Produtores de leite devem se adequar aos novos limites da IN 62

Créditos: Famato
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Desde o dia 1º de julho de 2014, produtores de leite das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste devem reduzir a Contagem Bacteriana Total (CBT) para 300 mil unidades formadoras de colônia (UFC/ml) e baixar para 500 mil por mililitro (CS/ml) a Contagem de Células Somáticas (CCS). A determinação consta na Instrução Normativa 62, publicada em dezembro de 2011 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e que estabelece regras para os produtores seguirem para garantir a qualidade do leite dentro e fora da porteira.

A CBT mensura o grau de higiene durante a ordenha e a CCS monitora a incidência de mastite nos rebanhos, considerada a principal doença infectocontagiosa do gado leiteiro.

Os produtores têm até 2016 para se adequar a todos os parâmetros estabelecidos na IN 62. Será autorizada a quantidade máxima de 400 mil células somáticas por mililitro (CCS/ml) de leite. Antes da regulamentação da normativa, o permitido era 750 mil CCS/ml. No caso da Contagem Padrão em Placas, usada para monitorar a CBT, a mudança foi de 750 mil UFC/ml para 100 mil UFC/ml até o ano de 2016.

Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Leite de Mato Grosso (Aproleite), Alessandro Casado, esta alteração já estava prevista desde a publicação da IN 62, em 2011, que prevê a redução das contagens gradativamente até 2016. “Isso vai obrigar o produtor a melhorar as práticas de ordenha, higiene e controle de mastite”, explica Casado.

A Aproleite orienta que pequenos cuidados já contribuem para melhorar a higiene e a qualidade da ordenha. “Manter a higiene nos equipamentos de ordenha, lavar os utensílios com água quente, manter as mãos sempre limpas e secas, os baldes devem ter a cobertura lateral superior, manter os tetos das vacas limpos e secos e refrigerar o leite imediatamente após a ordenha já fazem grande diferença”, acrescenta Casado.

Alguns fatores externos também influenciam na qualidade do leite, como boas estradas e acesso à energia elétrica. Para o diretor de Relações Institucionais da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rogério Romanini, a cadeia do leite, assim como a dos grãos, exige boa logística para escoar o produto. “Os produtores têm capacidade de cumprir as exigências da IN 62, mas também precisam do apoio da indústria e do Governo para ter condições estruturais de armazenamento e transporte corretos do produto. Isso significa boas estradas e fornecimento de energia regular”, afirma Romanini.

FONTE

Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso

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Publicado em 21 de julho de 2014, em Legislação e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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