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Escândalos de segurança alimentar que abalaram o mundo

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O escândalo de cavalo na Europa em 2013 passou de notícias de que vestígios de carne de cavalo foram encontrados em hambúrgueres da Irlanda para um recall de 10 milhões de hambúrgueres no Reino Unido.

Desde o recall, mais produtos cárneos foram descobertos por conter carne de cavalo, alguns feitos com quase 100 por cento de cavalo .

Como resultado , as plantas foram fechadas e as tensões entre os vários países europeus envolvidos no escândalo se elevaram.

O escândalo de cavalo é uma questão de segurança alimentar, não porque as pessoas estão ficando doentes , mas sim porque as pessoas estão esperando um produto e  recebem outro.

É uma questão de qualidade dos alimentos  e um exemplo poderoso de como a cadeia global de alimentos é  complicada e confusa.

Enquanto a segurança alimentar é um tema que dá muitas  manchetes – há  recalls de alimentos  acontecendo em os EUA  semanalmente – raramente  vira um tema  de segurança alimentar global.

Além de carne de cavalo, aqui estão cinco outros recentes escândalos de segurança alimentar que abalaram o mundo :

1) Europa: Carne de cavalo em produtos de carne bovina

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O escândalo de cavalo  interrompeu a cadeia alimentar de forma decisiva em toda a Europa. Carne de Cavalo foi encontrada em vários produtos de carne vendidos na Europa que vão desde hambúrgueres a lasanha congelada. Prisões foram feitas, alegou-se inocência, o que    resultou muita agitação e conversas sobre segurança alimentar global.

2) China:  Leite contaminado

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A China tem apresentado uma  série de problemas com o leite contaminado nos últimos anos. O escândalo veio à tona em 2008, quando pelo menos seis crianças morreram depois de consumir leite que continha melamina, um produto químico industrial que causa pedras nos rins em crianças.

Transparência foi um grande problema neste escândalo, já que foi descoberto que as autoridades investigaram uma indústria de laticínios  durante um ano antes de ir a público com as informações sobre os produtos contaminados.

3) Reino Unido:  Vaca Louca

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A Doença da Vaca Louca foi descoberta pela primeira vez em meados da década de 1980 no Reino Unido.

Causou estragos na indústria de carne bovina e  pelo menos 80 mortes.

Houve alguns incidentes de doença da vaca louca em os EUA em um passado recente (ano passado).

Os efeitos da Vaca Louca ainda estão presentes – qualquer um que passou pelo menos três meses no Reino Unido entre 1 de Janeiro de 1980 e 31 de dezembro de 1996 não pode  doar sangue.

4)  EUA: Lodo Rosa

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O  termo Lodo rosa literalmente pegou fogo  e  levou ao fechamento de  várias fábricas de processamento de carne.

Tudo começou quando Chef Jamie Oliver trouxe o termo à luz – lodo rosa é referido como aditivo de carne controverso feito de sobras de peças de carne tratadas com hidróxido de amônio para torná-los seguros e, pelo menos  semi-palatável.

Enquanto o aditivo pode ter sido considerado suficientemente seguro para o consumo (embora não em todos apetitoso), medo de fraude juntamente com a desconfiança da indústria de carne bovina levou a um protesto em massa, bem como o encerramento de três plantas.

5)  Europa: Brotos com E. Coli

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Em 2011, mais de 30 pessoas morreram e cerca de 3.000 pessoas ficaram doentes a partir de brotos que continham E. coli.

Este foi o mais mortal surto de E. coli do mundo.

As pessoas, em mais de uma dúzia de países ficaram doentes antes dos brotos foram eventualmente ligada a uma fazenda alemã.

6)  EUA: Melão com Listeria

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Em 2011, o surto de listeria em melão foi apontada como o mais mortal relacionada com alimentos em mais de 10 anos nos Estados Unidos.

Trinta pessoas morreram e 146 ficaram doentes.

Em 2012, houve outro grande recall de  melão de uma outra fazenda.

A fazenda finalmente fechou suas portas, com a nota  “É apenas uma questão de tempo quando haverá outro surto em algum lugar.”

