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Heinz promete melhorar controle sobre fornecedores na China

Companhia fez anúncio para tentar conter potencial dano à sua reputação na China, onde consumidores são muito sensíveis à segurança alimentar após vários casos

 

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Xangai/Pequim – A fabricante norte-americana de alimentos H.J. Heinz disse nesta terça-feira que vai apertar o controle sobre fornecedores de ingredientes na China, após ter sido forçada a retirar das prateleiras alguns produtos infantis no país devido a níveis excessivos de chumbo.

A companhia, conhecida globalmente por seu ketchup, fez o anúncio para tentar conter o potencial dano à sua reputação em um país onde consumidores são bastante sensíveis à segurança alimentar após uma série de casos.

A Heinz disse à Reuters nesta segunda-feira que havia retirado de circulação quatro remessas de um cereal infantil após um regulador de alimentos no leste da China ter descoberto níveis do metal tóxico acima dos padrões regulamentares.

Problemas nas cadeias de fornecimento na China têm sido acompanhados de perto, após a Yum Brands , controladora da rede de restaurantes KFC, o Wal-Mart e o McDonald’sterem enfrentado questões de segurança alimentar junto a fornecedores.

Consumidores na China são especialmente sensíveis a produtos para bebês, após um caso de leite em pó contaminado com melamina, um químico industrial, ter levado à morte ao menos seis crianças em 2008.

“Eu acredito que a Heinz enfrenta bastante problema agora, porque os pais não vão perdoar quaisquer problemas de qualidade em produtos alimentícios infantis”, disse Shaun Rein, diretor do China Market Research Group, em Xangai.

A Heinz vai traçar sistemas mais rigorosos para regular fornecedores de ingredientes e melhorar a rastreabilidade e medidas de controle de segurança alimentar junto à sua cadeia de fornecedores, disse a companhia norte-americana em uma publicação em seu blog oficial Sina Weibo, nesta terça-feira.

Produtos afetados foram selados e seriam destruídos sob a orientação do regulador, acrescentou a companhia.

Um representante da Administração de Alimentos e Medicamentos na província de Zhejiang não quis dar detalhes sobre os níveis de chumbo encontrados no cereal da Heinz, mas disse que divulgaria mais informações nos próximos dias.

O nível padrão para produtos infantis deve ficar abaixo de 0,2 miligramas por quilo, de acordo com um relatório do governo datado de 2010.

A Heinz disse que o recall foi uma medida de precaução, e acrescentou que o alto nível de chumbo foi causado “acidentalmente” por um fornecedor.

A agência reguladora disse que o problema afetou 1.472 caixas de cereal na província.  Especialistas dizem que o chumbo é particularmente perigoso a crianças, inibindo o desenvolvimento intelectual e físico.

Pode causar problemas de concentração, alterações de comportamento e até mesmo a morte, quando ingerido em grandes quantidades.

fonte: Exame

em: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/heinz-promete-melhorar-controle-sobre-fornecedores-na-china

 

Heinz recolhe produtos infantis com chumbo na China

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Pequim – A norte-americana H.J. Heinz, famosa pelo ketchup de mesmo nome, está recolhendo quatro lotes de fórmulas de nutrição infantil na China, onde os reguladores encontraram níveis elevados de chumbo nos alimentos.

Uma porta-voz da companhia confirmou o caso, que ocorreu na sexta-feira, mas não deu mais detalhes.

Em nota, a Heinz pediu desculpas pelo ocorrido e ressaltou que não há problemas com outros produtos por ela comercializados.

“Diversos testes confirmaram que nenhum outro alimento para bebês foi afetado”, disse a companhia.

Fonte: Dow Jones Newswires.

em: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/heinz-recolhe-produtos-infantis-com-de-chumbo-na-china

 

Como evitar e eliminar metais tóxicos do corpo – Parte 1

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O que está errado quando as pessoas se alimentam de forma saudável, mas continuam a sofrer de problemas de saúde significativos? Por que tantas pessoas tentam comer gordura boa, mas descobrem que não podem digeri-las?

Qual é a razão para o estresse digestivo, apesar de tomar probióticos de alta qualidade e consumir sopa e alimentos cultivados? Por que alguns bebês ficam doentes mesmo quando os pais se alimentam de uma dieta nutritiva anterior à concepção e durante a gravidez e a lactação?

A resposta pode ser: metais tóxicos. Embora possamos honrar nosso templo corpóreo com alimentos nutritivos, não podemos realizar nosso potencial completo enquanto continuarmos usando sem eficiência depósitos de lixo para mercúrio, alumínio, cádmio, arsênico, chumbo e níquel.

Até mesmo os “metais preciosos”, como ouro, prata e platina, podem criar problemas. Quando os misturamos bem com uma dose de cloro e flúor, encontrados em abundância nos reservatórios de água municipais, não é nenhuma surpresa que tantos de nós fiquemos doentes e cansados.

