Clique Ciência: como funciona o prazo de validade dos alimentos?

homem-olha-data-de-validade-do-alimento-1355326469394_615x300

O que determina em quanto tempo o alimento deve ser consumido com segurança, ou seja, antes de causar problema de saúde ou ter seu gosto ou textura alterados, são os chamados “testes de vida de prateleira”.

Este estudo, que é feito em laboratório e a partir de pequenas amostras do produto, avalia sob que condições e em quanto tempo ele se deteriorará. Os testes são feitos em um ambiente com temperatura e umidade controladas, e as amostras são checadas regularmente.

Os pesquisadores não levam em conta apenas se a quantidade de microrganismos presentes ao longo do tempo está dentro do limite estabelecido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Aspecto, aroma, sabor e cor também são analisados.

Geralmente, os laboratórios já têm uma ideia da validade de determinado alimento utilizando como base produtos semelhantes, como o de um concorrente. O que eles precisam fazer é checar, através desses testes, se a “previsão” é realmente verdadeira.

“Mas nem sempre isso acontece, porque o uso da matéria-prima pode causar grande variação no resultado”, explica Roger Barbosa, coordenador do curso de Engenharia de Alimentos da Unesp.

Durante os testes, os produtos não-refrigerados são submetidos à temperatura mais alta que a registrada na cidade mais quente em que eles serão vendidos, por exemplo. Isso ajuda o fabricante a ter uma ideia de como o seu produto se comportará em condições extremas.

“No caso de produtos refrigerados, o prazo será calculado tendo como base a exposição em uma prateleira de supermercado com uma temperatura já pré-determinada”, diz Barbosa.

E pode comer algo vencido?

A verdade é que os prazos de validade são determinados com uma certa margem de segurança. Isso significa que, se o resultado da análise de um produto der que o prazo é de três meses e 10 dias, por exemplo, a data passada para o consumidor será de três meses.

Então, isso significa que podemos comer alimentos vencido? Bom, os especialistas dizem que não.

Depois do prazo, não é mais possível garantir a integridade do alimento, mesmo que seja apenas um dia depois da data. Assim, não recomendamos o consumo. Roger Barbosa

E quando falamos de integridade, não significa apenas que ele fará mal. Em alguns casos, ele ainda mantém-se dentro dos limites permitidos de microrganismos, mas sua textura já não é a mesma.

Resumindo, a data de validade aponta em quanto tempo “determinado produto vai chegar aos seus limites de excelência de qualidade”, como diz o Conselho Nacional de Defesa de Recursos dos EUA.

fonte: Uol

 

Depois do fumo, a vez dos refrigerantes

Aumento dos índices de obesidade e novos estudos fazem aumentar pressão contra o consumo de bebidas açucaradas

8017380

O sal não reina mais sozinho entre os inimigos servidos à mesa.

O refrigerante reforça seu nome na lista e há suspeitas de que seja mais nocivo do que parece.

Alguns pesquisadores chegam a comparar a batalha para reduzir o consumo de refrigerante às campanhas contra o cigarro.

O paralelo procede: foram anos desde os primeiros estudos que indicavam os danos à saúde causados pelo fumo até se admitir que o cigarro realmente causava doenças.

Movimento semelhante se dá contra as bebidas carregadas em açúcar e com zero nutrientes.

Não são poucas as pesquisas que indicam que refrigerantes são um mal ao alcance de todos.

Além de estar fortemente relacionado à obesidade, o consumo da bebida causa outros problemas fora os apontados pela balança.

Estudo realizado pela Friedman School of Nutrition, de Boston (EUA), mostra que quem bebe pelo menos uma lata de refrigerante por dia tem 56% mais chances de desenvolver doença hepática gordurosa do que quem não consome esse tipo de produto.

O resultado vale igualmente para pessoas magras.

Outra preocupação é em relação ao acúmulo de gordura visceral.

Pesquisa da Friedman School of Nutrition, de 2014, mostrou que pessoas que bebem pelo menos uma lata de refrigerante por dia têm 10% de gordura visceral a mais no corpo se comparadas às que não consomem o produto. Tal tipo de gordura é considerado pelos médicos mais perigoso que a subcutânea.

Estaria relacionada à chamada síndrome metabólica, que aumenta a necessidade do organismo produzir insulina e às chances de desenvolver doenças cardíacas e diabete.

Essa seria uma amostra de como o refrigerante prejudica a saúde.

Mesmo assim, a bebida açucarada permanece presente nas refeições de 23% da população, pelo menos cinco vezes na semana.

Nem mesmo as crianças menores de 2 anos escapam.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) , realizada no ano passado pelo IBGE, cerca de 30% dos menores de 2 anos tomam refrigerantes ou sucos artificiais.

“Acho um certo exagero comparar o consumo de refrigerantes ao do cigarro, quando se pensa nas doenças e mortes provocadas pelo tabagismo.

Entretanto, vejo alguma semelhança no hábito, um quase vício, que se observa tanto com o cigarro quanto com o refrigerantes. O sabor doce promove uma sensação de bem -estar para a grande maioria e as bebidas açucaradas são sinônimo dessa reação”, comenta a nutricionista Mônica Inez Jorge, da Universidade de São Paulo (USP).

