Norovírus: o vírus estomacal que dá prejuízo de US$ 64 bilhões ao ano no mundo

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O norovírus, um vírus estomacal comum, altamente contagioso e que pode levar à morte, causa prejuízos estimados em cerca de 64 bilhões de dólares por ano no mundo, segundo uma pesquisa realizada na Universidade de Johns Hopkins do estado americano de Maryland.

De acordo com o estudo, publicado nesta terça-feira na revista científica PLOS ONE, os custos estão associados principalmente à redução da produtividade.

“Em geral, só se ouve falar do norovírus quando as pessoas ficam doentes em cruzeiros ou em restaurantes, mas ele está por toda parte”, disse a autora do estudo Sarah Bartsch.

“Não importa a sua idade, se você está em um país rico ou em um país pobre, nem se já pegou o norovírus antes. Você pode se contagiar de novo, e é realmente desagradável”, afirmou a pesquisadora.

Os sintomas incluem náusea, diarreia e vômitos. Não há vacina para prevenir o contágio, nem remédios para o tratamento.

O norovírus infecta quase 700 milhões pessoas e mata cerca de 219.000 por ano em todo o mundo, gerando gastos de saúde no valor de 4,2 bilhões de dólares e prejuízos sociais e econômicos de cerca de 60,3 bilhões de dólares, segundo o estudo.

Estima-se que o rotavírus, que também causa diarreia e é perigoso principalmente para os bebês, custava ao mundo dois bilhões de dólares anualmente antes do desenvolvimento da vacina que previne seu contágio.

“Os gastos associados ao norovírus são altos – maiores dos que os de muitas doenças, incluindo o rotavírus, que recebe muito mais atenção”, disse outro autor do estudo, Bruce Lee, professor-adjunto no departamento de saúde internacional da Universidade de Johns Hopkins.

“Nosso estudo traz um argumento econômico para que se preste mais atenção ao norovírus. Ele passou despercebido por tempo demais”, diz o pesquisador.

Para prevenir a propagação do norovírus, deve-se lavar as mãos regularmente e evitar o contato com pessoas infectadas.

Fonte: Gazeta do Povo

 

Contaminação de peixes do Rio Doce é 140 vezes maior que limite

Estudo feito na região atingida pela lama mostra alto teor de metais.
Camarão também é afetado por metais tóxicos, segundo estudo.

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A contaminação por metais de alguns peixes do Rio Doce ultrapassa os limites permitidos por legislação em até 140 vezes.

Este, por exemplo, é o nível de arsênio encontrado no peixe roncador, quando o máximo tolerado seria 1.

É o que aponta o primeiro laudo produzido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) sobre pescados e mariscos da região.

O jornal A Gazeta teve acesso ao relatório com exclusividade.

O documento foi apresentado à direção de vários órgãos públicos – como Iema, Tamar, Ibama e o próprio ICMBio – e a pesquisadores em seminário realizado entre os dias 15 e 16 de março. Mas ainda não foi divulgado à população por nenhum deles.

O laudo faz parte de um conjunto de estudos que vem sendo desenvolvidos no Rio Doce  após o desastre ambiental causado pelo rompimento de uma barragem da Samarco, na cidade mineira de Mariana.

São executados por professores de várias universidades e vários órgãos públicos ligados a área ambiental.

Há expectativa de que o relatório dos pescados e outros sejam divulgados esta semana pelo Ministério do Meio Ambiente.

 

ICMBio
Em nota, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) esclarece que “não divulgou nenhum relatório, mesmo que parcial, acerca do levantamento sobre a biodiversidade marinha, realizado no litoral do Espírito Santo e da Bahia e nas unidades de conservação federais sobre sua administração – Rebio Comboios, APA Costa das Algas, REVIS de Santa Cruz e Parque Nacional Marinho de Abrolhos – em janeiro deste ano.

O relatório final consolidado, elaborado em parceria com as universidades que participaram das atividades científicas na região, será divulgado no dia 17 de abril”.

