ASES realiza curso sobre processo de rastreamento de FLV

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A Associação Sergipana de Supermercados (ASES) realizou, no último dia 4 de setembro, em Itabaiana (SE), o Curso de Capacitação para Produtores Rurais e Distribuidores de Alimentos. O objetivo foi reunir comerciantes de frutas, legumes e verduras para instruir sobre o uso correto de insumos, as boas práticas agrícolas e o processo de rastreamento de alimentos dessa cadeia.

O evento teve como base o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos, o Rama, desenvolvido pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), e lançado pela ASES em janeiro de 2014, sendo Sergipe o terceiro estado a fazer parte do programa.

Dando as boas-vindas aos quase 60 participantes, o presidente da ASES, João Luiz Silva Oliveira, falou da importância em reunir produtores, supermercadistas e distribuidores para tratar do uso racional de agrotóxicos.

“Há um ano a imprensa noticiou que os supermercados estavam vendendo alimentos contaminados; usaram até o termo “envenenado”. Divulgando erroneamente para os consumidores a situação dos alimentos. O uso de agrotóxicos é permitido sim, mas existe um limite de uso. O que estava acontecendo era o uso incorreto desses insumos. Nós da ASES trabalhamos para trazer o programa de rastreamento para sanar esses erros”, disse.

O rastreamento de alimentos além de levar a informação da origem do produto para os consumidores garante também que as frutas, legumes e verduras, que possuem o código, estão permitidos para o consumo, conforme regulamentação da Vigilância Sanitária, visto que as análises feitas nesses alimentos passam por critério de retira do produto das gôndolas caso reincida o índice não permitido de agrotóxicos. “A realização desse curso é justamente para ajustar possíveis erros e apresentar para aqueles que ainda não conhecem como funciona o programa”, completou Oliveira.

Um dos principais fiscalizadores e reguladores do uso agrotóxicos em frutas, legumes e verduras é a Vigilância Sanitária, que em Sergipe é representada pela Divisão de Vigilância Sanitária, que tem como representante a gerente de alimentos, Rosana Barreto. Ela explica que depois do Rama os resultados insatisfatórios reduziram consideravelmente.

“Em 2013 tivermos 14 amostras com inconformidades, isso significa que ou o limite de agrotóxico estava acima do permitido ou o insumo aplicado não é permitido para a cultura determinada. Este ano apenas duas amostras apresentaram resultados com inconformidade”, revelou Rosana por meio de depoimento em vídeo durante o evento.

O curso começou com a apresentação de Luciano Tamiso, representante da Paripassu, empresa que gerencia o sistema do Rama, mostrando a situação do programa no estado. Segundo ele Sergipe tem oito redes que fazem o rastreamento, a 23 produtos analisados e 34 fornecedores cadastrados. “No nosso monitoramento temos mais inconformidades do que os resultados da Vigilância; isso é um bom sinal. Significa que estamos trabalhando a frente das fiscalizações, nos precavendo e sanando os erros antes de uma possível punição”, comenta Tamiso que também falou sobre as Tendências de Mercado de FLV.

“O consumo de frutas no Brasil aumenta de acordo com a renda podendo variar de 14,2 kg/hab/ano para as classes de renda de até R$800 até 59,2kg/hab/ano para rendas acima de R$ 6.225. O crescimento econômico do Brasil está contribuindo para o aumento do consumo de produtos frescos pela classe média. Em 2003 o país tinha 40,9 milhões de pessoas em situação de pobreza e em 2012 esse número caiu para 19,1 milhões”, explicou Luciano.

A fiscal federal Agropecuário e chefe de Divisão de Hortaliças do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Gisele Ventura Garcia, abordou a Produção Integrada de Frutas, Legumes e Verduras, mostrando como funciona a nível nacional a fiscalização e os selos de garantia dos produtos.

O ciclo de palestras foi finalizado pela Engenheira Agrônoma Maria Aparecida Nascimento com as instruções de Boas Práticas Agrícolas para aplicação de Agrotóxicos. “Esse é o tema muito importante para os produtores. Fazemos visitas em campo e percebemos que muitos sabem dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), mas ou não gostam de usar porque não sabem dos riscos ou usam incorretamente.”

A proposta da palestra de Aparecida foi ensinar o uso correto dos insumos por meio do receituário agronômico, a aplicação na lavoura, o descarte de resíduos e embalagens, a importância do EPI e as doenças e contaminações que podem ser causadas nos aplicadores devido ao uso incorreto dos equipamentos.

A segunda etapa do curso foi realizada na propriedade Hortaliças Vida Verde para demonstração do processo de entrada e saída de produtos, higienização, plantio e etiquetagem com código de rastreamento.

Esse foi o primeiro curso realizado pela ASES após a implantação do Rama no estado. A iniciativa se deu devido à demanda de esclarecer dúvidas sobre o programa e dar orientações de boas práticas agrícolas.

 

 

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Publicado em 9 de setembro de 2014, em Food Safety e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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