Pesticida DDT é associado a um risco maior de Alzheimer

 

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Um novo estudo mostrou que pessoas que foram expostas ao pesticida DDT parecem ter mais risco de ter mal de Alzheimer do que aquelas sem os traços do agrotóxico no sangue. A observação, porém, não prova que o DDT causa Alzheimer ou que pessoas expostas ao composto terão a doença degenerativa, segundo os autores.

Mas essa pode ser mais uma peça a se considerar no complexo quebra-cabeças do mal de Alzheimer, que tem outros componentes envolvidos, como genética e estilo de vida.

“É mais provável que estejamos olhando para interações complexas entre genética e fatores ambientais. O que descobrimos é só um ponto de partida”, disse Jason R. Richardson, autor do estudo e pesquisador da Rutgers Robert Wood Johnson Medical School.

O DDT foi banido nos EUA na década de 70, mas ainda é usado em alguns países. No Brasil, o uso do DDT foi proibido em 2009. A OMS (Organização Mundial da Saúde) defende que o pesticida seja usado para erradicar a malária em algumas circunstâncias, já que o agrotóxico elimina o mosquito transmissor da doença.

Em um estudo anterior, esse mesmo grupo de cientistas encontrou níveis de DDE (um produto da degradação do DDT) mais altos no sangue de pessoas com Alzheimer.

Agora, eles compararam amostras de sangue de 86 pessoas com a doença e 79 saudáveis.

Em média, os níveis de DDE eram quatro vezes mais altos em quem tinha Alzheimer do que no outro grupo. O DDE foi detectado, em qualquer nível, em 80% das pessoas com demência e em 70% dos indivíduos saudáveis, de acordo com o estudo publicado no “Jama Neurology”.

Os pesquisadores agora querem replicar o estudo em um grupo maior de pessoas e em outras populações além da americana.

Em um editorial que acompanha o estudo, pesquisadores afirmam que as conclusões devem ser consideradas preliminares até que haja confirmações da relação entre DDT e Alzheimer em outras populações. Por isso, ainda não é possível afirmar que o DDT é um marcador para analisar quem tem maior risco de ter Alzheimer.

fonte: uol

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Publicado em 4 de fevereiro de 2014, em Agrotóxicos e marcado como . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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