Além dos problemas causados pelo excesso de açúcar, o refrigerante preocupa também porque induz a substituir alimentos menos calóricos ou nutricionalmente mais ricos.

“Por serem bebidas com alto teor de açúcar e sem nenhum outro nutriente importante, usa-se a expressão ‘calorias vazias’. Ou seja, oferece calorias sem fornecer outros nutrientes. É diferente de suco de fruta natural e sem adição de açúcar, que tem calorias, mas é rico em vitamina C”, ilustra Mônica.

fonte: Gazeta do Povo

 

Nova York é primeira cidade dos EUA a alertar sobre alimentos muito salgados

sal1

Nova York reforçou nesta quarta-feira a luta contra o excesso de sal nas comidas ao aprovar uma legislação que obriga as redes de restaurantes a informar em seus cardápios quais alimentos são particularmente salgados, prejudiciais à saúde.

É a primeira cidade norte-americana a tomar uma medida do tipo, votada de forma unânime pelos responsáveis municipais da área de saúde.

Os pratos que tiverem mais de 2,3 gramas de sódio – superior à quantidade diária recomendada – deverão aparecer assinalados nos cardápios com um saleiro preto e branco.

O sal é a principal fonte de sódio e seu consumo em excesso está associado à hipertensão e a um risco mais elevado de doenças cardiovasculares e acidentes vasculares no cérebro, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo o organismo, a maioria das pessoas consume sal em excesso, de 9 a 12 gramas por dia em média – duas vezes mais do que o aporte diário recomendado (5 gramas de sal, 2 gramas de sódio).

Os alimentos processados são particularmente ricos em sal.

Esta nova regulamentação “deveria ajudar a melhorar ainda mais a saúde global dos nova-iorquinos”, declarou a prefeitura da cidade.

“Com um simples gráfico no cardápio e uma informação para alertar os clientes sobre os pratos com muito sódio, os nova-iorquinos terão finalmente acesso a uma informação que fode afetar sua saúde”, agregou.

Recall da Pomarola e Elefante envolve mais de 579 mil produtos

recall

O recall para recolher do mercado 3 lotes de extrato e molho de tomate das marcas Elefante e Pomarola abrange mais de meio milhão latas e sachês, segundo informou nesta sexta-feira (2) a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Cidadania (Senacon).

A Cargill Agrícola, dona das marcas, anunciou no final de agosto o início da campanha de chamamento, mas até então não tinha divulgado a quantidade de produtos envolvidos no recall devido a presença por lotes com pelo de roedor acima do limite máximo.

Segundo a Senacon, a documentação do recall protocolada no ministério abrange 334.704 produtos, produzidos em 18 de outubro de 2014 com numeração de lote 011810 e 244.464 produtos, fabricados entre 25 de fevereiro e 09 de março de 2016, com numeração de lote 030903 e 032502 – totalizando 579.168 produtos.

O recall dos lotes de extrato e molho de tomate acontece após 3 lotes terem tido a venda e distribuição proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) devido à existência de fragmentos de pelo de roedor acima do limite máximo de tolerância.

Os consumidores que tenham produtos desses lotes devem entrar em contato com a Cargill pelo telefone 0800 648 0808. “O Código de Defesa do Consumidor determina que o fornecedor repare ou troque o produto defeituoso a qualquer momento e de forma gratuita. Se houver dificuldade, a recomendação é procurar um dos órgãos de proteção e defesa do consumidor”, orienta a Senacon.

Confira os lotes atingidos pelo recall
O recall envolve os seguinte lotes:
– Lote L011810 do extrato de tomate, da marca Elefante, embalagem lata de 340 gramas, com validade 07/10/2016 (334.704 produtos)

– Lote L032502 do extrato de tomate, da marca Elefante, embalagem sachê de 190 gramas, com validade 18/08/2017, e lote 030903 do molho de tomate tradicional, da marca Pomarola, embalagem sachê de 340 gramas, com validade 31/08/2017 (244.464 produtos)

Riscos
Os limites para a presença de “matérias estranhas macroscópicas e microscópicas em alimentos e bebidas”, incluindo limites de tolerância para roedores e insetos, são definidos por resolução da Anvisa de 28 de março de 2014. Para fragmentos de pelos de roedor, o limite de tolerância estabelecido é de 1 em 100 g para produtos de tomate.

“Quanto aos riscos à saúde e à segurança dos consumidores, a Cargill informou ter detectado a possibilidade de ‘existência de fragmentos de pelo de roedor acima do limite máximo de tolerância’. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária informou que o fato é “indicativo de risco à saúde humana”, diz a Secacon.

Procurada pelo G1, a Cargill não informou a quantidade de produtos já recolhidos do mercado ou o número de consumidores que já entraram em contato com a empresa.

“A Cargill assegura que estes produtos não oferecem quaisquer riscos para a saúde dos consumidores e reitera o seu compromisso com o cumprimento de todas as normas de segurança dos alimentos e padrões de higiene”, reafirmou.