Fonte: Huffington Post

em: http://www.huffingtonpost.com/2013/02/15/food-safety-scandals_n_2694619.html#slide=2112882

Polícia francesa desmonta suposta rede clandestina de carne de cavalo

Suspeita é de que cavalos utilizados para o desenvolvimento de remédios tenham sido vendidos de forma fraudulenta para alimentação, disseram autoridades

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A polícia da França prendeu 21 pessoas nesta segunda-feira (16) em uma operação contra a venda ilegal de carne de cavalo no sul do país, sob a suspeita de que cavalos utilizados para o desenvolvimento de remédios tenham sido vendidos de forma fraudulenta para alimentação, disseram autoridades.

Um porta-voz da companhia farmacêutica Sanofi disse usar cavalos para incubar antibióticos na fabricação de soros destinados a várias finalidades, desde raiva a mordidas de cobra, e que os animais estavam saudáveis mas não estavam certificados como próprios para consumo humano.

Alain Bernal, porta-voz da divisão de vacinas da Sanofi, disse que a empresa coopera com as investigações, mas ainda não sabia há quanto tempo a fraude estava em andamento.

“Isso pode envolver centenas de cavalos caso ocorra há muitos anos. Nos últimos três anos, dispensamos cerca de 200 cavalos”, disse ele à Reuters.

Estações de rádio disseram que os cavalos eram vendidos a comerciantes suspeitos de falsificar documentos veterinários para que os animais pudessem servir como alimento. Entre os detidos estão produtores de carne, comerciantes e veterinários.

Um comunicado de forças do governo disse que 100 policiais, junto com inspetores da brigada veterinária nacional, realizaram incursões em 11 distritos.

O ministro de Defesa do Consumidor, Benoit Hamon, disse que a operação surgiu a partir de um aumento no monitoramento do setor depois que uma empresa francesa de processamento de carne esteve envolvida este ano num escândalo sobre refeições congeladas com carne de cavalo vendidas como carne bovina.

O escândalo, iniciado em janeiro quando o DNA de cavalo foi encontrado em hambúrgueres congelados vendidos em supermercados irlandeses e britânicos, envolveu comerciantes e abatedouros da Romênia à Holanda.

A carne de cavalo tem perdido espaço no paladar dos consumidores franceses, embora ainda possa ser encontrada em açougues especializados.

fonte: Reuters

em: http://www.jornaldelondrina.com.br/brasil/conteudo.phtml?id=1433665

Alemanha e seus escândalos alimentares

 

Com carne equina não declarada, falsos ovos orgânicos e leite contaminado, a alentada história dos escândalos alimentares na Alemanha ganhou três novos capítulos.

Reveja:

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1997: A ‘vaca louca’

Ovos orgânicos falsos, carne de cavalo, leite com aflatoxina são os capítulos mais recentes na história das fraudes alimentares. A “mãe” de todos os escândalos foi a peste BSE, apelidada “síndrome da vaca louca”. Em 1997, importações ilegais do Reino Unido chegam à Alemanha. Milhares de animais são abatidos sob suspeita de ter a moléstia cerebral. O consumo de carne diminui – por pouco tempo.

 

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2001: Perigo para humanos

Farinha de ossos e gordura animal nas rações bovinas são consideradas desencadeadores da BSE. Em 2001 essa adição é proibida. Durante muito tempo se discute se a moléstia é transmissível para os consumidores da carne. Hoje está confirmado que a versão humana da BSE, doença de Creutzfeldt-Jakob, é fatal. No entanto, décadas podem transcorrer entre a contaminação e a manifestação da doença.

 

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2005-2007: Carne podre

Quinto lugar na escolha da palavra do ano, em 2005 o termo “gammelfleisch” – carne podre – está em todas as bocas na Alemanha. O escândalo se inicia em diversas filiais de uma cadeia de supermercados, cujos funcionários são flagrados manipulando embalagens de carne moída. Eles prolongavam a data de validade, reempacotando os produtos com etiquetas novas.

 

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2005-2007: Milhares de toneladas no mercado

Logo se constata estarem em circulação milhares de toneladas de carne não mais apropriada para o consumo humano, parte delas há anos. A essa altura é impossível determinar quanto do produto expirado já fora oferecido nas grandes cantinas e lanchonetes de “döner” da Alemanha. Até 2007 casos semelhantes de fraude seguem vindo a público.

 

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2008-2010: Mussarela com cocô de rato

Em 2008 a mussarela estragada da Itália também chega às prateleiras alemãs. Calcula-se que 11 mil toneladas de queijo contaminado com vermes e fezes de camundongos tenham sido vendidas como produto fresco por toda a Europa. Dois anos mais tarde, também é detectado o poluente ambiental dioxina no queijo nacional italiano.