Ao longo das últimas décadas, profissionais da saúde também começaram a ver mais e mais pessoas “brilhando no escuro” por causa do desperdício de armas nucleares. Suspeita-se que uso de armas do chamado “urânio empobrecido” em conflitos armados contribuiu para a Síndrome da Guerra do Golfo, uma série de problemas de saúde associados à Guerra do Golfo, assim como à Guerra do Iraque e outros conflitos.

Os estabelecimentos médicos atualmente reconhecem apenas toxicidade por metal aguda, o tipo que leva à dor, a sintomas repentinos e severos, incluindo câimbra, náusea, vômito, suor, dores de cabeça, dificuldade respiratória, convulsões e deficiência cognitiva, motora e da fala.

Com a toxicidade por metal aguda, os efeitos gerados pelo consumo, pela inalação, pelo contato com a pele ou por outras exposições são claros. As toxicidades agudas ocorrem mais frequentemente em locais de trabalho onde os trabalhadores são expostos a substâncias prejudiciais à saúde, embora acidentes ocorram na porta de casa também.

Pesticidas, herbicidas e fertilizantes químicos utilizados em casas e escolas, por exemplo, são algumas das razões comuns pelas quais pessoas anteriormente saudáveis juntam-se à classificação das quimicamente sensíveis e ambientalmente doentes.

Em 1986, o Congresso americano estabeleceu a Agência para Substâncias Tóxicas e Registro de Doenças (ATSDR) do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, a fim de lidar com os efeitos das substâncias ambientais nocivas à saúde humana.

Em cooperação com a Agência Americana de Proteção Ambiental, a ATSDR anualmente compila listas de prioridade de substâncias nocivas. Entre as 275 substâncias na lista de 2007, o arsênico é o número um, o chumbo vem em segundo, o mercúrio em terceiro e o cádmio em sétimo. Desses quatro terríveis, o mercúrio é o mais estudado, mas todos os quatro têm efeitos adversos similares no corpo.

Na próxima semana: Parte 2 sobre os efeitos da exposição crônica a toxinas

Kaayla T. Daniel, Ph.D., CCN, é licenciada como nutricionista clínica e escreve sobre saúde
Galen D. Knight, Ph.D. é bioquímico e escreve sobre saúde

fonte: Epoch Times

em: http://www.epochtimes.com.br/como-evitar-eliminar-metais-toxicos-corpo-parte-1/#.U2KhUPldUlJ

Os vilões para a saúde do consumidor

  • Produtos de origem animal são os que apresentam maior risco
  • Falhas em produção, transporte, armazenamento e manuseio podem levar a contaminação

 
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RIO – Os produtos de origem animal, principalmente as carnes, são os mais suscetíveis a problemas que podem afetar a saúde do consumidor.

Esses alimentos são mais perecíveis e propensos ao desenvolvimento de bactérias.

Já os de origem vegetal — que também podem ser vetores de agentes letais — geralmente carregam micotoxinas que são menos perigosas para a saúde humana.

E os problemas podem ter origem na produção, mas também no transporte, no armazenamento e no manuseio no ponto de venda, explicam os especialistas.

“Doença de bicho pode pegar em gente.

Doença de planta não.”

A afirmação é de Ricardo Cavalcante, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Ministério da Agricultura (Mapa), que acrescenta que os produtos de origem vegetal oferecem muito menos riscos do que os de procedência animal.

— Os produtos de origem vegetal têm uma acidez muito maior do que os de procedência animal, inativando uma série de patógenos.

Uma das funções do Mapa é monitorar micotoxinas — substâncias produzidas por fungos — que fazem mal à saúde e podem até matar.

Se acender a luz amarela, já tiramos o produto do mercado — afirma Cavalcante, destacando que 99% dos problemas de ingestão humana são por descaminho, ou seja, causados propositalmente.

No caso das bebidas, explica Cavalcante, as polpas de frutas são as mais propensas a problemas.

Já as alcoólicas são menos problemáticas, uma vez que o etanol já é um sanitizante.

As destiladas, por sua parte, podem conter resíduo de cobre, o que faz mal ao organismo.

— Conhecemos os riscos de cada produto, avaliamos cada um deles e distribuímos nossos esforços de fiscalização e controle com isso em mente — afirma o diretor do Dipov, alertando que as empresas clandestinas devem ser denunciadas para que possam ser fechadas. — A tributação sobre s bebidas alcoólicas, por exemplo, é muito alta e, por isso, há muitas clandestinidade.

As ações acontecem também com o auxílio da Receita Federal e de órgãos de saúde.

O doutor em gestão da qualidade e mestre em ciência e tecnologia de alimentos André Bonnet afirma que não há produto estéril.

A exceção é o leite longa vida, o UHT, devido ao processo industrial pelo qual passa, mas mesmo ele, ressalta Bonnet, não está livre de uma contaminação ou fraude, como se viu recentemente no Rio Grande do Sul:

— O que é preciso é estabelecer pontos de controle na indústria, seja ela grande ou pequena, com limpeza de equipamentos e utensílios.