Excessos
As conclusões do documento não deixam dúvidas: “Há contaminação da água com metais acima dos limites permitidos pela Resolução 357, do Conama”.

E mais: “Há contaminação de pescados (peixes e camarões) acima dos limites permitidos pela Resolução 42, da Anvisa”.

Diz ainda que a contaminação atingiu as unidades de conservação e de preservação ambiental no entorno da região: o Arquipélago de Abrolhos, a Costa das Algas e o Refúgio de Vida Silvestre de Santa Cruz.

Em todas elas houve pontos de coleta de amostras para o estudo, assim como na Foz do   Rio Doce – Norte e Sul – e na região de Barra Nova.

Além do arsênio, o roncador citado no início da matéria também está contaminado por cádmio (12 vezes acima do limite) e chumbo (5 vezes a mais do que o permitido).

Não é diferente com o camarão: chega a ter 88 vezes o limite de arsênio (que é de 1) – mas foram encontradas espécies superando o limite em 115 vezes -, além de 5 vezes mais cádmio e 5 vezes mais chumbo do que a legislação estabelece.

O peroá também supera os limites de arsênio em 34 vezes e tem quase 3 vezes mais cádmio do que o permitido. É acompanhado de perto pelo linguado, que ultrapassa os limites de arsênio em 43 vezes, 9 vezes o de cádmio e 6 vezes o de chumbo.

Também é complicada a situação da água na região.

Os resultados apontam contaminação por chumbo total quase 10 vezes superior ao limite do Conama (que é de 10).

Também foi superado em 9 vezes o nível de cobre dissolvido (que é 5) e duas vezes o de cádmio total (5).

 

Pesquisadores no navio do ICMBio no Espírito Santo (Foto: ICMBio/ Divulgação)
Pesquisadores no navio do ICMBio no Espírito
Santo (Foto: ICMBio/ Divulgação)

 

Reações
Segundo João Carlos Thomé, o Joca, coordenador do Tamar e representante do ICMBio junto às universidades e demais órgãos, o estudo a que A Gazeta teve acesso foi desenvolvido pelo professor Adalto Bianchini, da Universidade Federal do Rio Grande (UFRG).
É uma prévia, diz Thomé, de um relatório que trará mais detalhes sobre a situação.

“O Bianchini possui o melhor laboratório de ecotoxicologia do país e ficou encarregado de analisar a situação dos pescados e mariscos da região”, explicou.

Joca observa que é exatamente pelos dados levantados pelo estudo que a pesca está proibida na Foz do Rio Doce entre Barra do Riacho, Aracruz, até Degredo/Ipiranguinha, em Linhares.

A decisão partiu da Justiça Federal, no final do mês passado, por tempo indeterminado.

Os poucos detalhes já divulgados são considerados extremamente preocupantes, como destaca o consultor ambiental Marco Bravo.

“É uma contaminação muito grave, por metais que vão se acumulando no organismo destas espécies e que não são eliminados. E vão comprometer a saúde. É um risco para a comunidade. Não há dúvidas”, diz.

Além da saúde, destaca Bravo, também a economia da região será afetada por tempo indeterminado.

O estudo também aponta níveis de contaminação altos na área de Barra Nova, onde é forte o sistema pesqueiro.

Engenheiro do Incaper de Colatina, no Espírito Santo, mostra o minério que fica nas margens do Rio Doce (Foto: Viviane Machado/ G1)
Engenheiro do Incaper de Colatina, no Espírito Santo, mostra o minério que fica nas margens do Rio Doce em 23/02/2016 (Foto: Viviane Machado/ G1)

 

Cadeia alimentar comprometida
Outro ponto do estudo diz respeito à cadeia alimentar.

A conclusão é de que houve “acumulação significativa de metais tóxicos na base da cadeia trófica (nos chamados zooplânctons).”

De acordo com o consultor ambiental Marco Bravo, a base da cadeia alimentar (trófica) são os fitoplânctons (as algas).

Depois vem os zooplânctons, que se alimentam das algas e servem de alimentos para peixes, que são alimentos de outros maiores.

E assim sucessivamente até chegar ao homem.

Quando há contaminação na base da cadeia alimentar, explica Bravo, todos acabam sendo contaminados.

“E o problema é maior à medida que a cadeia cresce. É onde se come mais seres contaminados”, detalha.

O estudo utilizou como parâmetro o zooplâncton porque ele foi encontrado em todos os pontos de coleta e com um volume significativo de acumulação de metais.

Também foi identificado um nível alto de contaminação nos corais da região.

A professora Sigrid Costa Valbon Freire, que leciona Ecologia e Análise na Faculdade Pio XII, explica que ocorre na região a chamada bioacumulação.

“Algumas substâncias tóxicas que não são metabolizadas acabam se acumulando no organismos dos seres”.

O problema, explica ela, é que os metais tóxicos atingem vias metabólicas de nosso corpo e reagem alterando reações químicas, nos causando problemas.

“Os metais tóxicos induzem a produção de radicais livres, que prejudicam as nossas células e complicam a nossa saúde”, diz, lembrando que em excesso eles podem causar várias doenças, inclusive câncer.

Uma outra expedição foi realizada na região com o navio Vital de Oliveira, da Marinha do Brasil. A pesquisa foi concluída e entregue em janeiro, mas o governo do Espírito Santo não divulgou o resultado.

Samarco diz que água é monitorada
A Samarco informou em nota que ainda não teve acesso ao laudo do ICMBio e reitera que desenvolve ações de monitoramento da qualidade da água ao longo do Rio Doce.

O monitoramento diário é feito em 118 pontos.

Já foram feitas cerca de 500 mil análises.

Segundo a empresa, a água também é monitorada na foz e no oceano.

Os laudos são enviados às autoridades ambientais competentes.

De maneira geral, há melhoria nos níveis de turbidez da água.

A empresa afirma que análises recentes mostram que a presença de metais pesados está dentro dos padrões da legislação.

Cabe ressaltar que o rejeito é composto, basicamente, de sílica e óxido de ferro, material inerte e não perigoso. Estudos preliminares feitos com o pescado mostram que sua qualidade não se alterou.

Carne clandestina: um perigo para o consumidor

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Saber a procedência dos produtos que são consumidos evita danos à saúde.

A carne merece atenção especial.

É importante observar se o produto foi inspecionado e se traz a garantia de qualidade.

Além de intoxicações alimentares, ingerir o alimento não fiscalizado pode ser a porta de entrada para doenças transmitidas dos animais aos homens, as chamadas zoonoses.

 

Para minimizar os efeitos negativos,  o fiscal federal agropecuário Adriano Guahyba afirma que o ideal é comprar a carne embalada e refrigerada, além de verificar se os rótulos do produto apresentam o selo do Serviço de Inspeção  Federal (SIF),  dos municípios (SIM) ou Estados (SIE).

“Essa é a melhor forma de garantir a qualidade do produto. Muitas vezes, pelo preço, os consumidores optam por comprar em locais que não oferecem a garantia de segurança”, ressalta Guahyba.

Caso não se comprove a origem e o registro da carne, ou outros produtos de origem animal, o consumidor deve denunciar ao Ministério da Agricultura, para que seja feita a verificação da origem e qualidade do produto oferecido.

 

Segundo o fiscal, um dos problemas mais comuns ao consumir a carne sem os devidos cuidados é a toxinfecção alimentar, infecção adquirida por meio do consumo de alimentos contaminados por bactérias ou toxinas que pode levar o consumidor à morte.

Guahyba também cita a teníase como outro risco resultante das más condições sanitárias.

“A doença, causada por parasitas, geralmente é transmitida pelo consumo de carne contaminada com cisticercos (larvas do verme). Quando mal cozida ou assada, pode causar sérios riscos ao organismo, entre eles problemas nervosos e cegueira”, destaca.

 

Mas não são somente esses problemas que o consumidor pode apresentar ao ingerir o alimento sem a devida inspeção.

Os produtos obtidos a partir do abate clandestino podem ser também vetores das doenças transmitidas dos animais aos homens, como a tuberculose e brucelose.

“A contaminação das carnes só poderá ser identificada – e os produtos, descartados –, mediante a inspeção de médico veterinário capacitado. Os abates clandestinos são efetuados em locais impróprios, sem estrutura adequada e sem higiene. Há riscos de contaminação ambiental, propagação de vetores transmissores de doenças e prejuízo à saúde publica”, ressalta o fiscal.

 

Todos os estabelecimentos registrados no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), vinculado ao Ministério da Agricultura,  dispõem de fiscal federal agropecuário, no caso, médico veterinário,  para realizar a inspeção e a fiscalização do cumprimento das exigências sanitárias.

 

Nos estabelecimentos de abate, a presença diária desses profissionais é obrigatória para a identificação de possíveis doenças, a destinação das peças que possam estar comprometidas e a supervisão geral dos procedimentos nos abatedouros.

“O animal é submetido a uma série de análises e exames, antes e após o abate, para garantir ao consumidor final um produto de qualidade. São as denominadas inspeções ante mortem e post mortem”, explica Guahyba.

Atualmente, o Serviço de Inspeção Federal (SIF) tem atuação em mais de 4 mil estabelecimentos brasileiros.

 

Terceirização

O serviço de inspeção de produtos de origem animal, hoje, é realizado por profissionais do setor público (União, Estados e municípios).

Porém, Projeto de Lei que está na Câmara dos Deputados prevê  o credenciamento, em Estados e municípios, de empresas prestadoras de serviços de medicina veterinária para fazer esse trabalho.

“A medida colocará em xeque a segurança alimentar da família brasileira, a partir do momento em que um fiscal terceirizado atestará a qualidade de um produto para o consumo, principalmente, porque os rendimentos desse trabalhador poderão ser provenientes do fabricante desse mesmo produto”, alerta o presidente do Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), Maurício Porto.

 

Além disso, Estados e municípios, por meio de empresas prestadoras de serviços de medicina veterinária, passariam a ter adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção (Sisbi) e, dessa forma, teriam a mesma credibilidade do Sistema de Inspeção Federal (SIF) para fins de comercialização interna (dentro do Brasil).

Ou seja, produtos inspecionados em um Estado ou município por veterinários terceirizados (pagos pelas próprias fiscalizadas) poderão ser vendidos em todo o País sem a participação direta de profissionais do setor público (municipal ou estadual).

A inspeção federal  executada pelos fiscais federais agropecuários continuaria a ser feita apenas para exportações.

“O sindicato tem se esforçado para o fortalecimento do serviço de inspeção oficial, no intuito de garantir a qualidade do alimento não só para os países que importam nossas mercadorias, mas também para o cidadão brasileiro.

Estamos na luta para que esse PL não seja aprovado”, afirma Porto.

 

Sobre os fiscais federais agropecuários

O Sindicato Nacional dos Fiscais Agropecuários (Anffa Sindical) é a entidade representativa dos integrantes da carreira de fiscal federal Agropecuário.

Os profissionais são engenheiros agrônomos, farmacêuticos, químicos, médicos veterinários e zootecnistas que exercem suas funções para garantir qualidade de vida, saúde e segurança alimentar às famílias brasileiras. A

tualmente existem 2,7 mil fiscais na ativa que atuam nas áreas de fiscalização nos portos, aeroportos, postos de fronteira, campos brasileiros, laboratórios, programas agropecuários, empresas agropecuárias e agroindustriais, relações internacionais e nas cidades fiscalizando produtos vegetais, comércio de fertilizantes, corretivos, sementes e mudas.

