunca mal passado.
Fantástico: Por isso, ele está no nosso prato vermelho.
Maria Tereza Destro: A gema mole também é um não. É um prato vermelho.
Fantástico: Tem algum risco na carne de porco?
Maria Tereza Destro: Atualmente, não. A forma como estão sendo criados os animais agora é muito mais segura.

Quando a gente fala que brasileiro gosta de comer na rua, muitas vezes, é na rua mesmo.

Fantástico: Não tem nenhum medo de comer aqui?
Mulher: Não
Fantástico: Nunca passou mal?
Mulher: Não

“Se eu pedir, eu ver que tem alguma coisa errada, eu não como, eu dispenso”, conta uma mulher.

“A gente pode ver que aqui no purê, percebe-se que está quente. E também, no caso da salsicha, ela mantém fervendo. E isso é o ideal, tem que estar sempre assim”, explica a microbiologista.

Fantástico: E comer na feira? É seguro?
Maria Tereza Destro: O que pode ser problema? Por exemplo, o molhinho vinagrete, que muita gente gosta de colocar no pastel. Quando ele está todo porcionado, individual, não tem aquela história de várias pessoas mexerem no potinho.

Para acompanhar, um caldo de cana.

“Se a cana não for bem armazenada antes de ser usada e não for raspada e lavada, existe um risco sim de transmissão, principalmente, de doença de chagas”, ressalta a microbiologista.

Na dúvida faça como o Eliezer Narciso Carvalho.

“Tem que saber higiene tudo, certinho, se os produtos tão na validade. Se não pode acabar ocorrendo algo com a gente, produto vencido, essas coisas aí, intoxicação alimentar. Então, a gente tem que saber bem o que a gente está ingerindo”, conta Eliezer Narciso Carvalho, vendedor ambulante.

 

fonte: Fantastico

em: http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/09/especialista-recomenda-evitar-gema-mole-e-frango-mal-passado-na-rua.html

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Publicado em 23 de setembro de 2014, em Food Safety, Microbiologia e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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