Não adianta adotar uma série de práticas e colocar um produto num tanque contaminado.

Além disso, há outras potencias fontes de contaminação, como microfuros nas embalagens, que não são perceptíveis ao olho humano, mas que permitem o desenvolvimento de fungos ou bactérias.

Bonnet, que também é pesquisador da Embrapa e coordena o MBA em Gestão da Qualidade e Segurança dos Alimentos da Universidade Veiga de Almeida, a fiscalização tem o importante papel de mostrar ao consumidor que uma determinada empresa está conforme os padrões de qualidade.

— A evidência é muito importante para o consumidor. E se algo der errado, se houver um problema, o atendimento ao consumidor é muito importante.

O registro do cliente também é crucial para que uma empresa possa cobrar ou rastrear sua rede de distribuidores.

Quem não registra seus problemas não está ajudando nem as empresas nem a si mesmo, gerando um círculo vicioso.

A responsabilidade é de todos. O consumidor também tem que ser um fiscal.

Os produtos prontos e semiprontos também estão muito sujeitos a contaminações.

Para avaliar e controlar tal risco, o Mapa está implementando, desde 2009, um modelo utilizado internacionalmente que tem o objetivo de gerar estatísticas que permitam controlar com mais segurança os focos de risco.

— No caso das carnes e produtos prontos e semiprontos, como embutidos e frios, buscamos bactérias, identificamos os riscos para o consumidor e verificamos como a empresa age para garantir a segurança e qualidade do que comercializa.

Isso permite avaliar o desempenho de cada uma.

Nas salsichas, identificamos a prevalência da bactéria listeria e começamos a gerenciar este elemento — explica Ari Crispim, coordenador de Programas Especiais do Mapa.

E já há dados que permitem ações para a imposição de procedimentos que garantam a qualidade. Segundo Crispim, fatiados vendidos já embalados, por exemplo, são mais propensos à contaminação do que os produto comercializados em peças inteiras. Por isso, eles têm que ser mais controlados e fiscalizados:

— Queremos reduzir a exposição dos consumidores a perigos veiculados pelos alimentos.

A atenção maior, num primeiro momento, foi sobre os produtos prontos para o consumo, pois levam o perigo diretamente à mesa do brasileiro.

Os próximos produtos a entrarem no modelo de gerenciamento de risco, ainda este ano, são as carnes bovina, suína e de aves. Em até quatro anos rastrearemos 40 famílias de produtos.

Esse sistema de monitoração e avaliação de risco dos produtos, afirma Crispim, pode gerar critérios de valorização com base nas características e garantias de qualidade. E isso poderá nortear as escolhas do consumidor na hora de fazer uma compra.

Produtos no fundo das geladeiras dos mercados são mais seguros

A doutora em alimentos e nutrição e professora da Unisantos Elizabete Lourenço da Costa lembra que o problema num produto pode ser provocado por armazenamento inadequado e que o varejo tem responsabilidade nesses casos.

— As falhas também estão nos varejistas. As geladeiras de frios e iogurtes, por exemplo, são abertas e, assim, não conseguem manter a temperatura do alimento.

Neste caso, a dica é pegar os produtos que estão no fundo pois mantêm a temperatura mais perto da ideal — diz Elizabete.

Os produtos perecíveis, por exemplo, devem ser adquiridos no fim da compra para reduzir a exposição à temperatura inadequada e evitar sua deterioração devido a má conservação.

Como falha não intencional, mas que gera defeitos nos produtos que chegam ao consumidor, Bonnet cita o pão de forma produzido em uma padaria de bairro.

O pão sempre mofava.

A causa era simples: a área de refrigeração era inadequada, pois havia excesso de condensação de água no local, gerando o bolor.

Bastou mudar o espaço, colocando por exemplo um exaustor, para que o problema acabasse.

— Muitas vezes, os problemas e defeitos nos alimentos chegam até nós por falta de informação do produtor. Não por má-fé —acredita o especialista, que ensina um macete.

— E o consumidor deve sempre guardar pães quentes em embalagens abertas, de forma a evitar o aumento da umidade no interior da embalagem que pode levar ao crescimento de microrganismos

Embalagens amassadas ou enferrujadas, de maneira geral, não devem ser adquiridas, pois tais danos aumentam o risco de contaminação por microrganismo, diz Bonnet.

E ao observar indício de contaminação de um produto, ele não deve ser consumido.

Quanto às frutas e hortaliças, o especialista destaca a importância de serem higienizadas antes do consumo, para retirara o acumulo de microrganismo que podem ser levados ao prato e também contaminar à cozinha.
fonte: O Globo
em : http://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/os-viloes-para-saude-do-consumidor-8611895#ixzz2y6bSO24k

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