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Análise da PUC-Rio revela excesso de mercúrio em peixe

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RIO – Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditar um lote de cação da marca Frescatto no início do mês, por presença de mercúrio acima do permitido, o que pode trazer riscos à saúde, O GLOBO levou à Central Analítica do Departamento de Química da PUC-Rio dez tipos de peixes congelados e três marcas de atum enlatado para teste.

Na medição, o mesmo tipo de peixe, mas de outra marca, o Cação Azul posta congelada, da Qualitá, apresentou 20% de mercúrio acima do limite de segurança estabelecido pela Anvisa e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 1 mg/kg para espécies predadoras como essa.

Todos os demais peixes avaliados (atum, bacalhau, dourado, linguado, merluza, polaca, salmão, tilápia, truta e o crustáceo camarão) apresentaram quantidade de mercúrio dentro da faixa considerada segura, que vai até 0,5 mg/kg.

De acordo com o diretor do departamento de química da universidade e coordenador do teste, o químico José Marcus Godoy, o resultado ficou dentro do esperado, tendo em vista que o mercúrio está presente em maior quantidade nos peixes do topo da cadeia alimentar, como o cação, que é carnívoro e um dos maiores predadores do mar.

— Os peixes acumulam o mercúrio presente em todos os outros dos quais se alimentam, assim como o das algas.

Por isso, a presença em maior índice no cação do que nos demais tipos testados, que estão em posição inferior na cadeia alimentar— diz.

Os limites de concentração de mercúrio em peixes sugeridos pela Anvisa e pela OMS só fazem sentido se associados à taxa de consumo. O índice de 0,5mg/kg , por exemplo, é calculado para a ingestão de até 400 gramas de peixe por semana por um adulto que pese cerca de 60kg.

Os resultados identificados pela avaliação da PUC-Rio, diz Godoy, são bastante próximos ao do monitoramento de mercúrio em peixes vendidos no mercado americano, que é feito há duas décadas pela Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador dos EUA equivalente à Anvisa.

Para realizar a medição do mercúrio, foram retirados três pedaços de 0,5g de cada peixe. Essas pequenas partes foram cozidas em banho-maria em uma mistura ácida por meia hora. Dissolvido, o peixe em solução foi submetido a uma técnica chamada vapor frio, na qual um gás de arraste leva o mercúrio a uma área de medição.

De acordo com Fernando Barbosa Junior, toxicologista da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, no geral, o resultado do teste feito no Rio não traz preocupações para a saúde dos consumidores.

— Apesar de o mercúrio estar presente nos peixes em sua forma mais tóxica, uma intoxicação só ocorre se a pessoa tiver dieta à base de cação contaminado, comendo o alimento de quatro a sete vezes por semana, em quantidade próxima a meio quilo por refeição ou se ingerir, numa única refeição, perto de 1kg do peixe contaminado — explica o toxicologista, que há dez anos realiza pesquisas na região amazônica sobre exposição da população a peixes contaminados com mercúrio.

RISCO MAIOR EM PEIXES CAPTURADOS NA COSTA

Populações ribeirinhas ou que vivem em áreas contaminadas, como as próximas a minas de extração de carvão, são mais suscetíveis aos efeitos nocivos do elemento químico.

O mercúrio afeta o sistema nervoso humano, causando problemas na visão e audição, na articulação das palavras, tremores e cansaço, explica Barbosa Junior.

Nos EUA, as autoridades de saúde recomendam que grávidas evitem comer cação, pois haveria transferência do metal para o feto, com possíveis danos irreversíveis à formação do sistema nervoso central do bebê.

— Peixes capturados perto da costa tendem a apresentar maior índice de mercúrio, pois as atividades industriais se concentram nas baías. Decerto, se pegássemos peixes na Baía da Guanabara para testar, os índices de mercúrio seriam maiores do que nos capturados em outros locais — diz Godoy.

O Grupo Pão de Açúcar, responsável pela posta de cação Qualitá, contestou o resultado.

Segundo a empresa, análise feita no peixe, em 1° de agosto, “demonstrou teor de mercúrio de 0,426 mg/kg, em conformidade com a legislação”.

A empresa informou que faz análises periódicas de monitoramento em laboratórios certificados por órgãos federais.

Segundo o Ministério da Pesca, a média de consumo de peixe mais do que dobrou em uma década, para 14,5 kg por habitante em 2013. A OMS recomenda a ingestão de, ao menos, 12 kg por habitante/ano.

Não há dados sobre consumo específico de cação e, além dele, a pescada branca e o tucunaré, típicos da Bacia Amazônica, são os peixes com maior risco de chegarem contaminados à mesa. Segundo o especialista da PUC-Rio, não há processo industrial capaz de eliminar o metal:

— O ideal seria a indústria pesqueira realizar testes nos peixes antes de colocá-los no mercado e eliminar os que contenham excesso de mercúrio.

O Ministério da Pesca informou ainda, sem revelar números, que cerca da metade do peixe consumido no Brasil é produzido em cativeiro, o que reduziria as chances de contaminação.

— O mercúrio é volátil, então vai para a atmosfera e se dispersa, sendo depositado em todo mundo. E como o mar representa dois terços da área da terra, é um grande depositário. A maior quantidade de mercúrio que é despejada no meio ambiente vem da queima de carvão — complementa Godoy, diretor do Departamento de Química da PUC-Rio.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que a indústria pesqueira está inserida no Programa de Controle de Resíduos e Contaminantes, que consiste na coleta de amostras de alimentos para análise de diversos elementos em laboratórios oficiais, entre eles o de mercúrio.

Segundo o Mapa, a responsabilidade sobre o controle do pescado capturado ou adquirido de terceiros é de cada indústria.

A fiscalização do ministério é feita com base no risco de cada empresa ou produto fabricado por ela. O Mapa disse ter controle das autuações feitas, mas não divulgou os dados.

A Anvisa, responsável pelo monitoramento do limite de contaminantes em alimentos, não detalhou como é feito o processo. Armando José Romaguera Burle, presidente do Conselho Nacional de Pesca e Aquicultura, órgão representativo das entidades do setor, não quis comentar o assunto.

Sobre o lote J14-0107 de posta de cação 500g, importado de Taiwan, identificado com excesso de mercúrio pela Anvisa, no início deste mês, a Frescatto afirma que novas análises, feitas nos dias 5 e 7 deste mês, “apresentaram quantidades de mercúrio de 0,10mg/kg a 0,63mg/kg, ou seja, inferiores ao limite do Codex Alimentarius de 1mg/kg, estabelecido pela Organização das Nações Unidas”.

Segundo a empresa, nesta análise — feita pelo Food Intelligence, laboratório especializado na análise de alimentos e certificado pelo Mapa — o lote J14-0107, apresentou 0,18mg/kg de mercúrio.

A Frescatto informou que todo o pescado comercializado é importado e tem certificado sanitário emitido pelo órgão regulador do país de origem, condicionada às normas do Codex Alimentarius da ONU.

A empresa diz ainda fazer periodicamente análises de metais pesados, auditadas pelo Ministério da Agricultura.
Fonte: O Globo
em http://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/analise-da-puc-rio-revela-excesso-de-mercurio-em-peixe-14636715#ixzz3Jtn15MpB

Cacau aumenta índice de metais no chocolate, aponta pesquisa da Unicamp

Os autores do estudo já pesquisavam a presença dos metais em produtos achocolatados há algum tempo, mas, dessa vez, buscaram descobrir se abusar do cacau poderia ser perigoso para o consumidor

chocolate com recheio de cadmio

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) descobriram que o nível de chumbo e cádmio presente no chocolate pode estar relacionado à concentração e à qualidade do cacau na receita. As conclusões foram publicadas na revista especializada Journal of Agricultural and Food Chemistry. Felizmente, em todas as 30 marcas avaliadas, as substâncias estavam em limites considerados seguros para consumo de acordo com a legislação brasileira e com normas da União Europeia e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O chumbo e o cádmio são metais que ocorrem naturalmente e podem ser absorvidos pelos grãos de acordo com as condições do solo e de cultivo. Mas, se consumidos em excesso, eles podem prejudicar o funcionamento de diversos órgãos e causar anemia e dores abdominais e de cabeça. Em crianças, os elementos podem ser a causa de mudanças comportamentais e de atraso na fala, entre outros problemas.

Os autores do estudo já estudavam a presença dos metais em produtos achocolatados há algum tempo, mas, dessa vez, buscaram descobrir se abusar do cacau poderia ser perigoso para o consumidor. Para esse trabalho, foram testados 30 chocolates ao leite, meio-amargos e brancos. Como nem todas as marcas divulgam a concentração de cacau presente, a relação entre o ingrediente e a concentração de metal teve de ser medida em uma única marca.

fonte: Correio Braziliense

em: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2014/09/04/interna_ciencia_saude,445486/cacau-aumenta-indice-de-metais-no-chocolate-aponta-pesquisa-da-unicamp.shtml

 

O mito da panela de alumínio

Um material tão comum na cozinha ainda desperta dúvidas quanto a sua segurança alimentar. Especialistas afirmam que a comida feita no utensílio não faz mal à saúde

 

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O alumínio não é considerado um elemento tóxico pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mesmo assim muitas pessoas ainda têm dúvidas se cozinhar em panelas feitas com esse material pode ser prejudicial à saúde. Embora não tenha confirmação científica que a ingestão desta substância contribua com o desenvolvimento de qualquer doença, é comum encontrarmos uma ou outra pessoa que afirme que faz mal usar utensílios de alumínio para a preparação de alimentos.

Desde aproximadamente 2002 tem circulado na internet, através de e-mails e sites, um texto – atribuído a diferentes autores – que afirma que “o alumínio é um composto assassino”. Essa publicação reacendeu e disseminou uma opinião compartilhada por várias pessoas desde meados do século passado. Maria Silva, funcionária pública, cozinha em casa há 30 anos e assume que hoje sua família não usa mais este utensílio “por causa do Alzheimer. Todo mundo diz que a panela de alumínio tem a ver com essa doença”.

Ivan Hideyo Okamoto, doutor em Neurologia e coordenador do Núcleo de Excelência em Memória do Hospital Albert Einstein em São Paulo, esclarece que a hipótese de correlação entre o mal de Alzheimer e o alumínio começou a ser levantada na década de 1960, quando as primeiras máquinas de diálise utilizavam águas que eram tratadas com alumínio e que consequentemente continham grandes concentrações dessa substância. Os pacientes renais que passavam por esse tratamento desenvolveram um quadro demencial parecido com o quadro clínico do Alzheimer.

Okamoto, porém, enfatiza que essa hipótese jamais foi comprovada e que atualmente já se sabe que não há qualquer associação entre a ingestão de alumínio e o desenvolvimento de doenças degenerativas. Mônica Vieira, professora, sabe que popularmente é dito que usar panelas de alumínio “não é muito legal, mas até agora não há nenhum estudo que comprove algo contra o alumínio”, assume. Ela conta que, apesar de usar em casa panelas de alumínio com e sem revestimento antiaderente, procura comprar preferencialmente as que são revestidas, por precaução.

Angelita da Silva é vendedora de panelas há dois anos e confirma que a maior procura é por utensílios de inox por causa da desconfiança sobre o alumínio. “Pelo que eu ouço todo esse tempo, eu creio que a panela de inox faz bem para a saúde. Acho que a panela de alumínio traz mal à saúde porque quando a gente está cozinhando e passa a colher e sai um pouco de alumínio, assim como a de ferro, que deve soltar ferro quando a gente lava”, opina.

Sua colega de trabalho, Adriana Barros também considera que para a saúde é melhor usar instrumentos de inox, visto que “na loja a procura por ela é bem maior”, mas admite que as panelas que usa em casa são de alumínio.

Fontes

de alumínio

A nutricionista Késia Quintaes ressalta que as pessoas estão expostas ao alumínio através de várias maneiras. Como exemplo ela cita desodorantes que têm hidróxido do alumínio na formulação, água potável, chás, medicamentos (antiácidos) e aditivos alimentares, além de alimentos que entram em contato com o material, como em latas de refrigerantes e mesmo em panelas. Ela explica que o alumínio, que por ventura adentre o organismo humano é absorvido e posteriormente eliminado preferencialmente através da urina. “No processo de absorção, no entanto, ele pode competir com a absorção de elementos minerais de mesma valência química, como o ferro, favorecendo a longo prazo a instalação de anemia ferropriva”, complementa.

A especialista informa que o alumínio do recipiente é transmitido para os alimentos que são mantidos nele especialmente quando se trata de preparações mais aquosas (sopas, leite, etc.), ácidas (como o molho de tomate) e que permanecem em contato por mais tempo com o material, “por isso não se recomenda guardar alimentos em material de alumínio”, sugere. “As taxas de transferência também variam segundo a procedência do material e se ele é novo ou usado” acrescenta.