 

fonte: http://www.cenariomt.com.br/noticia/515007/carne-clandestina-um-perigo-para-o-consumidor.html

Fiscais federais identificam fraude em pescados à venda em supermercados do país

Operação Semana Santa

Das 149 amostras coletadas, 22 duas eram de espécies diferentes das declaradas no rótulo

Entre os peixes mais fraudados, está o bacalhau do Porto, que estava sendo substituído pelo do Pacífico ou pela polaca do Alasca – espécies que valem menos do que o produto legítimo.

Outro exemplo são as pescadas branca e amarela, substituídas por outros tipos mais baratos.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) também identificou que estavam sendo comercializados os peixes abrótea e Maria Luíza, em vez de pescadinha.

O fiscal agropecuário Rodrigo Mabilia cita o caso do filé de linguado, que custa cerca de R$ 30 o quilo, um peixe caro que pode ser substituído pelo panga, vendido pela metade do preço.

O resultado da Operação Semana Santa foi divulgado nesta quarta-feira (23) pela Divisão de Inspeção de Pescado e Derivados do Mapa.

Em relação à fiscalização do ano passado, houve uma queda no percentual de peixes fraudados.

Enquanto este ano o índice foi de 15%, em 2015 chegou a 23%. “Isso é o resultado da fiscalização”, avalia o fiscal agropecuário Paulo Humberto Araújo, coordenador do trabalho.

Setenta e seis por cento das 149 amostras eram de produtos nacionais, e 24%, importados.

Elas foram analisadas na unidade do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) em Goiânia, pertencente ao Ministério da Agricultura. Lá, os técnicos fizeram a identificação das espécies pelo DNA.

As 149 amostras de peixes foram coletadas, no dia 16 do mês passado, por fiscais federais agropecuários e agentes de inspeção em supermercados do Rio de Janeiro, Paraná, de São Paulo, do Ceará, Pará, Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Distrito Federal.

O alvo eram produtos congelados ou salgados, importados, com SIF (Selo de Inspeção Federal) ou selo estadual vinculado ao Sisbi (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal ou Vegetal).

Foram coletados produtos de corte (filés, postas, pedaços), os mais utilizados nesse tipo de fraude.

Três empresas da China e 13 nacionais (quatro com sede no Pará, duas em Pernambuco, três em Santa Catarina, uma em São Paulo, uma no Paraná e uma no Rio de Janeiro) tinham pelo menos uma amostra de peixe diferente da declarada no rótulo.

Segundo Paulo Humberto Araújo, as empresas chinesas vão entrar em um regime de alerta de importação.

Os próximos dez carregamentos que chegarem ao Brasil ficarão retidos aguardando análise laboratorial antes de serem liberados para distribuição em território brasileiro.

Já as empresas brasileiras serão atuadas e vão sofrer uma medida cautelar, que consiste em condicionar a expedição de produtos para o comércio mediante comprovação de que elas atendem aos requisitos legais.

As câmaras de expedição das empresas serão lacradas pela fiscalização, de modo que os produtos em estoque e produzidos após a instalação da medida cautelar só possam ser expedidos depois uma avaliação oficial de cada lote, comparando-se com os documentos de rastreabilidade desde a matéria-prima até o produto final.

As empresas envolvidas na fraude somente poderão retornar ao sistema regular de inspeção depois de comprovar que implantaram todas as medidas corretivas para garantir a rastreabilidade do produto na cadeia produtiva.

Elas poderão receber multa de até R$ 15 mil.

Segundo Paulo Humberto, a multa não é a punição mais rigorosa.

“O mais importante são as medidas de controle que o ministério impõe às empresas fraudadoras, porque elas sofrem uma espécie de intervenção e podem ter a imagem comprometida”, destaca o fiscal.

Os supermercados não sofrem punições, porque as responsáveis pela produção, garantia de qualidade e informação nos rótulos sobre a espécie são as indústrias de pescados.

Fonte: MAPA
Assessoria de comunicação social – Ministério da Agricultura