A campanha do colesterol é o maior escândalo médico do nosso tempo

Margarina

A frase é chocante, mas a história não é de hoje.

Por décadas a nutrição e a medicina promoveram as gorduras vegetais em detrimento das gorduras animais (ovos, manteiga, leite etc.), para recentemente recuarem da decisão anterior.

Houve até cientista que pediu perdão pelo erro histórico que levou milhares de norte americanos aos problemas cardiovasculares e morte, conforme matéria que li há alguns anos.

O herói (gordura vegetal hidrogenada) era, na verdade, vilão; apesar de ter sido promovida pelos órgãos de saúde e pela mídia, por décadas.

Mas, o que está por traz disto?

 

Uffe Ranskov é um pesquisador dinamarquês que está colocando mais tempero nessa história. Vejamos alguns trechos de sua entrevista que encontrei no bloco “saúde & nutrição” da revista ACTIVA:

 

“Como começou o seu interesse no colesterol?

Quando a campanha anti-colesterol começou na Suécia, em 1989, fiquei surpreendido porque nunca tinha visto indicações na literatura médica que mostrassem que o colesterol elevado ou as gorduras saturadas fossem prejudiciais.

Como sabia pouco do assunto comecei a ler de forma sistemática e rapidamente percebi que o rei ia nu.

 

Quase todas as pesquisas nesta área são pagas pelas farmacêuticas e pela indústria das margarinas.

 

É também um fato triste que muitos pesquisadores que mostraram que o colesterol elevado não é mau, não o percebam eles próprios.

Por exemplo, dois grupos de investigação norte-americanos mostraram recentemente que o colesterol de doentes que deram entrada no hospital com ataque cardíaco estava abaixo do normal.

Concluíram que era preciso baixar o colesterol ainda mais.

Um dos grupos fez isso mesmo.

Três anos depois tinha morrido o dobro dos pacientes a quem tinham baixado o colesterol, comparativamente aqueles em que o colesterol foi deixado na mesma.

 

Se o colesterol não tem influência na doença coronária como se explica que haja tantos estudos a mostrar efeitos positivos das estatinas em pessoas com historial de doenças coronárias?

 

A razão prende-se com o facto das estatinas terem outros efeitos, anti inflamatórios, além de baixarem o colesterol. O seu pequeno benefício só foi demonstrado em pessoas jovens e homens de meia- idade que já tiveram um ataque cardíaco.

Nenhum ensaio de estatinas foi capaz de prolongar a vida às mulheres ou pessoas saudáveis cujo único ‘problema’ é terem o colesterol alto.

E há mais de 20 estudos que demonstram que pessoas mais velhas com colesterol vivem mais tempo.

 

– Há quem não desvalorize completamente o papel do colesterol, nomeadamente o LDL, mas enfatize a importância do tamanho das partículas.

 

O investigador norte-americano Ronald Krauss descobriu que o LDL existe em vários tamanhos e que um número elevado de partículas pequenas e com maior densidade está associado a um maior risco de ataque cardíaco, enquanto que um numero alto de partículas de LDL grandes está associado a um risco menor.

Também demonstraram que ao comer gordura saturada o número de partículas pequenas no sangue descia e que o número das grandes subia.

Isto não significa que as partículas pequenas sejam a causa dos ataques cardíacos. Haver uma relação não implica que seja de causa efeito.

O que estes estudos demonstraram foi que comer gorduras saturadas não causa doenças coronárias.

De qualquer forma, uma análise do colesterol diz pouco.

O nível de colesterol depende de muitas coisas.

O stresse pode aumentar o nível de colesterol em 30% a 40% em meia hora.

 

Diz ainda que as gorduras saturadas não são um problema mas sim a comida processada, com gorduras hidrogenadas, e o açúcar…

 

Sim, o triste é que até os autores do mais recente relatório da OMS/FAO admitiram que a gordura saturada é inocente e apesar disso continuam com as recomendações de dietas com baixos teor de gordura e altos teores de hidratos de carbono.

O relatório diz ‘As provas disponíveis de ensaios controlados não permitem fazer um juízo sobre efeitos substantivos da gordura na dieta no risco de doença cardiovascular’.

Na Suécia, milhares de diabéticos obesos puderam deixar a medicação para a diabetes evitando os hidratos de carbono e comendo alimentos ricos em gordura saturada.

 

O que recomenda às pessoas relativamente à toma de estatinas?

 

Não usem estatinas!

O seu benefício é mínimo e o risco de efeitos adversos é muito mais alto do que o que as farmacêuticas dizem.

Vários investigadores independentes mostraram que há problemas musculares em25 a 50% das pessoas, especialmente nos mais velhos.

Pelo menos 4% ficam com diabetes e parece haver também ligação a perdas de memória ou Alzheimer.

Os problemas de fígado também são um risco.

A campanha do colesterol é simplesmente o maior escândalo médico do nosso tempo.”

FSB: interessante artigo para reflexão sobre margarinas,  colesterol e indústria farmacêutica…

fonte: http://www.alagoastempo.com.br/blogs/roberto-amaral

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Publicado em 2 de dezembro de 2013, em Legislação, Nutrição e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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