Mais de 200 queixas contra alimentos são registradas em Uberaba em 2014

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Em Uberaba, a Vigilância Sanitária já recebeu 206 reclamações relacionadas a alimentos somente este ano. O número representa quase uma reclamação por dia. A importância de observar a data de validade antes de comprar qualquer produto alimentício costuma ser reconhecida pela maioria dos consumidores. Mas há situações, como a vivida pela artesã Lívia Maria, em Uberaba, em que a informação que consta no rótulo não é suficiente para garantir a qualidade do produto adquirido. A uberabense afirma que sempre compra mercadorias dentro do prazo de validade, mas que ainda assim foi surpreendida há cerca de um ano com um produto mofado.

“Fui fazer uma macarronada, peguei um molho de tomate, na hora que fui abrir, a lata estava nova, fez até aquele barulho do lacre, quando abri me deparei com o produto estragado, estava até preto, verde, não sei. Ai eu me assustei e fui olhar a data de validade e vi que ia vencer em 2015”, conta Lívia Maria Araújo.

Lívia procurou o Serviço de Atendimento ao Consumidor e, para reparar o erro, o fabricante enviou vários outros produtos.

Com a administradora Helen Neves a situação foi diferente. “Eu tive uma surpresa na hora que eu abri, ele tava branco, porque estava mofado. Na hora eu já peguei tudo e fui até o estabelecimento onde tinha comprado, mas infelizmente eles não troccaram porque eu não tinha mais a notinha”, diz Helen Neves.

O presidente da Associação dos Supermercadistas de Uberaba (Assuper) explica que, no caso de Helen, o supermercado não agiu errado, mas que também poderia ter dado outro atendimento.

“Dentro do Código é direito do supermercado pedir a nota fiscal para a troca de um produto, mas existe a relação de confiança. Nós sabemos que o cliente na maioria das vezes não vai reclamar de um produto que não comprou na loja. O supermercado é responsável por qualquer produto, mesmo sendo industrializado”, pontua Matusalém Alves, presidente da Assuper.

Mesmo sem ter conseguido trocar o produto no supermercado, Helen não reclama e diz que ficou aliviada porque a filha poderia ter tido uma intoxicaçao alimentar caso levasse o produto de lanche para escola.

Direitos
Se o consumidor adquirir um produto impróprio para consumo, a legislação garante que ele pode exigir de imediato a troca da mercadoria ou a devolução da quantia paga. São considerados impróprios os alimentos que estejam estragados, adulterados ou fora do prazo de validade.

“Primeiro ele precisa se dirigir ao departamento de Vigilância Sanitária e nós vamos ao estabelecimento onde ele comprou o produto fazer uma coleta de análise fiscal, isso quando duas ou mais pessoas  que ingeriram tiveram vômito, diarreia, foram  hospitalizadas, caracterizando intoxicação alimentar. A embalagem dos alimentos deve estar íntegra, senão não cabe denúncia”, explica a veterinária Patrícia Vanessa Vieira de Matos.

 

fonte: G1

 

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Publicado em 19 de setembro de 2014, em Food Safety, Legislação e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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