Europeus se inspiram em escândalos alimentares

 

A maior desconfiança dos europeus ocidentais em relação aos  alimentos e plantas geneticamente modificados, em comparação  com a atitude mais tranquila dos  americanos, se deve a vários motivos interrelacionados.
Mas é provável que recentes escândalos alimentares, como a  “doença da vaca louca”, tenham  tido papel mais relevante em criar  uma falta de confiança nas autoridades desses países.

Essa é uma das conclusões de  um inédito estudo comparativo  sobre a atitude em relação aos  transgênicos da população dos  EUA e de 17 países europeus  -União Européia, mais Noruega  e Suíça-, publicado na edição de  hoje da revista “Science”.

Surpreendentemente, a pesquisa revelou que o ligeiramente  maior conhecimento de ciência  da população européia, e mesmo  um maior número de reportagens favoráveis a esses alimentos  na imprensa do continente, não  tiveram grande influência na atitude.

O estudo foi feito por George  Gaskell, da London School of  Economics, e mais três colegas.

Uma amostragem de mil pessoas de cada país europeu recebeu questionários em outubro de  96. Nos EUA, a pesquisa foi feita  em 97.

Os entrevistados foram questionados sobre vários aspectos da  engenharia genética -como testes genéticos, remédios e plantas  geneticamente modificados.

O maior contraste nas respostas  foi em relação aos alimentos  transgênicos: 30% dos europeus  eram contra.

Os europeus tinham mais confiança em organismos internacionais -como a Organização Mundial da Saúde- do que em instituições do seu próprio país, quando se trata de confiança na regulação de transgênicos.

Já os americanos tinham um alto grau de confiança nos órgãos  regulamentadores de seu governo, como a FDA (agência que regulamenta drogas e alimentos),  que teve 84% de aprovação.

Apesar de o conhecimento geral  de ciência dos europeus ser maior  que o dos americanos (com a exceção de 4 dos 17 países), eles demonstraram ter um grau elevado  de ignorância em relação aos alimentos transgênicos.
Por exemplo, acreditando que  “apenas os transgênicos contém  genes”, quando os genes são as  unidades do código hereditário  de todos os seres vivos

Os resultados da pesquisa com  jornais, afirmam os autores, não  confirmam a idéia de que as percepções do público refletem o  conteúdo da cobertura de imprensa. Ocorreu o contrário: apesar de, em 96, a cobertura da imprensa européia ser mais favorável aos transgênicos, a opinião  pública era mais contrária.

“Em vez disso, nossa evidência  apóia a hipótese de que maiores  quantidades de cobertura da imprensa de controvérsias tecnológicas estão associadas a percepções negativas do público”, escreveram Gaskell e colegas no estudo  publicado.

fonte: Folha de São Paulo

em:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe16079902.htm

 

Anúncios

Publicado em 16 de julho de 2009, em Food Safety. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: