Tropomiosina: cinco questões sobre a alergia à camarão

A alergia ao crustáceo ocorre pela proteína Tropomiosina e alérgicos devem ficar atentos até mesmo à panela vizinha a do preparo do seu alimento

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O alérgico nunca mais poderá comer camarão?

Não. O tratamento indicado é evitar qualquer tipo de crustáceo. Faça os testes de alergia na pele e por exame de sangue para comprová-la. A alergia é confirmada também pela repetição de reações. Se ocorrer de vez em quando, pode ter sido causada por alimentos deteriorados ou por outra toxina que libera a histamina, substância desprendida nas reações alérgicas.

Comer o camarão em molhos ou outros alimentos desenvolve alergia?

As reações à proteína vêm sob qualquer forma que o camarão seja preparado. Pode haver até mesmo contaminação cruzada, caso o óleo em que o alimento do alérgico seja frito tenha sido usado antes para o preparo de camarão ou se as panelas estiverem próximas. Dependendo do grau de alergia, aproximar-se da fritura do camarão desencadeia reações, visto que a proteína mistura ao vapor e dispersa no ar.

Quais os principais sintomas?

As reações começam com inchaço nos olhos, coceira na língua, na garganta, grosseirão pela pele e podem evoluir até mesmo para a anafilaxia ou o óbito. No entanto, são raros os choques anafiláticos logo na primeira ingestão de camarão.

Dá para tomar o anti-histamínico antes de comer o fruto do mar?

Os anti-histamínicos e corticoides são indicados apenas para controlar os sintomas da alergia. Em casos mais graves, de anafilaxia, são necessárias doses de adrenalina. Tomar remédios antes não impede que ocorram reações, e isso não é aconselhado pelos especialistas.

Se tiver alergia ao camarão, terei alergia a peixe também?

As proteínas dos crustáceos são diferentes das dos peixes e, geralmente quem tem alergia a um não precisa ficar longe do outro. Apresentar as duas alergias é algo raro.  Porém, 90% dos casos  de alergia ao camarão abrangem outros frutos do mar como a lagosta, o siri e o caranguejo.

“A alergia a frutos do mar, amendoim e castanha pode começar tardiamente, diferentemente da reação ao leite, ovo, soja e trigo, que aparece na infância. Surge na adolescência e na idade adulta, mesmo após a pessoa ter comido camarão a vida toda. A chance que a alergia descoberta nesta fase desapareça anos depois é mínima.” Renata Rodrigues Cocco, especialista em alergia alimentar

 

Fontes: Renata Cocco, especialista em alergia alimentar e pesquisadora do Departamento de Pediatria da Unifesp; Elizabeth Mourão, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia, regional do Paraná.

em: http://www.jornaldelondrina.com.br/saude/conteudo.phtml?tl=1&id=1434072&tit=Cinco-questoes-sobre-a-alergia-a-camarão

 

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Publicado em 25 de dezembro de 2013, em Alergênicos e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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