A engenheira Elaine Bocalon identificou que a presença de sal durante o cozimento aumenta a transferência de alumínio para os alimentos, em razão do sal aumentar a condutividade da água. Assim, ela propõe que o sal seja adicionado aos alimentos após o cozimento destes.

Indicações

Késia Quintaes, que defendeu em seu doutorado as implicações nutricionais decorrentes do uso de determinadas panelas e é autora do livro Por Dentro das Panelas, lançado em 2005, sugere que haja diversidade de materiais a disposição na cozinha e que o uso deles seja feito de forma que a exposição a determinado nutriente ou não nutriente não tenha efeitos nocivos à saúde. “A panela de alumínio pode ser interessante no caso das frituras por imersão e contraindicada para o preparo de molho de tomate. Já uma panela de ferro poderia ser boa para o preparo de molho de tomate e contraindicada para a fritura de batatas”, exemplifica. Visto que o material da panela influencia nas características sensoriais dos alimentos preparados e no valor nutricional, as panelas devem ser escolhidas de acordo com as necessidades do momento: “Por exemplo, pessoas com dislipidemias devem evitar panelas de ferro enquanto aquelas com anemia ferropriva devem fazer uso destas”, conclui.

Mesmo assim é usual as donas de casa terem seus utensílios preferidos. O gastrônomo Ednilton Curt Rauh vê com preocupação esse hábito: “O pessoal não substitui panela com a mesma frequência que um chef de cozinha faz: se ela empenou ou ficou sem cabo, vira material para reciclagem. Porém é comum a dona de casa ter uma estima pela panela e não a abandona – vai o marido, mas a panela fica…”, comenta.

Rauh, que é chef de cozinha há quase dez anos, crê que a panela de alumínio tem um valor cultural na Região Centro-Oeste “é hábito por aqui fazer arroz na panela de alumínio, é o que se tem amplamente à disposição, até por ser barata”, avalia. Ele menciona que panelas de alumínio estão disponíveis na maioria dos restaurantes. “Existem disponíveis no mercado algumas panelas gourmet que são fantásticas, mas o preço não é muito acessível à população”, constata.

O chef não recomenda que panelas de alumínio sejam ferramentas tão frequentemente usadas na cozinha: “Não as considero um utensílio seguro porque a gente não tem como avaliar se há impurezas no alumínio que é desprendido da panela quando a colher ou espátula gera atrito”, adverte.

Manutenção da higiene do utensílio é fundamental

Quando a panela é bem conservada, é possível que não seja liberado alumínio durante o cozimento. Para isso, é necessário evitar qualquer tipo de abrasão: raspar ou até mesmo “ariar” elimina a oxidação que escurece a panela e reduz a transferência do componente para a comida.

Rauh frisa que a panela revestida com antiaderente deve ser descartada quando o revestimento começar a descascar, “porque as partículas deste revestimento químico acabam comprometendo o valor nutricional da preparação”, informa.

Riscos da ingestão

Sílvia Tondella Dantas, doutora em Tecnologia de Alimentos que atua na área de contaminação metálica de alimentos, aponta que pessoas com doenças renais são suscetíveis a problemas relacionados à ingestão de alta concentração de alumínio. Isso talvez se dê pela dificuldade que esses pacientes têm de eliminar pela urina as impurezas que o corpo ingere. “Em pessoas com saúde normal não existe nenhuma evidência de que haja consequências pelo contato com alumínio. Muitos alimentos, de uma forma geral, tem uma certa concentração natural dessa substância”, revela.

Dantas realizou um estudo para avaliar a dissolução do alumínio nos alimentos durante o cozimento. Sua análise priorizou receitas que utilizam condições agressivas e calculou o quanto isso significaria em aumento da ingestão de alumínio pelo indivíduo (com base em uma pessoa que pese 60 kg) se todos os alimentos forem preparados apenas em panelas de alumínio.

A doutora chegou à conclusão que o alumínio da panela dissolvido nos alimentos durante o preparo representaria 12% do limite seguro de ingestão semanal de alumínio implantado pela OMS, que é de 1mg por quilo de peso corporal. “Essa quantidade é muito pouco relevante. O maior valor de concentração foi encontrado no molho de tomate, à medida que no bife preparado em frigideira de alumínio se constatou menor concentração dessa substância após o cozimento, provavelmente porque algum alumínio natural do bife deve ter ficado aderido à frigideira” conclui.