 

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2010-2011: Escândalo da dioxina

No final de 2010 é encontrado o cancerígeno dioxina na ração de uma grande fornecedora de ovos. Milhares de fazendas são interditadas na Baixa Saxônia. Um fabricante de rações animais empregara óleos resultantes da produção de diesel, distribuindo o alimento contaminado para estabelecimentos em toda a Alemanha. Ovos e carne de porco contendo dioxina chegam aos mercados.

 

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2011: Epidemia de EHEC

Cerca de 50 pessoas morrem na Alemanha em 2011 em consequência da bactéria intestinal EHEC. Inicialmente se suspeita que a causa da perigosa disenteria sejam alfaces, pepinos e tomates crus. Quase 4 mil pessoas adoecem. Investigações minuciosas revelam, porém, que os culpados são brotos vegetais provindos do Egito.

 

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2012: Morangos envenenados

Em setembro e outubro de 2012, o norovírus se alastra em cinco estados do leste alemão. Nos jardins de infância e escolas, quase 11 mil crianças são mandadas de volta para casa com diarreia e vômito. O maior surto gastrointestinal da história do país é atribuído a morangos congelados da China.

 

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2013: Cavalo por vaca

Em vários países europeus fica constatada a presença de carne de cavalo em produtos que deveriam conter exclusivamente carne bovina. Em meados de fevereiro de 2013 o escândalo atinge a Alemanha: diversas cadeias de supermercado retiram lasanhas e similares de suas prateleiras de congelados. Algumas das amostras chegam a conter 100% de carne equina não declarada.

 

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2013: A mentira do orgânico

Centenas de avicultores vendiam ovos como sendo orgânicos, embora mantivessem suas galinhas confinadas. Milhões de ovos chegaram ao mercado sob etiqueta falsa. A norma alemã de criação “orgânica” determina um máximo de seis aves por metro quadrado, enquanto outros métodos, como o de granja ou em gaiolas, admitem de nove a 18 animais nesse mesmo espaço.

 

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2013: Leite tóxico

No início de março vem à tona que a ração para vacas leiteiras inclui milho contaminado com aflatoxina, proveniente de fungos tóxicos. Durante exame rotineiro do leite na Baixa Saxônia registraram-se níveis da substância dez vezes acima do permitido. O milho vinha da Sérvia e a ração contaminada era distribuída para toda a Alemanha. Inicialmente se exclui risco para os consumidores humanos.

 

 

fonte: DW

em: http://mediacenter.dw.de/portuguese/pictures/item/875663/Alemanha_e_seus_esc%C3%A2ndalos_alimentares/

 

Remédio veterinário é encontrado em carne de cavalo na Suíça

size_590_photo_1361446520098-1-0Genebra – Um laboratório suíço localizou resíduos de medicamento veterinário em uma amostra de carne de cavalo importada do Canadá para a Suíça, informou nesta sexta-feira a associação de químicos da Suíça.

As análises, que examinaram 30 amostras diferentes de carne de cavalo, foram realizadas em um laboratório de Berna antes de vir à tona o escândalo dos produtos etiquetados como carne bovina, quando na verdade continham carne equina.

“Os resultados são semelhantes aos do ano anterior. Foi detectada fenilbutazona, uma substância anti-inflamatória utilizada para aliviar as dores musculares dos cavalos, em uma amostra de carne de cavalo importado do Canadá. O conteúdo era de 1,7 microgramas por quilograma de carne”, segundo a associação.

A associação acrescentou que essa concentração não representa um risco para a saúde dos consumidores, mas pediu explicações à empresa.

A associação disse que nenhum outro remédio veterinário foi encontrado nas outras 29 mostras, mais da metade originárias do Canadá, e que a campanha de controle foi planejada no ano anterior.

As amostras foram colhidas nas importadoras, em lojas de atacado, em supermercados e em açougues.

A fenilbutazona é proibida para animais na Suíça, mas alguns remédios utilizados para equinos ainda contêm a substância.

Nesse sentido, a legislação sobre medicamentos veterinários prevê uma espera de seis meses antes de o cavalo ser sacrificado e entrar na rede alimentícia.

fonte: http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/remedio-veterinario-e-encontrado-em-carne-de-cavalo-na-suica

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