Qualidade

Dantas analisa que se realmente o alumínio comprometesse a saúde, certamente teria sido proibido o uso de panelas de alumínio. Embora na internet encontre a afirmação que tal utensílio seja proibido na Itália, a Associação de Metais da Itália e o Consulado Italiano em São Paulo que confirmam à Associação Brasileira do Alumínio a “inexistência” desse veto. Ela alerta que em princípio o uso está seguro se a panela estiver atendendo à regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), “agora, eu não posso garantir que todos os produtos que você acha no mercado estão atendendo à regulamentação”, alega.

Neste sentido, Dantas aconselha que sejam adquiridas as panelas de alumínio que foram produzidas por empresas bem estabelecidas, que tenham um investimento maior em infraestrutura e que vão cuidar do próprio nome. “Ao comprar uma coisa sem marca, corre-se o risco de estar comprando um utensílio que tenha alguma mistura. No caso do alumínio, pode acontecer que o material derivado de reciclagem contenha impurezas, como chumbo. Se a empresa que produz os instrumentos de uso culinário não fizer controle da composição do material adquirido, aí o consumidor pode vir a ter problemas”, adverte.

 

fonte: Diário da Manha

em: http://www.dm.com.br/texto/189671-o-mito-da-panela-de-aluminio

Heinz promete melhorar controle sobre fornecedores na China

Companhia fez anúncio para tentar conter potencial dano à sua reputação na China, onde consumidores são muito sensíveis à segurança alimentar após vários casos

 

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Xangai/Pequim – A fabricante norte-americana de alimentos H.J. Heinz disse nesta terça-feira que vai apertar o controle sobre fornecedores de ingredientes na China, após ter sido forçada a retirar das prateleiras alguns produtos infantis no país devido a níveis excessivos de chumbo.

A companhia, conhecida globalmente por seu ketchup, fez o anúncio para tentar conter o potencial dano à sua reputação em um país onde consumidores são bastante sensíveis à segurança alimentar após uma série de casos.

A Heinz disse à Reuters nesta segunda-feira que havia retirado de circulação quatro remessas de um cereal infantil após um regulador de alimentos no leste da China ter descoberto níveis do metal tóxico acima dos padrões regulamentares.

Problemas nas cadeias de fornecimento na China têm sido acompanhados de perto, após a Yum Brands , controladora da rede de restaurantes KFC, o Wal-Mart e o McDonald’sterem enfrentado questões de segurança alimentar junto a fornecedores.

Consumidores na China são especialmente sensíveis a produtos para bebês, após um caso de leite em pó contaminado com melamina, um químico industrial, ter levado à morte ao menos seis crianças em 2008.

“Eu acredito que a Heinz enfrenta bastante problema agora, porque os pais não vão perdoar quaisquer problemas de qualidade em produtos alimentícios infantis”, disse Shaun Rein, diretor do China Market Research Group, em Xangai.

A Heinz vai traçar sistemas mais rigorosos para regular fornecedores de ingredientes e melhorar a rastreabilidade e medidas de controle de segurança alimentar junto à sua cadeia de fornecedores, disse a companhia norte-americana em uma publicação em seu blog oficial Sina Weibo, nesta terça-feira.

Produtos afetados foram selados e seriam destruídos sob a orientação do regulador, acrescentou a companhia.

Um representante da Administração de Alimentos e Medicamentos na província de Zhejiang não quis dar detalhes sobre os níveis de chumbo encontrados no cereal da Heinz, mas disse que divulgaria mais informações nos próximos dias.

O nível padrão para produtos infantis deve ficar abaixo de 0,2 miligramas por quilo, de acordo com um relatório do governo datado de 2010.

A Heinz disse que o recall foi uma medida de precaução, e acrescentou que o alto nível de chumbo foi causado “acidentalmente” por um fornecedor.

A agência reguladora disse que o problema afetou 1.472 caixas de cereal na província.  Especialistas dizem que o chumbo é particularmente perigoso a crianças, inibindo o desenvolvimento intelectual e físico.

Pode causar problemas de concentração, alterações de comportamento e até mesmo a morte, quando ingerido em grandes quantidades.

fonte: Exame

em: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/heinz-promete-melhorar-controle-sobre-fornecedores-na-china

 

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